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Vestibular: Entenda a Rússia de Stalin e a Itália de Mussolini

Olá, leitor do Canal do Ensino!

Como estão seus estudos para o vestibular? Para ajudá-lo nessa trajetória, falaremos de forma clara e direta sobre Stalin e Mussolini, 2 líderes mundiais responsáveis por disseminar ideais extremistas de comunismo e fascismo. Preparado? Então acompanhe!

Josef Stalin e a Era Stalinista

Stalin, Mussolini

Fonte: Reprodução

Josef Stalin nasceu em Gori, em 18 de dezembro de 1878. Ele governou a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) de 1922 a 1953, como Secretário Geral do Partido Comunista. Ideologicamente ligado ao marxismo-leninismo, suas próprias políticas ficaram conhecidas como stalinismo.

Stalin teve papel fundamental na derrota da Alemanha Nazista durante a Segunda Guerra Mundial, época em que a URSS passou por um forte processo de industrialização. Apesar dos progressos, seu regime foi marcado por violações dos direitos humanos, massacres e execuções. Estima-se que tenham morrido mais de 20 milhões de pessoas em seu governo.

Infância e atuação política

Filho de um sapateiro com uma costureira, Stalin teve uma infância difícil. Ele logo começou a participar de atividades revolucionárias contra o regime czarista, mas não serviu ao exército por conta de deficiências no pé e no braço esquerdo.

Nos anos de 1901 e 1902, Stalin se tornou membro do Partido Operário Social Democrata Russo. Contudo, ele acabou sendo expulso pelos Mencheviques, facção do partido que o acusou de agitador. Então, Stalin se uniu aos Bolcheviques, outra facção, liderada por Vladimir Lênin, que planejavam a Revolução Russa.

Nesse período, ele foi preso por organizar assaltos e desapropriações. Stalin foi acusado de ser um agente duplo da polícia secreta czarista, o que explicaria suas várias fugas bem-sucedidas da prisão.

Ele chegou ao posto de Secretário Geral do Partido Comunista em 1922, cargo que ocupou por 31 anos.  Stalin era chamado de “Guia Genial do Povo” e “Pai dos Povos”.

Governo de Stalin

Em 1928, Josef Stalin iniciou um programa de industrialização intensiva e coletivização da agricultura (Plano Quinquenal), o que provocou, em 1932, um genocídio na Ucrânia, causando mais de 4 milhões de mortes por fome.

O líder soviético também criou uma poderosa estrutura militar e de policiamento. Prendeu opositores e incentivou o culto à sua personalidade, o que é considerado uma arma ideológica.

Entre 1934 e 1939, Stalin reprimiu e matou membros do Partido Comunista, oficiais do exército e inúmeros civis, episódio conhecido como Grande Expurgo.

Em 1939, a URSS tentou formar uma aliança contra a Alemanha Nazista, unindo-se ao Reino Unido, França, Polônia e Romênia. Contudo, o acordo não foi adiante, pois o Reino Unido se negou a agir ao lado de Stalin.

Com o fracasso das negociações, o líder soviético mudou sua posição e selou o Pacto de Não Agressão com a Alemanha, acordo no qual os 2 países se comprometiam a não interferir militarmente um no outro. Posteriormente, foi descoberto um protocolo secreto no pacto, que dividia a Polônia entre a União Soviética e a Alemanha Nazista.

Porém, a Alemanha quebrou o acordo e invadiu a URSS em 1941. Assim, Stalin aliou-se ao Reino Unido e  aos Estados Unidos, o que contribuiu para a derrota alemã na Segunda Guerra Mundial.

Ao longo de todo regime stalinista, milhares de pessoas foram deportadas, enviadas para campos de trabalho forçado e executadas. Josef Stalin morreu após um derrame, em 1953, aos 74 anos de idade.

No XX Congresso do Partido Comunista da União Soviética, em 1956, deu-se início à desestalinização, processo que eliminou o culto à personalidade presente na era stalinista.

Para saber mais sobre Stalin, assista a Mundos Perdidos, documentário do History Channel, e leia este  artigo  sobre videoaulas.

Benito Mussolini, o criador do Fascismo

Benito Mussolini foi um dos criadores do Fascismo. Ele subiu ao poder em 1922, como primeiro-ministro italiano, mas, em 1936, passou a carregar os títulos de “ Chefe do Governo, Duce (líder) do Fascismo e Fundador do Império” e “Primeiro Marechal do Império”, tendo controle total sobre as forças armadas italianas.

Mussolini permaneceu no poder até 1943 e foi morto em 1945, junto com sua companheira, Clara Petacci, por guerrilheiros da resistência italiana. 

Infância e juventude

Benito Amilcare Mussolini nasceu em Predappio, na Itália, em 1883. Mussolini estudou em um internato regido por monges salesianos, mas foi expulso por ter ferido um colega de classe. Em sua nova escola, ele obteve notas altas e se qualificou como professor primário.

Em 1902, Mussolini fugiu do serviço militar emigrando para Suíça. Lá, ele estudou as teorias de Nietzsche e Georges Sorel e ingressou no movimento socialista. Em 1903, Mussolini foi preso por defender uma greve geral. Posteriormente, ele foi deportado para a Itália.

Mussolini no poder

Mussolini serviu ao exército italiano voluntariamente de 1905 a 1906. Durante esse período, ele foi editor dos jornais Luta de Classe, Avante! e Popolo d’Itália e participou dos movimentos socialistas. Mais tarde, ele foi expulso do Partido Socialista italiano.

Mussolini lutou como sargento durante a Primeira Guerra Mundial e, em 1919, fundou o Fasci de Combate Italiano, que mais tarde se tornaria o Partido Fascista.

Em 1922, ele organizou a Marcha sobre Roma, manifestação caracterizada como golpe de Estado. Foi por meio dessa ação e do apoio de suas milícias (Camisas Negras) que Mussolini foi nomeado primeiro-ministro pelo rei Vitor Manuel III.

Assim que subiu ao poder, ele instituiu o Tratado de Latrão ou Tratado de Roma-Santa Fé (1929) e criou o Vaticano, encerrando a Questão Romana, disputa territorial entre o governo italiano e o papa. Além disso, o catolicismo passou a ser a religião oficial da Itália.

Mussolini tentava tirar o país da recessão econômica em um momento conturbado para a Europa, já que as nações estavam se recuperando da Primeira Guerra Mundial e as ideias socialistas provocavam conflitos entre a elite e a classe trabalhadora.

O Fascismo e o fim de Mussolini

Uma vez no poder, Mussolini reprimiu a oposição, dissolveu os partidos políticos e aboliu as eleições parlamentares. Ele também combateu severamente a criminalidade e fez acordos com os líderes das máfias, organizações ilícitas da Itália.

Além disso, Mussolini expandiu o comércio e as colônias italianas. Em 1935, ele invadiu a Abissínia, na Etiópia. Nesse conflito, foram usadas armas químicas contra a população local e estima-se que tenham morrido mais de 500 mil africanos.

No mesmo período, ele se aliou a Hitler e, no ano seguinte, assinou com a Alemanha e o Japão o Pacto Tripartite. Em 1938, Mussolini ocupou a Albânia e apoiou a Guerra Civil Espanhola. Em 1940, a Itália entrou na Segunda Guerra Mundial ao lado dos alemães.

Durante a guerra, ele foi derrubado e preso, sendo resgatado por paraquedistas alemães em 12 de setembro de 1943, episódio conhecido como Operação Carvalho. Em 1945, Mussolini foi derrotado e morto por guerrilheiros italianos. Seu corpo foi exposto publicamente em uma praça na cidade de Milão.

Para completar seu estudo sobre o tema, veja este vídeo do canal Leitura ObrigaHISTÓRIA e leia esse artigo sobre uma plataforma do MEC que oferece videoaulas gratuitas.

Esperamos que você tenha gostado desse texto e que esse conteúdo seja importante para seu aprendizado. Se você ficou com alguma dúvida, deixe aqui nos comentários.

Até breve!

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