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Websérie gratuita leva a dança para o Museu do Ipiranga

Olá, leitor(a)! 

No filme Frances Ha (2012), protagonizado pela premiada atriz e diretora Greta Gerwig, conhecemos uma personagem apaixonada pela dança. Ainda que não tenha o talento nem o reconhecimento desejado, ela faz com que espectadores(as) apreciem a beleza que essa arte oferece ao mundo e mostra como isso a auxilia no enfrentamento das adversidades que vive.  

Com o mesmo pensamento, a São Paulo Companhia de Dança (SPCD) realizou uma parceria com o Museu do Ipiranga e, juntas, as entidades disponibilizaram uma experiência completamente diferente de tudo o que já fizeram. Trata-se de um projeto voltado para apresentar, a partir de diversas coreografias, o espaço que foi reinaugurado em homenagem à Independência do Brasil.  

Websérie SPCD no Museu 

A ideia de mostrar o Museu sob outra perspectiva, renovando meios e estratégias, surgiu do desejo e do compromisso de divulgar amplamente o patrimônio histórico do nosso país. Com performances que buscam criar vínculos entre os movimentos dos(as) dançarinos(as) e a estrutura arquitetônica, a SPCD direciona nossa atenção e provoca encantamento.  

Assim, mais do que um prédio restaurado, encontramos novas maneiras de usufruir do acervo e do ambiente e de nos relacionarmos com a arte e a cultura. O material audiovisual é resultado de um trabalho com vários(as) artistas, estruturado por meio do Programa de Desenvolvimento das Habilidades Futuras do Artista da Dança (PDH). 

A série, que conta com 5 episódios já lançados, pode ser assistida na seção “Videodanças, da categoria Espetáculos, na página web da Companhia, ou diretamente em seu canal do YouTube. Para que você entenda um pouco mais sobre as encenações, realizamos abaixo a descrição de cada uma delas, confira: 

Websérie gratuita leva a dança para o Museu do Ipiranga

Fonte: Reprodução

1. Verso

Esse episódio retrata justamente o início do percurso pelo espaço do Museu do Ipiranga. A cena é interpretada pelas bailarinas Ana Roberta Teixeira, Luiza Yuk e Pâmella Rocha, com gesticulações que parecem realizar um chamamento para conhecer a casa, neste caso, pública. O vídeo possui 3 minutos de duração, clique aqui para assistir.   

2. Lost

Quantas vezes ao caminhar por um lugar muito grande você já se sentiu perdido(a) e, como na canção de Chico César, foi perguntando, procurando e se achou sem perceber? Essa parece ser a proposta de Lost, que em português significa justamente “perdido”. No vídeo, vários bailarinos performam pelos corredores do Museu como se buscassem a porta correta, mas sem deixar de aproveitar o caminho. A cena possui quase 4 minutos de duração, clique aqui para assistir.   

3. Scrappy

A necessidade de compreender o funcionamento do mundo e o sentido da vida manifestou-se em praticamente todos os momentos da humanidade, especialmente após o estabelecimento das civilizações. Neste episódio, contudo, o casal de bailarinos aparenta realizar um convite para contemplar à confusão instaurada pelos seus movimentos. Tudo está, como no título traduzido, desconexo. Para ver o vídeo completo, clique aqui. 

4. Nkali

Nkali é um termo nigeriano, especificamente da etnia igbo, que tem como significado “ser maior que o outro”. A expressão vem sendo usada para elucidar como as relações de poder interferem no modo como as histórias são contadas e documentadas. O que será que isso tem a ver com a coreografia apresentada neste episódio? Veja o vídeo aqui e faça sua própria interpretação sobre os movimentos das 17 bailarinas que participaram dele!  

5. In Excelsis

No último vídeo da série, os bailarinos e bailarinas parecem explorar os símbolos da obra Independência ou Morte (1888), com movimentos que aludem à cena pintada por Pedro Américo. O título, inclusive, faz referência à expressão latina Gloria in excelsis Deo, que significa “Glória a Deus nas alturas”, e expressa a importância da celebração da liberdade do país. Para ver o vídeo completo, clique aqui 

São Paulo Companhia de Dança 

A SPCD foi fundada em 2008 e pertence à Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo. Administrada pela bailarina Inês Bogéa, a instituição visa promover espetáculos de dança em território nacional e internacional tendo recebido 48 prêmios ao redor do mundo e sido considerada uma das melhores companhias da área na América Latina. 

Os diversos trabalhos da Companhia, que mesclam peças clássicas e contemporâneas, puderam ser vistos presencialmente por um público que soma quase 1 milhão de pessoas. Além disso, por meio de sua plataforma digital, o acesso às produções se tornou ainda mais difuso, possibilitando que pessoas as assistam em qualquer região ou país. Para saber mais, clique aqui 

Museu do Ipiranga 

Batizado oficialmente como Museu Paulista da Universidade de São Paulo, o Museu do Ipiranga surgiu em 1895 com o intuito de se tornar um grande símbolo da Proclamação da Independência. A instituição encerrou suas atividades presenciais em 2013, devido ao risco de desabamento do edifício, e somente neste ano, em 7 de setembro de 2022, reabriu as portas para visitação.  

O espaço reestruturado traz muitas novidades, como o mirante com visão panorâmica, a restauração e inserção de fontes que haviam sido retiradas do jardim e os percursos de mostras internacionais — que só se tonaram possíveis em virtude da instalação de ar-condicionado. O Museu também oferece conteúdos digitais, como exposições, tours virtuais e muito mais. Para conferir tudo, clique aqui. 

E aí, ficou curioso(a) para ver esses espetáculos e, ao mesmo tempo, conhecer os ambientes do Museu? Lembre-se de compartilhar nas suas redes sociais para que mais pessoas tenham acesso à arte e à cultura!  

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Bom entretenimento e até logo!  

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