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Verbo: tipos, conceito e exemplos

Olá,

Você já percebeu o quanto são importantes os verbos? Como diríamos, por exemplo, que um pássaro voa se não existisse o verbo voar? Já imaginou o tanto que seria difícil de nos comunicar? Ao lado dos substantivos, os verbos talvez sejam as palavras mais importantes de nossa língua. Portanto, aprender a usá-los é também bastante importante, não é? Neste texto, explicamos e exemplificamos os tipos de verbo que temos na língua portuguesa. Primeiramente, vamos ver o que é verbo:

Verbos são palavras que expressam ação, estado, mudança de estado e fenômenos naturais, situando-os em um determinado tempo. Os verbos podem também ser flexionados em pessoa (1ª, 2ª e 3ª), número (singular e plural), modo (indicativo, subjuntivo e imperativo) e tempo (pretérito, presente e futuro).

Os verbos, na língua portuguesa, se dividem em três conjugações. Para saber a qual conjugação um verbo pertence, basta colocá-lo no infinitivo (forma primitiva do verbo: andar, sofrer, conseguir, etc.) e observar sua terminação.

Os verbos terminados em:

  • ar pertencem à 1ª conjugação: cantar, dançar, chorar;
  • er ou or pertencem à 2ª conjugação: correr, morrer, viver, pôr, compor;
  • ir pertencem à 3ª conjugação: partir, sair, cair.

Tipos de verbo

verbo

Fonte: Reprodução

Os verbos são classificados em regulares, irregulares, anômalos, defectivos e abundantes. Confira a seguir cada um deles:

Verbos regulares

Os verbos regulares são os verbos que, quando são conjugados, não sofrem alteração em seu radical e suas desinências variam de acordo com o modelo da conjugação a que pertencem.

Ex.:

Eu danço Eu canto
Tu danças Tu cantas
Ele dança Ele canta
Nós dançamos Nós cantamos
Vós dançais Vós cantais
Eles dançam Eles cantam

 

Perceba que, nesses exemplos, tanto o verbo dançar quanto o verbo cantar seguem um padrão de conjugação. O radical (danç e cant) não se altera, além disso as desinências (elemento que vem após o radical) seguem o modelo da conjugação (1ª) a que os verbos pertencem.

Verbos irregulares

Os verbos irregulares são os verbos que, ao serem conjugados, sofrem alteração no radical ou se afastam do modelo da conjugação a que pertencem.

Ex.:

Eu digo Eu faço
Tu dizes Tu fazes
Ele diz Ele faz
Nós dizemos Nós fazemos
Vós dizeis Vós fazeis
Eles dizem Eles fazem

 

Ao compararmos esses dois verbos com os verbos regulares da 2ª conjugação (correr, por exemplo), percebemos que, além de terem o radical alterado (diz e faz), os verbos dizer e fazer também não seguem o modelo de conjugação, portanto são irregulares.

Verbos anômalos

Os verbos anômalos são os verbos que, quando conjugamos, sofrem alterações profundas no radical. Os verbos anômalos se diferenciam dos irregulares, pois estes apenas sofrem alterações no radical, enquanto os anômalos mudam de radical. Na língua portuguesa temos apenas dois verbos anômalos: ser e ir.

Ex.:

Eu sou Eu vou
Tu és Tu vais
Ele é Ele vai
Nós somos Nós vamos
Vós sois Vós ides
Eles são Eles vão

 

Nesses exemplos, podemos perceber que, além de não seguirem um modelo de conjugação, os verbos ser e ir mudam de radical. Por isso são considerados verbos anômalos.

Verbos defectivos

Os verbos defectivos são os verbos que não possuem todas as formas verbais, ou seja, não apresentam todos os modos, tempos ou pessoas.

Ex.:

Eu – Eu –
Tu explodes Tu –
Ele explode Ele –
Nós explodimos Nós falimos
Vós explodis Vós falis
Eles explodem Eles –

 

Perceba que os verbos explodir e falir são defectivos, pois não possuem todas as conjugações. No exemplo acima, conjugados no presente do indicativo, o verbo explodir não tem a forma verbal correspondente à primeira pessoa do singular, enquanto o verbo falir possui apenas as formas verbais correspondentes à primeira pessoa do plural (nós) e à segunda pessoa do plural (vós).

Verbos abundantes

Os verbos abundantes são os verbos que possuem alguma forma dupla, ou seja, apresentam duas ou mais formas equivalentes. Na língua portuguesa, o mais comum é a abundância ocorrer no particípio.

Ex.:

Ganho, ganhado Aceitado, aceito
Benzido, bento Matado, morto

 

Nos exemplos acima, os verbos ganhar, aceitar, benzer e matar são considerados abundantes, pois possuem duas formas verbais equivalentes (todos estão no particípio).

Vimos neste texto os tipos de verbos que existem na língua portuguesa. Para ajudá-lo na hora de conjugar os verbos e conferir, por exemplo, se são regulares ou irregulares, você pode entrar em sites de conjugação de verbos. Segue o link de dois que eu uso bastante e são muito bons:

Conjuga-me

Conjugação

Nesses sites, basta você digitar o infinitivo do verbo que aparecerá a conjugação completa, em todos os tempos, modos e pessoas. E aí, gostou da dica? Então aproveite também os exercícios que separamos para você testar seus conhecimentos.

Um grande abraço, e até a próxima!

Exercícios

1 – (Alerj/Fesp) Das alternativas abaixo, a que apresenta o particípio irregular dos verbos expressar, tingir e enxugar é:

expressado, tinto e enxugado

expresso, tingido e enxugado

expressado, tingido e enxuto

expresso, tinto e enxugado

expresso, tinto e enxuto

 

2 – (Alerj/Fesp) Das alternativas abaixo, a que apresenta o particípio irregular dos verbos expressar, tingir e enxugar é:

a) expressado, tinto e enxugado

b) expresso, tingido e enxugado

c) expressado, tingido e enxuto

d) expresso, tinto e enxugado

e) expresso, tinto e enxuto.

3 – (CESGRANRIO) “Acesas” é particípio adjetivo de “acender”, verbo chamado abundante, porque possui dupla forma de particípio (acendido e aceso). Em abundância, que é geralmente do particípio, em alguns verbos ocorre em outras formas. Assim, por exemplo, é o caso de:

a) coser

b) olhar

c) haver

d) vir

e) dançar

4 – (TCE-RJ) Todos os verbos apresentam uma irregularidade no futuro do subjuntivo em:

a) pôr – ver – rir
b) dar – saber – ouvir
c) dizer – equivaler – medir
d) fazer – dispor – vir
e) incendiar – caber – intervir

Gabarito

1 – E

2 – E

3 – C

4 – D

 

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