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STEM ganha espaço nas escolas do país

O movimento conhecido por STEM (acrônimo para Science, Technology, Engineering and Mathematics) nasceu nos Estados Unidos e vem ganhando força dentro do Brasil, promovendo inovação de verdade dentro das escolas.

Para que os alunos não fiquem excessivamente focados nas disciplinas de exatas, várias instituições de ensino passaram a incluir as Artes no conjunto de disciplinas (STEAM), e outras incluem as Ciências Humanas, a área de Linguagem, construindo outras variações do acrônimo STEM.

Não há um modelo pedagógico único, mas três características são comuns às instituições que se propõem a trabalhar sob a ótica do STEM ou STEAM:

1. Abordagens interdisciplinares;

2. Conexão dos conteúdos escolares com a realidade dos alunos;

3. Aprendizado por meio de atividades práticas.

Equilíbrio

Ensinar sob a abordagem STEM pressupõe inverter a lógica tradicional: em vez de primeiro decorar a teoria para depois fazer uma experiência, deve-se partir da prática para descobrir e nomear os conceitos por trás do que se observou. Mas é preciso cuidado para não cair do extremo de levar aos estudantes aulas 100% práticas, sem momentos de reflexão.

“Não adianta só construir. Deve-se depois refletir, organizar as descobertas em conhecimentos acadêmicos”, alerta Lilian Bacich, palestrante da Bett Brasil Educar. “Há momentos em que o professor tem que falar: vamos prestar atenção neste conceito, auxiliando o aluno no estabelecimento de algumas relações que, talvez, ele não consiga fazer sozinho e, como par mais experiente, o papel do professor é essencial nesses momentos. Mas, claro, ainda assim pode ser uma aula dialogada e participativa”, explica.

Como aprender sobre STEM

Acompanhando de perto as tendências para a educação do país, este ano a Bett Brasil Educar aumentou o espaço para o assunto, que já foi tema de palestras em edições anteriores. “STEM – o desafio de atrair e formar jovens para as ciências da natureza” virou um dos grandes temas do Congresso de 2019. No dia 17 de maio, os interessados poderão participar na sequência de três momentos de reflexão e aprendizados sobre STEM/STEAM.

Primeiro, Lilian Bacich e Leandro Holanda, fundadores da Tríade Educacional, vão falar sobre “Formação de Professores para a Implementação do STEM na Educação Básica“. Logo em seguida, Roseli de Deus Lopes, livre-docente da Poli-USP e coordenadora-geral da Febrace (Feira Brasileira de Ciências e Engenharia), dará a palestra “Educação STEAM: da exploração livre à pesquisa científica e tecnológica“.

Como fechamento do assunto, os congressistas vão conhecer experiências exitosas de aplicação de STEM na palestra “Atraindo os Jovens para as Ciências: Duas Boas Práticas“, de Mariana Peão Lorenzin, do Colégio Bandeirantes, e Susan Bishop, da Saint Paul’s School.

Além de ser contemplado no Congresso, o STEM marcará presença também na área de exposição, onde vários fornecedores vão apresentar soluções e materiais para ajudar os todos os que desejam implementar ou aperfeiçoar a abordagem STEM em suas escolas. A visitação à feira é gratuita.

Saiba mais: Bett Educar

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