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Novos métodos para professores promoverem a educação integral

Olá, professores!

Sempre falamos aqui da importância da introdução da inovação em sala de aula. Não tem como fugir. Os recursos digitais e pedagógicos estão aí para melhorar e facilitar o ensino e aprendizado. Conheça novos métodos para professores promoverem a educação integral.

Na missão de tornar a carreira do professor mais atrativa e formá-lo para lidar com um aluno em tempos tecnológicos, universidades internacionais também se veem diante da pressão de mudar suas metodologias usadas na educação.

O portal educacional Porvir conversou com representantes da Universidade de Harvard, de Michigan State e da Relay Graduate School of Education, as três nos Estados Unidos, além da Universidade de Helsinque, na Finlândia. Eles comentaram como estão se preparando para adequar seus cursos à realidade do século XXI.

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Educação na escola de Nova York

Logo de cara, já chegaram a uma conclusão: novas metodologias dependem de um currículo flexível. A Relay Graduate School of Education, instituição com sede em Nova York, começou a atuar de forma independente em 2011, oferecendo cursos de mestrado, requisito para trabalhar na rede pública de ensino. Com passe livre, o programa abandonou as disciplinas tradicionais.

O reitor Brent Maddin afirmou que foram criados cursos menores, que durassem o tempo necessários, porque assim, o curso poderia durar um semestre, três semanas ou um mês.

Dentre outras inovações trazidas pela Relay, está a criação de uma biblioteca digital, com vídeos gravados em escolas reais, que pode ser consultada de acordo com a necessidade. Esse formato é especialmente útil pelo formato híbrido adotado para as aulas, das quais 40% do conteúdo é apresentado online e o restante, presencial. Após assistir a um modelo de aula em casa, o aluno pratica em sala de aula e recebe feedback de professores.

Para concluir o curso, deve-se apresentar uma comprovação de que seus alunos apresentam melhora no aprendizado, determinação e autocontrole.

Educação em Harvard

Em Harvard, a pedagogia usada em cursos de negócios e de direito inspirou a escola de educação a usar o método de estudo de casos. “Eles tratam de situações reais e de escolas reais, permitindo ao professor trazer uma questão que pode ser muito complexa para o debate dentro da sala de aula”, diz a diretora Katherine Merseth.

Ela ainda falou que sempre tem atividades onde os alunos debatem entre si um texto específico para fazê-los refletir. Em uma de suas aulas futuras, Merseth irá propor que os alunos conduzissem a matéria através de perguntas, deixando tudo fluir do jeito mais produtivo para eles e levando em conta seus próprios valores.

Educação em Michigan

Para conectar o que é ensinado com a realidade de sala de aula em Michigan, o curso de formação da Universidade de Michigan State enfatiza métodos que capacitem o futuro profissional a entender o aluno de forma integral. De acordo com o diretor Corey Drake, ao longo do programa que dura cinco anos, é feito um trabalho específico para que o professor saiba lidar com a diversidade, seja ela racial ou socioeconômica.

No curso descrito como essencialmente “prático” com 1.150 horas de trabalho de campo, as seções de microteaching são destaque. Assim como na Relay, o aluno apresenta uma aula de curta duração e interage com um grupo de colegas e tudo é gravado em vídeo. Mais tarde, junto com professores, cada ponto é analisado antes que o aluno enfrente uma sala de verdade.

Educação na Finlândia

Prestes a implantar um novo currículo, a Finlândia vê as universidades se movimentando para atender à exigência de um professor com novo perfil. Na Universidade de Helsinque, o diretor Jari Lavonen conta que os esforços estão direcionados ao processo de ensino de competências para o século XXI, e não mais ao conteúdo das disciplinas.

“Os professores que saem das faculdades de educação precisam saber como ajudar alunos a desenvolver habilidades como criatividade, pensamento crítico e colaboração”, descreve Lavonen, que também atua como professor na licenciatura de física e de química.

Ele ainda disse que eles tentam evitar mudanças drásticas porque sabem que as escolas são resistentes. Desse modo, as atividades são bem planejadas e são feitas cada vez mais atividades em grupo, com os alunos aprendendo mais juntos e em conjunto com professores.

Para apoiar o planejamento dos conteúdos, Lavonen cita uma pesquisa feita com alunos de ensino fundamental e médio para descobrir quais suas atividades preferidas. O resultado mostrou que as situações em que os estudantes fazem perguntas, planejam e decidem o que vão aprender são as mais engajadoras.

Já deu para ver que ideias não faltam. Todo professor deve participar das decisões e dar sua opinião para levar a educação integral ao alcance de todos.

Crie, integre, compartilhe, experimente!

Até mais.

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