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Saiba como fazer uma narração

Olá, leitor!

Se você procura um texto que lhe ensine a fazer uma narração com tudo que precisa para passar em vestibulares e concursos, veio ao lugar certo. Com este artigo, nós lhe auxiliaremos a entender o que é e como fazer um texto narrativo, explicando os elementos que o compõem e as formas que ele assume. Confira!

O que é uma narração?

Como fazer uma narração

Fonte: Reprodução

Um texto é narrativo quando conta uma história, que pode ser real ou fictícia. As histórias devem ter começo, meio e fim, embora sua estrutura não precise seguir necessariamente essa ordem, desde que haja uma sequência de fatos e um desfecho.

Alguns autores preferem começar pelo fim, ou pelo clímax, e depois retornarem para o início. Mas, há alguns elementos que não podem faltar em uma narrativa. Eles são chamados por alguns professores de PENTE e são Personagem, Enredo, Narrador, Tempo e Espaço.

Elementos da Narração – PENTE

Personagens

Todo texto narrativo precisa ter personagens, ou seja, elementos vivos que fazem parte da história. Os personagens podem ser protagonistas, antagonistas ou coadjuvantes.

  • Protagonistas: personagens principais, em torno dos quais gira a história.
  • Antagonistas: personagens que se opõem aos protagonistas; rivais, adversários e vilões.
  • Coadjuvantes: não estão no foco do enredo, são personagens de apoio.

Enredo

É a história em si, que precisa ter começo, meio e fim. Esses itens podem estar fora de ordem, mas, ao final do texto, o leitor precisa entender a cronologia da trama. Nos vestibulares e concursos, é recomendado seguir o esquema tradicional, isto é, introdução, desenvolvimento, clímax e conclusão.

  • Introdução: deve apresentar o enredo, os personagens, o tempo e o espaço.
  • Desenvolvimento: também chamado de conflito, é a parte em que a história se desenvolve, revelando os problemas e as relações entre os personagens.
  • Clímax: é o ápice do texto,  momento que causa emoção e espanto. É o ponto principal da trama, a partir do qual a história caminha para o final.
  • Conclusão: é o desfecho do enredo, quando tudo se resolve.

Narrador

O narrador é essencial nesse tipo de texto e pode ser um narrador personagem, observador ou onisciente.

  • Narrador personagem: participa do enredo e narra na 1 ª pessoa.
  • Narrador observador: não faz parte da história e narra na 3ª pessoa.
  • Narrador onisciente: não participa da história, mas está presente em todas as situações, inclusive nos pensamentos dos personagens, e também usa a 3ª pessoa.

Tempo

O tempo narrativo pode ser cronológico, que segue o tempo marcado pelo relógio, ou psicológico, acompanhando as memórias dos personagens.

  • Cronológico: é o tempo real dos acontecimentos que norteiam a narrativa. Além de dias, semanas, meses, anos, feriados e comemorações, fazem parte desse tipo de tempo aspectos da natureza, como as estações do ano, as fases da Lua, o Sol surgindo ou se pondo e o céu estrelado. O tempo cronológico também é chamado de tempo externo, social ou coletivo, já que é igual para todos.
  • Psicológico: essa marcação de tempo é individual e interior, sendo diferente para cada personagem. O tempo psicológico é composto por lembranças, pensamentos, sonhos e devaneios.

Espaço

O espaço é o cenário no qual se desenvolve a história. Ele é importante para contextualizar os fatos e, assim como o tempo, pode ser real ou psicológico. Apresentar muitos detalhes do espaço narrativo também é interessante, já que isso traz uma ideia mais ampla sobre as ações dos personagens.

Por exemplo, se a história se passar em um ambiente de guerra, é importante mencionar as bombas voando no céu, os soldados correndo no campo e a cidade destruída. Com esses pormenores, temos uma noção mais clara sobre os sentimentos e as atitudes dos personagens.

Você pode se interessar também por esse artigo sobre  como fazer uma análise literária.

Tipos de narração

O texto narrativo pode ser escrito em vários formatos, como relato, carta, notícia, crônica, biografia ou conto. Essa divisão é trabalhada por Maria Luiza Abaurré, no livro Produção de texto: interlocução e gêneros, publicado pela editora Moderna, em 2007.

Relato, carta, e-mail e diário

O relato traz fatos sobre um acontecimento específico e tem o objetivo de informar, reproduzindo a história em uma sequência de ações. Por isso, e ao contrário da maioria dos gêneros discursivos, o relato pode aparecer em muitos contextos diferentes, como dentro de contos e romances. A linguagem desse tipo de texto varia de acordo com a relação entre os interlocutores, que pode ser mais ou menos formal.

Situações parecidas ocorrem em cartas e e -mails, nos quais o autor conta sentimentos e acontecimentos para um interlocutor com quem pretende manter uma comunicação a distância. 

Já em um diário, são registrados fatos cotidianos a partir de uma perspectiva pessoal, já que os próprios autores são os únicos leitores desse tipo de texto. Frequentemente, o diário é usado como interlocutor, por meio de expressões como “Querido diário…”

Notícia

Uma notícia tem o objetivo de informar os fatos de modo claro e preciso, sem incluir a opinião do escritor. A linguagem desse tipo de texto deve seguir a norma culta da língua e se caracteriza por frases curtas e estruturas sintáticas básicas (sujeito –  verbo – complemento).

O critério adotado pelos jornalistas para transformar um acontecimento em notícia é a relevância. Por isso, fatos políticos, econômicos, culturais e sociais que afetam o país geralmente são veiculados pelos meios de comunicação. Contudo, também é importante lembrar que cada jornal se destina a um público específico e leva isso em conta ao selecionar suas notícias.

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Crônica

A crônica é um texto criado a partir da observação de um acontecimento real, por meio do qual o autor pode manifestar sua opinião e interpretação dos fatos. A linguagem utilizada segue a norma culta da língua, porém traz certa informalidade, que aproxima o cronista dos leitores.

Geralmente, as crônicas são expostas em espaços jornalísticos, como jornais, revistas, sites, programas de televisão e de rádio. Livros também podem ser meios de circulação de crônicas, quase sempre trazendo os textos mais importantes de determinado escritor.

Biografia

Uma biografia narra a história de uma pessoa famosa, contando os fatos mais marcantes de sua vida. Se o próprio autor escrever sobre sua trajetória, então trata-se de uma autobiografia.

Os leitores desse tipo de texto são pessoas que buscam o lado mais humano das celebridades e geralmente gostam dos assuntos que envolvem a vida do personagem. Por exemplo, alguém que lê a biografia de Beethoven provavelmente gosta de música clássica.

Conto

O conto é uma narrativa curta que se diferencia do romance por trabalhar com um único conflito. O enredo não costuma ser complicado e não há necessidade de muitos personagens. Sua estrutura geralmente se concentra nos personagens, no tempo e no espaço, sem trazer desdobramentos excessivos.

Os contos são publicados em livros e quase sempre abordam narrativas fictícias. Também são apreciados pelos leitores por conta de sua pequena extensão.

 Além desses tipos de narração, podemos citar também a fábula, a novela e o romance.

  • A fábula é uma narrativa curta, apresentada em prosa ou em verso, com personagens que costumam ser animais ou objetos com comportamentos e falas humanas e cujo objetivo é transmitir um ensinamento moral.
  • A novela é uma narrativa breve, maior do que o conto e menor do que o romance.
  • O romance é uma narrativa longa que tem vários personagens. Pode ser histórico, romântico, realista, naturalista ou modernista, conforme a escola literária dos autores que o escreveram.

Para entender melhor os gêneros e tipos textuais, assista a esse vídeo do Professor Pasquale. Também pode te ajudar ler esse artigo com dicas sobre interpretação de texto.

Agora que você já sabe identificar os elementos e os tipos de narração, que tal praticar e aprimorar suas técnicas de escrita? Se você tiver alguma dúvida, deixe aqui nos comentários!

Bons estudos e até breve!

Para saber mais sobre os tipos de redação que caem nos vestibulares, clique aqui!

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