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Vestibular: Entenda o Holocausto

Olá, leitor!

Preparamos um resumo para você gabaritar as questões de vestibular sobre Segunda Guerra Mundial e Holocausto.

Holocausto–significado

Holocausto

Fonte: Reprodução

A palavra Holocausto, das palavras gregas holos (todo) e kaustos (queimada), foi historicamente usada para descrever oferendas queimadas em um altar de sacrifício. Desde a Segunda Guerra Mundial, contudo, o termo adquiriu outro significado e passou a se referir ao genocídio de cerca de 6 milhões de judeus que ocorreu na Europa em meados do século XX.

Para entender melhor esse episódio, vamos analisar os eventos que deram início ao antissemitismo, à ascensão de Adolf Hitler e à Segunda Guerra Mundial.

Contexto histórico do Holocausto

Adolf Hitler

Adolf Hitler nasceu na Áustria, em 1889, serviu no exército da Alemanha durante a Primeira Guerra Mundial e, como muitos alemães, culpou os judeus pela derrota do país em 1918.

Logo após o fim da guerra, Hitler se filiou ao Partido Nacional dos Trabalhadores Alemães, que depois se tornou o Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, conhecido como partido nazista.

Ele foi preso em 1923, após tentar dar um golpe de Estado, episódio conhecido como  Putsch da Cervejaria. Durante o encarceramento, Adolf Hitler escreveu “Mein Kampf” (Minha Luta), livro em que propaga sua ideologia.

Após ser libertado, Hitler elevou a participação do partido nazista a ponto de ser nomeado, em 1933, chanceler da Alemanha. Após a morte do Presidente Paul von Hindenburg, em 1934, Hitler se intitulou Fuhrer, tornando-se o governante alemão.

Antissemitismo na Europa

Há evidências de hostilidade contra judeus na Europa desde muito antes do Holocausto.

Ainda na Antiguidade, os exércitos romanos destruíram o templo de Jerusalém e forçaram os judeus a saírem da Palestina e migrarem para o continente europeu. Posteriormente, o sentimento antissemita ressurgiu na Europa após o Iluminismo, como defesa da superioridade racial europeia.

Com a ascensão de Hitler, houve a aceitação das ideias de superioridade nacionalista, que pregavam que a nação alemã tinha o “direito” e o “dever” de construir um império baseado na subjugação dos “povos inferiores”.

Como Hitler emitiu leis antissemitas

De 1933 até o início da Segunda Guerra Mundial, em 1939, o regime nazista instituiu leis e regulamentos que excluíam os judeus da sociedade. As principais leis emitidas nesse período foram:

  •  Leis que impediam os judeus de ocuparem cargos públicos e postos no serviço civil profissional;
  • Lei para a Prevenção da Progênie com Doenças Hereditárias, que impunha a esterilização a pessoas com doenças hereditárias;
  • Leis da Raça de Nuremberg, que definiam um “judeu” como qualquer um com 3 ou 4 avós judeus, independentemente de a pessoa se identificar ou não com fé judaica;
  • Lei para a Proteção do Sangue e da Honra Alemã, que proibia o casamento entre alemães e judeus;
  • Lei de Cidadania do Reich, que privava os “não-arianos” dos benefícios da cidadania alemã.

Nesta época, a Alemanha introduziu o recrutamento militar, construiu campos de concentração, investiu em propaganda nazista e confinou os judeus em guetos.

Segunda Guerra Mundial

Em 1938, Hitler assina, junto com outros líderes europeus, o Acordo de Munique, que revertia parte do Tratado de Versalhes, documento de 1918 que responsabilizava a Alemanha pelos danos da Primeira Guerra Mundial. Logo, a revogação desse tratado estimulou as ideias expansionistas alemãs.

A Segunda Guerra Mundial foi desencadeada em 1 de setembro de 1939, quando a Alemanha invadiu a Polônia e, em resposta, teve guerra declarada pela Grã-Bretanha e pela França.

Em 1940, Hitler invadiu parte da Europa e fez uma aliança com o Japão e a Itália (regime fascista de Benito Mussolini), compondo o Eixo e desejando impedir os Estados Unidos de protegerem os britânicos. Em 1941, a Alemanha violou o pacto de não agressão feito com Joseph Stalin e invadiu a União Soviética.

Em dezembro do mesmo ano, o Japão atacou Pearl Harbor, no Havaí, iniciando o conflito do Eixo com os Estados Unidos. Contudo, o exército alemão sofreu derrotas e não conseguiu manter suas práticas agressivas e expansivas. As tropas dos Aliados (grupo de países que se opunham ao Eixo) desembarcaram no norte da França em 6 de junho de 1944, que viria a ser conhecido como Dia D, derrotando o regime de Hitler.

Campos de Concentração e o Holocausto

Durante a Segunda Guerra, os nazistas foram responsáveis ​​pela morte de 6 milhões de judeus, 2 terços da população judaica da Europa. Como parte da “Solução final para a questão dos judeus”, o regime de Hitler intensificou as execuções em massa nos campos de concentração e extermínio. Os principais campos de concentração foram:

Nestes locais, os prisioneiros realizavam trabalhos forçados e enfrentavam fome, maus tratos e experiências médicas. Muitos foram mortos em câmaras de gás ou no paredão de fuzilamento. Apesar da censura, alguns relatos dos campos de concentração chegaram aos Aliados, que só foram descobrir a dimensão das crueldades quando entraram nos campos em maio de 1945.

Outros extermínios

Os judeus não foram as únicas vítimas do nazismo. As políticas de superioridade racial do regime de Hitler também tinham como alvo homossexuais, poloneses, ciganos, comunistas, Testemunhas de Jeová, sindicalistas e deficientes físicos, grupo que posteriormente foi incluído em um programa de eutanásia.

O fim da guerra em 1945

No início de 1945, a situação do conflito se tornou crítica para a Alemanha. Os soviéticos tinham empurrado o exército alemão para a Europa Ocidental e os Aliados chegavam pelo oeste.

Após ser informado sobre a execução do ditador italiano Benito Mussolini, Hitler cometeu suicídio em 30 de abril de 1945. Berlim foi invadida 2 dias depois e a Alemanha se rendeu incondicionalmente aos Aliados em 7 de maio de 1945.

A chegada dos Aliados na Alemanha marca a derrota do nazismo, que deixou um legado de morte e destruição. Após o fim da Segunda Guerra Mundial, surgiu um novo conflito ideológico global, chamado de Guerra Fria.

Judeus no Brasil durante a Segunda Guerra Mundial

Roney Cytrynowicz (Doutor em História pela USP-Universidade de São Paulo) analisou, no artigo Além do Estado e da ideologia: imigração judaica, Estado-Novo e Segunda Guerra Mundial, publicado na Revista Brasileira de História, a imigração judaica e o papel do Brasil durante a Segunda Guerra, concluindo que:

A importância que o tema do anti-semitismo na história do Brasil teve a partir do seu conhecimento público nos anos 1990 ganhou dois eixos fortes de registro: no campo dos historiadores, serviu como reforço às interpretações que aproximam o Estado Novo do fascismo e mesmo do nazismo. Do ponto de vista da memória da comunidade judaica, o registro do anti-semitismo serve à construção de uma identidade que enfatiza a vitimização e a perseguição em detrimento de valores de pertinência “positivos”. Esta identidade judaico-brasileira, fundada em uma memória que sobrevaloriza o anti-semitismo como central da inserção dos judeus no País, pode servir a uma questão mais complexa: com a ascensão social de camadas significativas da população judaica em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, os imigrantes e seus descendentes tiveram e têm que enfrentar a contradição de serem parte da elite brasileira (com seu racismo) e ao mesmo tempo parte de uma minoria que em muitos países sofre efetivamente com o preconceito e a perseguição. Assim, a centralidade do anti-semitismo na identidade judaico-brasileira pode organizar este impasse, remetendo a contradição para uma dimensão “passada” da origem, do início, de não-aceitação pela sociedade, mas que não tem ressonância afetiva na história e no presente de bem-sucedida inserção.

Muitos documentos e publicações sobre a comunidade judaica do Brasil, incluindo os registros da fuga do Holocausto, estão organizados no Centro de Memória do Museu Judaico de São Paulo (CDM) e compõem o Arquivo Histórico Judaico Brasileiro.

Declaração Universal dos Direitos Humanos

Em 2018, a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) completou 70 anos de existência. O documento foi criado em 1948, após as atrocidades cometidas durante a Segunda Guerra Mundial.

O diretor do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio), Maurizio Giuliano, declarou em um evento de comemoração aos 70 anos da DUDH que a principal função desta é:

“Tanto a Convenção para a Prevenção e a Repressão do Crime de Genocídio quanto a Declaração Universal dos Direitos Humanos, ambos adotados pela Assembleia Geral em dezembro de 1948, enfatizam o direito à vida, mas sobretudo a uma vida digna.”

Outras datas importantes instituídas depois do Holocausto são:

  •  27 de janeiro, Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto;
  • 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos.

Questões sobre Holocausto no Vestibular

O tema do Holocausto já apareceu diversas vezes nas questões de história e sociologia do ENEM, por exemplo:

  • Em 2017, o ENEM perguntou sobre a posição assumida pela Unesco com a Declaração Universal dos Direitos Humanos.
  • Em 2016, o ENEM abordou a questão da imigração dos judeus para o Brasil e a proibição, em 1935, da emissão de vistos para “pessoas de origem semita”.
  • Em 2015, o ENEM abordou o imperialismo e a participação da África na luta contra o fascismo durante a Segunda Guerra Mundial.
  • Em 2012, o ENEM utilizou a capa da 1 ª edição norte-americana da revista do Capitão América, associando-a à participação dos Estados Unidos na luta contra o nazismo.

Para os vestibulares, é importante que o estudante saiba sobre as diferenças e semelhanças entre fascismo e nazismo, o antissemitismo e a imigração judaica para os países Aliados, para a América e para o Brasil, na época sob o regime do Estado Novo.

Como a democracia e os direitos humanos sempre são abordados nas questões de história e sociologia dos vestibulares, é essencial ter uma visão dos desdobramentos da criação das Nações Unidas e da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

O que você achou do nosso resumo sobre o Holocausto? Ficou com alguma dúvida? Deixe aqui nos comentários!

Bons estudos e até mais!

Para saber mais sobre a Segunda Guerra Mundial, clique aqui!

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