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O que é déficit de atenção?

Olá leitor!

Você sabe qual é a diferença entre Déficit de Atenção (DDA) e Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH)?

Déficit de Atenção (DDA) é um transtorno neurobiológico que aparece ainda na infância, tem causas genéticas e, geralmente, acompanha o indivíduo por toda a sua vida. Como o nome já diz, o indivíduo apresenta sintomas de desatenção, muitas vezes ele fica impulsivo e inquieto.

Anteriormente era utilizado o termo “déficit de atenção”, atualmente foi adotado TDAH – Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade.

Vamos tratar um pouco sobre esse assunto nesse guia completo. Você vai descobrir como identificar os sintomas, se há tratamento e como lidar com adultos e crianças diagnosticadas.

Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade

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Imagem Reprodução

O transtorno de déficit de atenção (DDA) é uma condição física de causa genética, caracteriza-se pelo mau funcionamento de algumas partes do cérebro como o corpo caloso, os lobos frontais, o cerebelo, os gânglios da base, o sistema dopaminérgico e o sistema noradrenérgico.

Mas não é apenas por deficiências nessas áreas, também pode ocorrer por falta de atividade elétrica ou uma menor atividade. Também tem relação com a menor circulação sanguínea e a má gestão da glicose.

Por causa desses problemas, o adulto, adolescente ou criança diagnosticados com DDA ou melhor TDAH (que é o termo correto), tem uma comunicação ruim entre os neurônios e outras partes do cérebro.

O déficit de atenção é o transtorno mais comum por isso seu uso foi utilizado inicialmente, esse sintoma ocorre em cerca de 5% das crianças e, em mais da metade dos casos, o transtorno acompanha até a vida adulta, além da desatenção há os sintomas de impulsividade e hiperatividade, por isso hoje o termo adotado pelos médicos e psicólogos é TDAH.

Tipos de TDAH

Os sintomas de TDAH variam de acordo com o individuo e por subtipo: desatento, hiperativo ou combinado.

1.      TDAH desatento

Os que são diagnosticados com déficit de atenção antes recebiam o nome de DDA. Apresentam muita dificuldade em manter a atenção e concentração em tarefas, mesmo as mais simples, organizar e planejar atividades se torna um desafio ainda maior. São bastante esquecidos, e se distraem com estímulos externos e muitas vezes perdem as coisas. É o tipo mais comum em adultos, meninas e mulheres adultas.

2.      TDAH hiperativo

Adultos, crianças ou adolescentes com TDAH hiperativo sentem a necessidade de movimento constante, são inquietas, são mais impulsivas, frequentemente falam ou se movimentam excessivamente. Tem dificuldades controlar as emoções. É o tipo é mais comum em crianças e homens.

3.      TDAH combinado

Como o próprio nome sugere, ressoas com TDAH de tipo combinado demonstram os sintomas de desatenção e também sintomas de hiperatividade e impulsividade, geralmente 6 sinais de cada tipo.

Veja a seguir um panorama com as características de TDAH para cada fase, da infância a vida adulta.

Visão geral de crianças com TDAH

Alguns sintomas que sugerem o TDAH em crianças incluem os sinais:

  • Desatenção;
  • Hiperatividade e / ou impulsividade;
  • Estão em constante movimento;
  • Cometer erros devido a desatenção e muitas vezes perdem coisas;
  • Parecem não dar ouvidos ao que outras pessoas falam;
  • Se distraem facilmente e não conseguem se concentrar;
  • Tem dificuldade para finalizar tarefas e atividades escolares;

Visão geral de TDAH em adolescentes

Durante a adolescência, a maioria apresenta menos sinais de hiperatividade. Os adolescentes com TDAH geralmente movimentam-se menos e apresentam menor inquietação do que as crianças.

Os adolescentes com TDAH podem apresentar os seguintes sinais:

  • Dificuldade de organização e planejamento de tarefas;
  • Apresentam sinais de desatenção;
  • Dificuldade de se concentrar na leitura;
  • Apresentam sinais de impulsividade e dificuldade de se controlar;
  • Dificuldade de lidar com as emoções e sinais de baixa autoestima.

Devido a todos esses sinais, muitos adolescentes ficam vulneráveis a desenvolver outros problemas de saúde, como transtornos de ansiedade e depressão. Pela dificuldade de autocontrole e impulsividade podem se expor a riscos e situações que os deixam vulneráveis, como conflitos, disputas, direção sem habilitação, consumo de drogas ilícitas e também de álcool.

Visão geral de TDAH em adultos

Além dos sintomas de desatenção e também impulsividade, os adultos com TDAH podem apresentar outros sinais:

  • Problemas com pontualidade, esquecimentos e atrasos (em eventos, compromissos de rotina, projetos e trabalhos);
  • Tem dificuldade para organizar (espaço, tarefas, etc);
  • Impulsividade (interrompem durante conversa, respondem sem pensar, etc);
  • Inquietação e ansiedade;
  • Impaciência e irritabilidade;
  • Dificuldade para concluir tarefas e projetos (pessoais, acadêmicos, profissionais);
  • Dificuldades em lidar com conflitos nos relacionamentos interpessoais;

Todos esses transtornos podem causar problemas e conflitos nos ambientes de trabalhos, comprometer a vida profissional de um adulto com TDHA, e consequentemente também comprometer seus relacionamentos pessoais. Todos esses problemas comprometem sua qualidade de vida.

Estatísticas apontam que o TDAH é mais comum em homens do que em mulheres. Nas mulheres há mais o tipo de TDAH desatento.

Além destes sintomas, é comum o TDAH ser associado a outros transtornos, como transtorno de ansiedade, transtorno de personalidade, depressão e abuso de drogas (liticitas e/ou ilícitas).

Diagnostico e causas do TDAH

Os pesquisadores não tem um consenso sobre as causas de TDAH. Os estudos apontam alguns fatores de risco que podem contribuir para o desenvolvimento de TDAH, que incluem:

  • Fatores genéticos;
  • Hábito de fumar e o consumo principalmente na gestação;
  • Consumir drogas ilícitas e também álcool durante gestação;
  • Mulheres grávidas expostas a substancias tóxicas no ambiente (casa, trabalho etc.)
  • Exposição a metais pesados (altamente tóxicos) durante infância e também durante a gestação;
  • Crianças prematuras e/ou que apresentam baixo peso no nascimento
  • Lesões cerebrais (microlesões);

Teste de TDAH

Os médicos e psicólogos não utilizam apenas um tipo de teste para avaliar e dar o diagnóstico de transtorno de déficit de atenção com hiperatividade.

Para receber o diagnóstico a pessoa é avaliada quanto aos sintomas, e o médico investiga se houve o aparecimento e persistência dos sinais durante o período de pelo menos 6 meses, e também investigam se os sinais aparecem em mais de um ambiente.

Por exemplo, para dar o diagnóstico para uma criança ou adolescente, o medico irá avaliar o comportamento e sinais dela em casa, com a família e comunidade em que vive, e também na escola, é comum o medico entrevistar os pais e também pedir um relatório para os professores, questionando se os sinais apareceram desde os 12 anos de idade.

Após avaliação clínica, entrevistas e aplicação dos testes recomendados, o medico irá apresentar o diagnóstico de acordo com as características e número de sintomas, assim, uma pessoa será diagnosticada com um dos 3 tipos de TDAH que apresentamos nos tópicos anteriores: TDAH desatento, TDAH hiperativo ou Subtipo combinado.

Para saber realmente se você, seu filho, alguém da sua família ou até seu aluno tem TDAH é necessário e imprescindível a consulta com um profissional de saúde mental para diagnóstico e tratamento do transtorno de déficit de atenção.

Você pode acessar o teste recomendado pela Associação Brasileira do Déficit de Atenção e verificar se você se comportou e apresentou durante os últimos 6 meses a maioria dos sintomas. O que pode servir para uma avaliação prévia e ajudar no diagnóstico.

Importante!

É imprescindível que apresente esse teste e os resultados para seu médico avaliar e conduzir o diagnóstico definitivo e o tratamento adequado. Confira o tópico a seguir para saber quem pode fazer esse tipo de diagnóstico de transtorno de déficit de atenção e hiperatividade.

Acesse aqui o link para teste MTA-SNAP-IV de avaliação de sintomas de transtorno do déficit de atenção/hiperatividade e sintomas de transtorno desafiador e de oposição.

Quem pode fazer o diagnóstico de TDAH?

Diagnosticando o TDAH em crianças

Podem diagnosticar o TDAH em crianças os profissionais de saúde que irão seguir as diretrizes da Academia Americana de Pediatria ou do Manual Diagnóstico e Estatístico da Associação Americana de Psiquiatria (DSM):

  • Pediatras;
  • Psiquiatras;
  • Psicólogos infantis

O diagnóstico do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade em crianças envolve a coleta de informações de várias fontes, através de testes e entrevistas, incluindo escolas, cuidadores, pais e/ou responsáveis.

Além destes testes e entrevistas para avaliar o comportamento das crianças e a comparação com escalas padronizadas pela DSM é realizado o exame clinico completo, que pode incluir exames de visão e audição.

Há também o exame neurológico NEBA (Neuropsychiatric EEG-Based Assessment Aid) que faz uma varredura cerebral para medir ondas teta e beta e é aprovado para o diagnostico de crianças e adolescentes ( entre 6 e 17 anos) e utilizado junto aos exames clínicos e psicológicos.

Outros sintomas podem dificultar o diagnóstico de TDAH. Existem outras condições que possam afetar o comportamento de uma criança e causar sintomas parecidos com TDAH, o que pode confundir os pais e avaliadores.

Algumas condições que podem imitar o TDAH são:

  • Convulsões não detectadas;
  • Problemas de tireoide;
  • Problemas de sono;
  • Ansiedade;
  • Depressão;
  • Toxicidade com chumbo e metais pesados;
  • Mudanças na estrutura familiar (divórcio, conflitos), perdas e lutos (morte de familiares e pessoas próximas a criança), mudanças em geral na vida da criança;

Diagnosticando o TDAH em adultos

Médicos psiquiatras e psicólogos estão habilitados para fazerem o diagnóstico de TDAH nos adultos.

Há uma maior dificuldade no diagnóstico, pois a maioria pode confundir os sinais do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade com outras condições como ansiedade e depressão.

A maioria dos adultos que procuram ajuda profissional chegam aos consultórios já reconhecendo os sintomas de TDAH, ou porque fizeram algum teste, como o que compartilhamos, ou porque refletiram sobre os sintomas de seus filhos diagnosticados com TDAH e reconheceram os sinais e si mesmos. Alguns adultos chegam a procurar ajuda após terem dito problemas em seus empregos e transtornos em sua vida pessoal devido aos conflitos gerados pelo transtorno, como esquecimentos, desatenção e impulsividade.

Para ser diagnosticado com TDAH em um adulto a avaliação inclui:

  • História do comportamento, com apresentação dos sintomas atuais e persistentes por mais de 6 meses e/ou que iniciaram na infância e persistiram;
  • Uma entrevista com o parceiro de vida do adulto, pai, amigo íntimo ou outra pessoa próxima;
  • Um exame físico completo que pode incluir testes neurológicos;
  • Teste psicológico como o recomendado pela Associação Brasileira do Déficit de Atenção;

Déficit de atenção tem cura?

Qual o tratamento de TDAH?

Estas questões deixam os adultos diagnosticas com TDAH e também os pais de crianças e adolescentes com os sintomas bastante preocupados. Afinal, TDAH tem cura?

Embora os estudos atuais não apontem para uma cura 100% de todos os sintomas, há tratamentos disponíveis que podem ajudar a reduzir bastante os sintomas e melhorar a qualidade de vida.

Os tratamentos de TDAH ministrados pelo médico psiquiatra e psicólogos incluem a combinação de medicação, psicoterapia, educação ou treinamentos comportamentais.

Medicação

Os medicamentos prescritos para o TDAH reduzem os sintomas de hiperatividade e a impulsividade e ajudam na concentração. E consequentemente há melhora no ambiente de trabalho, relacionamentos pessoais e aprendizado.

Há também tratamentos que os médicos prescrevem medicação estimulante para que aumente os níveis de dopamina e outras substâncias químicas do cérebro que desempenham papéis essenciais nos processos de construção de pensamento, foco e atenção.

Alguns outros medicamentos para TDAH não são estimulantes, esses tipos de remédios geralmente levam mais tempo para começar a funcionar do que os estimulantes, mas também ajudam e reduzem os sinais de impulsividade, melhoram a atenção e concentração.

Dependendo do diagnóstico e de outras condições de saúde do adulto, adolescente ou criança, o médico pode prescreve uma medicação estimulante, não-estimulante ou até fazer a combinação dos dois tipos, há ainda alguns médicos que prescrevem antidepressivos e/ou ansiolíticos. Os antidepressivos podem ser úteis em combinação com estimulantes se um paciente também tiver outra condição, como um transtorno de ansiedade, depressão ou outro transtorno de humor.

Importante! Como qualquer medicamento, os prescritos para o tratamento de TDAH apresentam riscos e efeitos colaterais, especialmente quando utilizados de maneira inadequada ou em excesso em relação à dose prescrita. Por isso é necessário sempre o acompanhamento do profissional de saúde, tanto no diagnóstico quanto na supervisão durante o tratamento.

Alguns efeitos colaterais podem incluir:

  • Pressão arterial elevada;
  • Aumento da frequência cardíaca;
  • Aumentar os sintomas de ansiedade;
  • Diminuição do apetite;
  • Problemas de sono;
  • Dor de estômago;
  • Dor de cabeça;
  • Movimentos ou sons súbitos e repetitivos ( chamados popularmente de “tiques”);
  • Alteração de personalidade;
  • Irritabilidade;

Sempre converse com o médico para obter as informações mais recentes sobre alertas, guias de medicação do paciente ou medicamentos recentemente aprovados para o tratamento de TDAH.

Psicoterapia

A terapia comportamental cognitiva (TCC) é um tipo de psicoterapia que visa ajudar uma pessoa a mudar seu comportamento. Pode envolver assistência prática, como ajudar a organizar tarefas ou completar tarefas escolares, ou trabalhar em eventos emocionalmente difíceis.

Ao se tratar com psicoteria a pessoa ou criança com TDAH aprende a monitorar seu próprio comportamento, controlar emoções como a raiva, a refletir antes de agir, a cuidar de si e de sua autoestima, desenvolver inteligência emocional.

O terapeuta também incentiva a pessoa com TDAH a se ajustar às mudanças na vida, como pensar antes de agir ou resistir à vontade de correr riscos desnecessários.

Aliado a psicoteria podem ser indicados outras técnicas como a meditação, exercícios de respiração e relaxamento. Que aliados podem contribuir para que a pessoa e/ou criança reduza os sintomas de estresse, ansiedade, aprenda a ter consciência e aceitar os próprios pensamentos e sentimentos para melhorar o foco e a concentração.

Além da terapia individual, a terapia em grupo, familiar e conjugal pode ajudar aos pais, familiares e os cônjuges a encontrar maneiras melhores de lidar com comportamentos impulsivos, irritabilidade e outros sinais que geram transtornos, incentivar mudanças de comportamento e melhorar as interações com a criança, adolescente ou adulto diagnosticado com TDAH.

Educação e treinamentos comportamentais

Tanto as crianças quanto os adultos com TDAH precisam de orientação e compreensão de seus pais, famílias e professores para atingir seu pleno potencial e ter sucesso.

Os profissionais de saúde mental (psicólogos) podem ensinar e orientar os pais e familiares sobre o TDAH e como isso afeta os relacionamentos pessoais, ambiente escolar e também profissional. Estes profissionais irão orientar e treinar tanto os pacientes quanto aqueles que convivem junto para desenvolver novas habilidades comportamentais, principalmente relacionadas a inteligência emocional, fortalecendo atitudes e formas saudáveis de se relacionarem.

Durante esses treinamentos, por exemplo, os pais podem aprender a estimular os filhos, a encorajar e fortalecer a autoestima, recompensar comportamentos positivos das crianças.

Os adultos e adolescentes podem aprender técnicas de gestão de emoções, úteis para reduzir os níveis de estresse e ansiedade, e também a desenvolver habilidades de organização do tempo e espaço e a criar estratégias uteis para responder com calma a estímulos estressantes.

Dicas para ajudar crianças e adultos com TDAH

Se você é pai de uma criança ou adolescente diagnosticado com TDAH, se você é professor, ou conhece alguém com os sintomas de déficit de atenção e hiperatividade, confira as dicas a a seguir, que são uteis para ajudar:

  • Ajude a criança e/ou adolescente a se manterem organizadas;
  • Mantendo uma rotina e um cronograma, se possível deixe descrito e compartilhe num calendário ou algo visual, como manter lista ou calendário na geladeira ou outro local visível da casa;
  • Planeje os eventos e escreva alterações na programação com a maior antecedência possível, compartilhe e crie lembretes para você e familiares.
  • Mantenha a mesma rotina todos os dias, desde o horário de despertar até a hora de dormir. Os pais podem organizar e definir os horários para tarefas da escola, brincadeiras ao ar livre e atividades da casa, auxiliando a criança ou adolescente a se organizar;
  • Organizando itens do cotidiano da criança e/ou adolescente. Tenha um lugar para tudo e mantenha tudo em seu lugar. Isso inclui roupas, mochilas e brinquedos. Utilize etiquetas para auxiliar na identificação ou deixe próximos os itens por tipo de uso;
  • Ajude na organização do material escolar e suprimentos, ensine sobre a importância de anotar e utilizar listas como check list para ajudar na hora de realizar tarefas escolares, viagens e compromissos. Etiquete materiais pessoais, livros e materiais escolares;
  • Ser claro e consistente quanto a sua comunicação. Crianças com TDAH precisam de regras claras que possam entender e seguir. Essa dica vale para o ambiente familiar e também para os professores lidarem melhor com crianças com déficit de atenção.
  • Utilize e aprenda sobre como se comunicar de forma positiva, como dar elogios ou recompensas quando as regras são seguidas. Muitas crianças com TDAH frequentemente recebem e esperam críticas. Procure sempre ponderar o bom comportamento, reconhecer e elogiar as atitudes positivas;

As mesmas dicas podem ajudar também os adultos com TDAH e que aliadas com a psicoterapia e treinamentos comportamentais ajudam a pessoa a aprender habilidades úteis para ter mais qualidade de vida e lidar com os sintomas. Algumas dicas úteis que podem contribuir ainda mais são:

  • Ter o apoio de terapeuta profissional;
  • Descrever a rotina na forma de cronograma e utilizar planejadores;
  • Criar listas para diferentes tarefas e atividades, utilizar check list para conferir itens importantes da rotina, compromissos, materiais, etapas de projetos etc;
  • Usando um calendário para agendar eventos, datas comemorativas, compromissos;
  • Usar lembretes visuais e sonoros;
  • Atribuir um lugar para chaves, contas e documentos, etiquetar pastas e gavetas, aprender e aplicar técnicas de organização;
  • Organizar projetos e tarefas complexas, dividir em partes, listar passo a passo e listar etapas com datas e prazos, isso pode ajudar tanto na clareza sobre o que precisa ser feito quanto no acompanhamento, facilitando no gerenciamento, para que a conclusão de cada parte da tarefa traga resultados, diminuindo esquecimentos, e também ao obter os resultados possam motivar e aumentar o senso de realização;
  • Membros da família, colegas de trabalho ou da faculdade também podem dar feedback positivo ou negativo para certos comportamentos e ajudar a estabelecer regras claras, listas de tarefas e outras rotinas estruturadas para ajudar a pessoa a controlar seu comportamento;
  • Aprender a ler as expressões faciais e o tom de voz dos outros e como reagir apropriadamente também pode fazer parte do treinamento de habilidades sociais.
  • Fazer cursos sobre TDAH para aprender e saber como lidar melhor com os sintomas.

Inspire-se com os personagens de filmes com sinais de TDAH

Há vários filmes em que os personagens apresentam alguns sinais de TDAH, de forma exagerada na maioria das vezes, e também sem ter a pretensão de ser um documentário cientifico sobre o tema muitos retratam os embaraços em que os protagonistas enfrentam, como a desatenção e a impulsividade.

Personagens divertidas como a distraída Dory do filme infanto-juvenil “Procurando Nemo”. Os comportamentos dos personagens servem apenas para uma identificação superficial dos sintomas de déficit de atenção, mas é uma forma mais leve de abordar o tema e até aprender a conversar sobre o assunto que é um tabu ainda para a maioria das pessoas.

Confira 4 filmes indicados para toda a família que podem oferecer modelos fictícios para conversar sobre o tema ou identificar de forma lúdica os sinais de déficit de atenção e hiperatividade.

  • Procurando Nemo: a peixinha azul Dory luta com a dificuldade de se lembrar de nomes e lugares, e mesmo assim ela se aventura junto com Marlin para salvar o Nemo. Um dos conselhos de Dory para os momentos difíceis é “apenas continue nadando”.
  • Noviça rebelde: a protagonista tem muitos sinais de TDAH do tipo hiperativo, e com seu comportamento impulsivo não consegue se adaptar às regras do convento, vai trabalhar como governanta de um capitão viúvo com 7 crianças, e nesse novo ambiente ela irradia alegria. Ao assistir observe como os pontos fortes da personalidade da personagem foram destacados, provando que mesmo com dificuldades é possível utilizar habilidades e ser criativa.
  • Como treinar seu dragão 1 e 2: No primeiro filme, o jovem Soluço enfrenta desafios para treinar seu dragão Banguela. Soluço é desajustado e enfrenta criticas do pai “ele não escuta” e “tem a atenção de um pardal”. Durante a trama o jovem viking tenta se encaixar no padrão da sua comunidade e embarca nas aventuras da escola de dragões. Há previsão do lançamento da sequencia 3 para 2019.
  • Kong Fu Panda: Nesse clássico há dois personagens apresentam sinais de TDAH, Po é mais desatento e desorganizado, e o Louva-Deus é bem impulsivo e hiperativo. Há varias lições durante as aventuras em que os personagens aprendem e inspiram, a principal é a de que apesar dos desajustes, é possível ser muito bom em algo e se destacar.

Uma perspectiva diferente sobre TDAH

Assim como os personagens da ficção enfrentam desafios e aventuras, adultos, adolescentes e crianças da vida real enfrentam as dificuldades em lidar com os sintomas do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade. Não é fácil também lidar com o preconceito, mas PE possível sim superar os obstáculos e driblar o preconceito.

Há varias estratégias de canalizar a energia e a atenção para atividades que utilizam habilidades e pontos fortes da personalidade, em vez de se frustrar e focar naquelas em que há dificuldade.

Há muitos cientistas, escritores famosos e artistas que comprovam isso, é possível lidar com os sintomas da doença e viver uma vida plena e bem sucedida.

Essas pessoas conseguem ser bem sucedidas, desenvolvem maior flexibilidade, autorrespeito, empatia e aprendem novas maneiras de administrar seus sintomas.

E se elas podem fazer isso, então porque não você? 🙂

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