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Por que ler “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis?

Olá, leitor(a)! 

Machado de Assis é considerado um dos maiores escritores do século XIX e, quando o assunto é literatura brasileira, seu nome aparece frequentemente na ponta da língua das pessoas. Embora tenha produzido mais romances e contos, ele também se aventurou em poesia, crônica, crítica literária e peças teatrais. Nesse sentido, inclusive, sua admirável capacidade de escrita o tornou um dos autores mais estudados ao redor do mundo. 

Memórias Póstumas de Brás Cubas, responsável por inaugurar o movimento Realista no Brasil, é uma das obras mais ilustres do autor. Nela, Machado de Assis rompe com a narrativa usada em suas produções anteriores, e expõe, com muita ironia e perspicácia, a sociedade da época. Se você ficou curioso(a) e quer entender a importância dessa obra no meio literário, listamos 5 explicações que estimularão a leitura imediata (ou quase) dela.

Memórias Póstumas de Brás Cubas

A obra, composta originalmente em formato de folhetim no ano de 1880, foi publicada como livro em 1881. Ela possui 160 capítulos, com extensões variadas, e cerca de 200 páginas dependendo da edição. Além disso, Memórias Póstumas de Brás Cubas inicia uma espécie de trilogia realista do autor, que teria como sequência Quincas Borba (1892) e Dom Casmurro (1899). 

O livro é narrado em 1ª pessoa por Brás Cubas, um defunto-autor. Ou seja, o personagem está morto e conta sobre suas experiências em vida — segundo ele, de modo imparcial, já que não há motivos para um morto mentir. No entanto, ao ler a obra com atenção, é possível perceber que Brás Cubas manipula a história, usando um tom de arrogância e superioridade. 

Memórias Póstumas de Brás Cubas apresenta características bastante singulares, fazendo com que o livro seja admirado por diferentes públicos e gerações. Um dos principais recursos literários utilizados pelo autor é a oposição entre ironia e pessimismo, que parece realizar uma crítica à sociedade brasileira da época. A história narra desde a Independência do Brasil até o governo de Dom Pedro II, portanto, Machado de Assis aborda temas como escravidão e desigualdade social.

Motivos para ler Memórias Póstumas de Brás Cubas 

Agora que sabemos o contexto histórico dessa obra machadiana e o porquê de ela ser tão excepcional, vejamos 5 motivos para iniciar a leitura dela:

Por que ler “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis?

Fonte: Reprodução

1. Reconhecida como uma das obras mais importantes da literatura brasileira

Como vimos anteriormente, Memórias Póstumas estabelece a divisão entre o romantismo e o realismo na literatura brasileira. Com ela, Machado de Assis explorou novas possibilidades de narratividade. Mais, por meio de um narrador personagem morto, o autor conseguiu criticar com acidez o comportamento da alta sociedade do país, sem se preocupar com moralidade ou pudor. 

2. Oferece uma história única e inusitada

É difícil encontrar histórias narradas por um personagem defunto, concorda? O(a) leitor(a), ao se deparar logo no início do livro com o trecho “Ao verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver, dedico como saudosa lembrança estas memórias póstumas, já suspeita que está entrando em uma experiência sem precedentes. Parafraseando o meme, Machado de Assis não promete, mas entrega uma obra extraordinária e original para o público, proporcionando risos e reflexão. 

3. Utiliza a ironia com excelência

Nessa obra, Machado de Assis recorre à denominada sátira menipeia, estilo literário no qual o(a) narrador(a) questiona costumes e valores da sociedade a partir de falas debochadas. Nesse caso, a principal crítica feita tem como alvo a burguesia carioca da época. Sob essa perspectiva, o autor utiliza a ironia como o principal recurso da narrativa, convidando o(a) leitor(a) a questionar as atitudes dessa classe.

4. Viabiliza a concepção de outra obra de Machado de Assis

Reconhecendo o potencial de um dos personagens de Memórias Póstumas, o amigo de infância (Quincas Borba) do narrador-defunto, Machado de Assis desenvolve um romance especificamente sobre a história dele. A obra homônima explora um pouco mais o Humanitismo: filosofia de Quincas, rapidamente mencionada em Memórias Póstumas, que defende a ideia de sobrevivência dos mais aptos. Dessa tese, inclusive, surge uma das frases machadianas mais famosas: “Ao vencedor, as batatas!”. 

5. Possui adaptação para o cinema

Dirigido e roteirizado por André Klotzel, o filme Memórias Póstumas de Brás Cubas (2001) faz uma adaptação do romance machadiano. O longa é classificado como comédia dramática, e boa parte do roteiro utiliza frases originais do livro. O elenco conta com a interpretação de Reginaldo Faria, como Brás Cubas; Marcos Caruso, como Quincas Borba; e Sônia Braga, como Marcela. A produção foi premiada no Festival de Gramado e indicada ao Grande Prêmio BR de Cinema. 

Para ter acesso gratuito ao livro, em formato PDF, clique aqui. Se você possui um Kindle, é possível baixar a versão ideal para o aparelho clicando aqui. 

E aí, partiu ler a obra de Machado de Assis por horas a fio? Compartilhe nosso texto com um(a) amigo(a) e aproveite esse clássico com ele(a)! 

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Boa leitura e até o próximo texto! 

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