Você está aqui:Home » Dicas » Estudantes » O que é sujeito da oração

O que é sujeito da oração

Olá,

Já percebeu que, na maioria das vezes que falamos ou escrevemos algo, atribuímos a ideia expressa pelo verbo a algo ou alguém? Então, esse ser a que atribuímos as ações do verbo é o sujeito.

Neste texto você verá o que é sujeito e suas classificações. Vamos lá?

O que é sujeito

Sujeito é o ser sobre o qual se declara algo em uma oração.

Ex.:

  1. A caneta está sobre a mesa.
  2. Jordânia está estudando.
  3. A chuva caiu durante toda a noite.
  4. A água
  5. José ganhou na Mega-Sena.

As orações são divididas em dois termos essenciais, o sujeito e o predicado. O sujeito é o ser sobre o qual estamos falando, o predicado é o que falamos sobre o sujeito. Perceba nos exemplos acima que o sujeito exerce, recebe ou sofre aquilo que o verbo expressa.

Para identificar o sujeito, geralmente interpelamos o verbo questionando quem fez sua ação. Tomando como base nossos exemplos:

  1. Quem ou o que está sobre a mesa?
  2. Quem está estudando?
  3. Quem ou o que caiu durante toda a noite?
  4. Quem ou o que acabou?
  5. Quem ganhou na Mega-Sena?

Perceba que ao respondermos essas perguntas, estaremos descobrindo o sujeito das orações.

Tipos de sujeito

Sujeito da oração

Fonte: Reprodução

Sujeito simples

O sujeito simples é aquele que apresente apenas um núcleo. Entendemos como núcleo do sujeito seu vocábulo ou seus vocábulos principais.

Ex.: O menino de boné vermelho não foi à aula hoje. (sujeito: o menino de boné vermelho / núcleo: menino)

Os meninos estão inquietos hoje. (sujeito: os meninos / núcleo: meninos)

Nós fomos ao cinema ontem. (sujeito:  nós / núcleo: nós)

Obs.: Perceba que mesmo quando o termo principal do sujeito se refere a mais de um ser ainda assim o sujeito continua simples, pois o que o torna simples é apenas a quantidade de núcleos.

Sujeito composto

O sujeito composto é aquele que apresenta mais de um núcleo.

Ex.: João e Maria foram à floresta. (sujeito: João e Maria / Núcleos: João, Maria)

Os livros, os cadernos e o estojo estão sobre a mesa. (sujeito: os livros, os cadernos e o estojo / Núcleos: livros, cadernos, estojo)

Sujeito desinencial ou oculto

O sujeito é desinencial ou oculto quando não está explícito na oração, porém podemos identificá-lo, seja pelo contexto ou pela terminação do verbo.

Ex.: Fomos ao shopping ontem. (sujeito desinencial: nós)

Comprei um computador novo. (sujeito desinencial: eu)

Observações:

  • Em textos narrativos são comuns orações com o sujeito desinencial, quando o sujeito pode ser identificado pelo contexto.

Ex.: “Álvaro fugia e evitava Isabel; tinha medo desse amor ardente…” (José de Alencar)

Perceba que o sujeito da oração “tinha medo desse amor ardente” é Álvaro, porém esse sujeito não se encontra expresso na oração, identificamo-lo pelo contexto.

  • Em orações cujo verbo se encontra no imperativo, considera-se o sujeito desinencial. Isso é comum em receitas, manuais, instruções, etc.

Ex.: Coloque os ingredientes no liquidificador e bata por dois minutos.

Sujeito indeterminado

O sujeito é indeterminado quando não é determinado e não podemos identificá-lo nem pelo verbo nem pelo contexto. Na língua portuguesa, o sujeito é indeterminado em dois casos:

  1. Verbo na terceira pessoa do plural.

Ex.: Roubaram meu carro.

Quebraram o vidro da janela.

Perguntaram por você.

  1. Verbo (transitivo indireto, de ligação ou intransitivo) na terceira pessoa do singular +

Ex.: Precisa-se de vidraceiros.

Vive-se bem nesta cidade.

Oração sem sujeito ou sujeito inexistente

Além dos casos vistos acima, temos situações em que a oração não apresenta sujeito.

Em língua portuguesa a oração não terá sujeito nos seguintes casos:

  • Verbos que indicam fenômenos naturais.

Ex.: chover, nevar, ventar, trovejar

  • Verbo haver com sentido de existir ou acontecer.

Ex.: bilhões de estrelas em nosso universo.

  • Verbo haver indicando tempo transcorrido.

Ex.: Havia quinze anos que Jorisvaldo não via sua mãe.

  • Verbo fazer indicando tempo transcorrido ou fenômenos meteorológicos.

Ex.: Faz sete dias que não como carne.

  • Verbo estar indicando fenômenos meteorológicos.

Ex.: Está muito quente hoje.

  • Verbo ser indicando horas.

Ex.: São quatro horas.

Observações:

  • Chamamos os verbos que não têm sujeito de verbos impessoais.
  • Com exceção do verbo ser, os verbos impessoais são usados sempre na terceira pessoa do singular.

Conclusão

Você aprendeu neste texto o que é sujeito e seus tipos. Agora, que tal fazer os exercícios a seguir para ajudá-lo na memorização?

Um grande abraço, e até a próxima!

Exercícios

1 – (OSEC) Das orações: “Pede-se silêncio”, “A caverna anoitecia aos poucos”, “Fazia um calor temendo naquela tarde” – o sujeito classifica-se respectivamente como:

a) indeterminado, inexistente, simples
b) oculto, simples, inexistente
c) inexistente, inexistente, inexistente
d) oculto, inexistente, simples
e) simples, simples, inexistente

2 – (Universidade do Estado de SP) Na oração: “Reprovam alguns autores esta história”, qual é o núcleo do sujeito:

a) história;

b) alguns autores;

c) reprovam;

d) autores

e) alguns.

 

3- (Universidade do Estado de SP) Sujeito composto está em:
a) Deus, Deus, que farei?
b) Os livros contemplei, os quadros e as outras obras de arte.
c) Nós, os homens de futuro, venceremos.
d) Foram João e Maria.
e) Ontem foi João, e José hoje.

4 – (Cásper Líbero-SP) Havia alunos no parque. O sujeito é:

a) oculto;

b) simples;

c) não existe sujeito;

d) composto.

 

5 –  (Universidade do Estado de SP) Sujeito indeterminado está em:

  1. a) Vivo feliz.
  2. b) Vive-se feliz.
  3. c) Chove muito.
  4. d) Fui à Europa.
  5. e) Faz calor

 

Gabarito

1 – E

2 – D

3 – D

4 – C

5 – B

Deixe um comentário

© 2012-2019 Canal do Ensino | Guia de Educação

Voltar para o topo