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Oportunidades e vulnerabilidades definem o cérebro do adolescente

O cérebro humano ainda guarda inúmeros mistérios, mas as neurociências já acumularam uma vasta gama de conhecimentos sobre o seu funcionamento durante a adolescência. Sabe-se que essa é uma fase de grande plasticidade cerebral, afirma Fernando Louzada, professor na Universidade Federal do Paraná. “O cérebro está passando por muitas mudanças, portanto é uma época de oportunidades de aprendizagem, de amadurecimento, de capacidade para lidar com desafios. Mas é também uma fase de vulnerabilidades, pois ele fica mais exposto. Os estímulos podem deixar marcas profundas”, explica.

Algumas características típicas da adolescência – impulsividade, dificuldade de lidar com conflitos e sono mais tarde – têm explicações no desenvolvimento do cérebro. Para os educadores, essa informação pode fazer grande diferença no relacionamento com os mais novos. “A compreensão de que o cérebro não está maduro nas áreas pré-frontais faz você lidar de maneira diferente, com outras expectativas. Não adianta esperar do adolescente uma resposta de adulto”, diz.

Portanto, os educadores precisam ficar constantemente atentos para o ambiente em que vive o adolescente, pois o meio vai moldar o cérebro. “O ambiente é mais importante do que se imaginava para a constituição do cérebro; as conexões entre os neurônios se modificam de acordo com ele. Um dos grandes desafios é, neste mundo de tantas tecnologias, preservar a interação social”, defende Louzada.

Além dos diplomas e pesquisas, Louzada tem experiência pessoal como pai de um adolescente – e vai falar também sobre isso na sua palestra Adolescência na perspectiva de um pai neurocientista, na Bett Brasil Educar. “Não tem como separar o profissional do pai, porque sou os dois. É inevitável falar das minhas experiências pessoais, de como meu estudo de neurociências ajuda ou atrapalha na relação com meu filho. Mas acho que mais ajuda, porque a gente passa a ter uma compreensão maior sobre a fase.”

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