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Quais são os 7 tipos de aprendizagem?

Olá leitores!

Você conhece ou já ouviu falar nos sete tipos de aprendizagem? Sabe de onde surgiram os conceitos que definem esta teoria?

O conceito de sete tipos de aprendizagem tornou-se muito conhecido nos últimos anos e vem orientando o trabalho pedagógico de inúmeros psicólogos, pedagogos, professores e gestores educacionais. Saiba por que tem aumentado o interesse por esse assunto e como ele pode auxiliar no processo educacional em todos os seus níveis.

A teoria das inteligências múltiplas

Os sete tipos de aprendizagem estão diretamente relacionados à Teoria das Inteligências Múltiplas, desenvolvida entre os anos de 1980 e 1990 pelo professor de psicologia e neurologia da Universidade de Harvard, o norte-americano, Howard Gardner.

A teoria de Gardner surgiu em um momento em que o padrão mais aceito para se avaliar a inteligência eram os testes de QI (quociente de inteligência), desenvolvidos pelo psicólogo francês Alfred Binet no início do século XX. Estes testes pautavam-se na capacidade lógico-matemática, mas durante muito tempo foi utilizado para aferir o desempenho escolar de crianças.

A teoria de Gardner não atribui valores para uma ou outra inteligência, como vem ocorrendo na educação e no mercado de trabalho no último século, onde as inteligências lógico-matemática e linguística são as de maior importância e, portanto, mais valorizadas socialmente. Mas sim, na ideia de que a inteligência se manifesta de múltiplas formas. Para isso, valeu-se da observação e pesquisa de inúmeras personalidades geniais das mais variadas áreas do conhecimento e dos esportes.

Quem foi mais inteligente: Einstein ou Pelé?

A proposta de Gardner trouxe muitas mudanças, inclusive no âmbito da educação, pois apresentou um novo conceito de inteligência. Para Gardner, a genialidade humana é bem mais específica do que generalista e isso explica porque poucos gênios destacam-se em todas as áreas.

Apesar de ser influenciado por Piaget, Gardner difere principalmente no aspecto de faixas de desenvolvimento. Onde Piaget agrupa todas as crianças de uma mesma idade com o mesmo desenvolvimento, Gardner reconhece que podem existir determinadas áreas em que uma criança pode se desenvolver mais do que as outras da mesma idade, variando conforme tendências biológicas, vinculadas a estímulos culturais e experiências capazes de estimular e potencializar uma ou mais inteligências.

Então na pergunta: “Quem foi mais inteligente, Einstein ou Pelé?” Gardner lhe responderia que não pode haver comparação entre estas duas genialidades pois elas se encontram em âmbitos de atuação completamente diferentes.

Einstein era um gênio matemático e seu potencial estava plenamente desenvolvido na área da inteligência lógico-matemática, e Pelé é um gênio do esporte, tem sua inteligência desenvolvida na área corporal-sinestésico. Muito provavelmente Einstein não teria o mesmo desempenho de Pelé no futebol, e nem Pelé o mesmo desempenho de Einstein na Física.

Para cada indivíduo, um tipo de aprendizagem

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A teoria desenvolvida por Gardner divide a inteligência em sete áreas de habilidades diferentes e, segundo o autor, todos os indivíduos ditos normais possuem habilidades que estão ligadas a tudo que os rodeia: a língua, a cultura, a ideologia, a religião, os valores, etc. Diferindo no nível da habilidade e na combinação e afirma que todos têm potenciais, mas alguns são mais desenvolvidos.

Um ponto muito importante na teoria de Gardner é a influência da cultura. Ele diz que a criança aprimorará as inteligências que demostrarem ser mais eficazes e que sejam mais valorizadas pela sociedade. Sendo assim, uma cultura que valoriza mais a linguística terá um grande número de indivíduos que atingirão um alto nível nesta área e é neste ponto que a educação se mostra de extrema importância.

As inteligências teorizadas por Gardner inicialmente eram sete, porém, posteriormente, foram acrescentadas mais duas, totalizando nove inteligências, que são:

1 – Lógico-matemática

Capacidade de discernir padrões lógicos ou numéricos e lidar com longas cadeias de raciocínio, encontrados em matemáticos, físicos e demais pessoas que lidam com o raciocínio lógico;

Dica – Atividades concretas de classificação, organização e pesquisa.

2 – Linguística

Esta inteligência está ligada à capacidade de usar as palavras oralmente ou verbalmente, sensibilidade aos sons, funções das palavras, uso da linguagem e à transmissão de ideias. Facilidade para aprender idiomas e se expressar através da escrita. Encontrada em escritores, oradores e pessoas ligadas à comunicação;

Dica – Atividades de redação, criação de textos publicitários e peças de teatro.

3 – Espacial

Percepção visual e espacial do mundo, com facilidade para localizar objetos no espaço, discriminação visual, reconhecimento, projeção e imagens mentais, presentes em arquitetos e navegadores, por exemplo;

Dica – Atividades de criação cenográfica, interpretação de mapas, gráficos e elaboração de sites.

4 – Corporal-sinestésica

Capacidade de coordenação corporal, precisão de movimentos, controle dos movimentos do próprio corpo. Necessidade de contato. Habilidades físicas específicas, como: equilíbrio, destreza, força, flexibilidade e velocidade, presentes em atletas, dançarinos e também em mecânicos e construtores;

Dica – Atividades práticas de montagem e construção, além das atividades físicas.

5 – Interpessoal

Capacidade de interagir de forma efetiva com outras pessoas, perceber e fazer distinção no humor, intenção, motivação e sentimento dos outros e responder apropriadamente. Compreensão;

Dica – Atividades e projetos em grupo, trabalhos em que possa interagir com o público, participar de debates e entrevistas.

6 – Intrapessoal

Capacidade de entender a si mesmo, autoconhecimento, seus desejos e seus sonhos, incluir pensamentos e sentimentos. É o correlativo da inteligência interpessoal;

Dica – Atividades de expressão corporal e/ou facial como o teatro e a poesia.

7 – Musical

Habilidade para produzir e apreciar ritmos, tom, timbre e tocar instrumentos. Apreciação das formas de expressividade musical e composição, encontradas nos músicos e regentes;

Dica – Atividades em que possa criar músicas, fazer adaptações, pesquisas musicais e criação multimídia.

Em 1995, Gardner acrescentou à lista as inteligências natural e existencial e sugeriu o agrupamento da interpessoal e da intrapessoal numa só.

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8 – Natural

Se refere à habilidade de reconhecer objetos na natureza, de distinguir plantas, animais e rochas. Para o entendimento da mesma e desenvolvimento de habilidades biológicas;

Dica – Atividades de cultivo de plantas e culturas para experiências científicas, pesquisas ambientais e cuidados com o ambiente.

9 – Existencial

Capacidades filosóficas. Refletir sobre a existência da vida. Pessoas reflexivas, existenciais e filosóficas;

Dicas – Atividades de pesquisas bibliográficas, históricas e filosóficas.

Gardner diz ainda que, geralmente, nós trabalhamos com todas as inteligências, no entanto temos duas mais desenvolvidas e uma menos, e que até mesmo as tarefas mais simples fazem uso de ao menos duas inteligências.

Disciplinas e avaliação

Da forma como Gardner apresenta a sua teoria, fica muito evidente que, em grande parte das escolas atuais, encontramos uma grade curricular que prioriza as áreas da inteligências lógico-matemática e linguística. Como os alunos possuem suas individualidades cognitivas, o ideal é que a educação procure atender ao potencial de cada um, garantindo o seu pleno desenvolvimento.

Neste contexto, a avaliação deve ser coerente e fazer jus à inteligência avaliada, e ser tratada como um meio e não um fim. Além de ser mais um recurso para se obter informações que beneficiem o processo pedagógico de ensino-aprendizagem e jamais um acidente para a autoestima do aluno.

Gostou de conhecer os tipos de aprendizagem? Você acredita que as escolas devem trabalhar todas as inteligências igualmente ou deve preparar o aluno para o trabalho e as necessidades sociais? Deixe seu comentário ou sugestão.

Até a próxima!

comentários (1)

  • Bruno

    Olá, bom dia.
    Muito bem escrita e interessante a reportagem.
    Estou preparando uma aula para o curso de psicologia e não conhecia essa teoria com os 7 tipos de inteligência.
    Agradeço o conhecimento compartilhado.

    Responder

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