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Por que ler “Frankenstein”, de Mary Shelley?

Olá, leitor(a)! 

Você sabia que a primeira obra de ficção científica foi criada por uma mulher? Pois é, apesar de esse fato passar despercebido pela maioria das pessoas, o gênero, também conhecido como sci-fi, nasceu da mente da escritora britânica Mary Shelley. Com apenas 19 anos, ela escreveu uma das produções mais aclamadas na história da literatura: Frankenstein ou o Prometeu Moderno (1818). 

Além disso, o livro exerceu muita influência na cultura popular ocidental, sendo referenciado em filmes, séries e outros formatos de mídia até os dias atuais. Por isso, e considerando o clima de Dia das Bruxas, falaremos um pouco sobre esse clássico e 5 motivos para embarcar nessa aventura de terror inesquecível. 

Frankenstein 

Buscando lidar com o clima anormal de 1816, conhecido como “O Ano sem Verão”, Mary Shelley ficou confinada em uma mansão com Percy Bysshe Shelley (seu futuro marido), Lord Byron (famoso poeta romântico) e outros amigos escritores. Lord Byron, sentindo-se entediado, propôs que todos(as) escrevessem histórias de fantasmas. Assim, Mary Shelley produziu, em uma única noite, o esboço do que viria a ser uma das obras de terror mais célebres do mundo. 

O título original da narrativa de Mary Shelley faz alusão ao titã grego Prometeu, figura mitológica que tinha como propósito conceber a humanidade e os animais. Nesse processo, ele desafia Zeus e, por isso, é punido a ficar acorrentado por toda a eternidade. A autora parece retomar o mito por meio de seus personagens, provocando reflexões quanto a intervenção da sociedade na natureza e abordando temas como ética, moral e ganância. 

Na primeira publicação, realizada em 1818, o livro não recebeu autoria de Mary Shelley. Isso só aconteceu mais de uma década depois, no Dia das Bruxas de 1831, quando foi lançada uma edição revisada e editada pela escritora, e contendo um novo prefácio. A versão, considerada definitiva, conquistou milhares de fãs ao redor do globo. 

Nela, acompanhamos a história do jovem cientista Victor Frankenstein, que durante muitos anos estudou maneiras de reanimar membros de cadáveres humanos e, dessa forma, conceber uma vida artificial. Quando finalmente conseguiu alcançar seu objetivo, Victor percebeu que, na verdade, criou uma criatura aterrorizante. Após ser rejeitado, o monstro compreende sua situação miserável e se revolta contra seu criador, perseguindo-o em busca de respostas.

Motivos para ler Frankenstein 

Agora que você já sabe como se originou uma das narrativas mais consagradas da literatura mundial e sua relevância cultural, conheça 5 motivos para ler a obra:

Por que ler “Frankenstein”, de Mary Shelley?

Fonte: Reprodução

1. É um clássico do terror gótico

Como vimos anteriormente, Frankenstein foi o precursor da ficção científica e um dos livros mais celebrados na cultura do terror. Por isso, a leitura da obra é praticamente obrigatória para os(as) apaixonados(as) pelo gênero. A escrita de Mary Shelley constrói um suspense que faz com que leitores(as) prendem a respiração sem nem perceberem, ansiosos(as) com o que está por vir. 

2. Oferece reflexões sobre a moral humana

Completamente horrorizado com a aparência do ser que criou, Victor o abandona à própria sorte. A criatura acaba vagando pelas ruas, questionando sobre sua existência. Nesse sentido, por exemplo, é interessante perceber que ela não possui nome na história, o que a desumaniza, afinal, nominar é atribuir uma identidade a alguém. O desenrolar da narrativa nos faz questionar sobre quem é verdadeiramente o monstro: criador ou criatura? 

3. Usa o horror para alertar sobre preconceitos

Como indicado no item anterior, o que levou o cientista Victor a negligenciar sua criação foi o fato de ele a julgar como horrenda. Acontece, entretanto, que a criatura era bastante inteligente, eloquente e educada. Dessa forma, Mary Shelley parece se utilizar do horror para questionar preconceitos alimentados contra pessoas que não se encaixavam nos padrões socialmente aceitos – um pensamento bastante progressista para a época. 

4. Apresenta uma estrutura narrativa diferenciada

Em Frankenstein, a narração é atribuída a Robert Walton, capitão do navio onde Victor está embarcado. A história vai sendo contada por meio de diversas cartas que Walton envia para sua irmã Mary. Nesse sentido, a narrativa é elaborada em muitas camadas: Victor conta a história para Robert, que, por sua vez, conta a história para Mary. Esse tipo de estrutura permite várias interpretações, já que, de certa forma, temos acesso a distintas vozes sobre o monstro e o médico. 

5. Possui várias adaptações cinematográficas

Frankenstein promoveu tantas reflexões interessantes que ganhou 15 adaptações para o cinema, mais incontáveis referências feitas ao longo dos anos em outros filmes, séries e livros. O longa de 1931, entitulado Frankenstein, foi o grande responsável por estabelecer a imagem mais famosa do monstro: verde, com cicatrizes e parafusos no pescoço. Esse é um fato curioso, já que no livro a criatura é descrita como amarela e de pele extremamente fina. 

Há várias edições do livro disponíveis gratuitamente na internet. Para acessar a versão clássica, clique aqui. Se deseja ler a publicação em quadrinhos, clique aqui. Por fim, se quer treinar a compreensão da língua inglesa, acesse o audiolivro com o texto original aqui. 

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Boa leitura e até o próximo texto! 

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