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Mostra on-line gratuita aborda mulheres que mudaram o mundo

Olá, leitora! 

De acordo com uma citação da escritora Virginia Woolf, considerada um dos principais nomes do modernismo literário em língua inglesa, é impossível definir uma mulher até que ela tenha se expressado em todas as artes abertas ao exercício humano. Ao longo dos séculos, muitas mulheres quebraram barreiras e contribuíram imensamente para o progresso das sociedades, na maioria das vezes sem receber o devido crédito.  

Em consonância com as afirmações acima, e para dar o reconhecimento merecido a essas protagonistas, o Google Arts & Culture lançou uma mostra on-line e gratuita que aborda a trajetória de pioneiras em várias épocas, funções e localidades. 

Mostra Onde estão as mulheres? 

A exposição originalmente chamada Where are the women? tem o intuito de lançar luz sobre as contribuições das mulheres para o avanço da humanidade ao longo da história, trazendo tanto as pioneiras amplamente celebradas quanto aquelas que foram ofuscadas.

O projeto mobilizou todas as coleções sobre o tema disponíveis no Google Arts & Culture. Um acervo tão grande só foi viabilizado por meio da parceria com mais de 60 instituições culturais ao redor do mundo, que incluem estabelecimentos brasileiros, como o Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, e o Museu de Arte Moderna (MAM), em São Paulo. 

A mostra pretende ser o mais diversa possível, contemplando personagens de vários locais, etnias e épocas. A exposição é multimídia, logo, utiliza vídeos, textos, imagens e até realidade virtual para transmitir as informações. Ela está em inglês, mas pode-se traduzir a maioria dos recursos para o português por meio do botão “Traduzir com o Google”. Abaixo, listamos alguns destaques, com seus nomes já adaptados ao português:

Mostra on-line gratuita aborda mulheres que mudaram o mundo

Fonte: Reprodução

10 pioneiras esquecidas da história 

A seção que abre a mostra versa sobre mulheres, de diversas épocas e áreas do conhecimento, cujas conquistas foram negligenciadas ao longo dos anos. Com uma identidade visual original, que une fotos em branco e preto e ilustrações conceituais, ela inicia com a trajetória de Rosalind Franklin, cientista que contribuiu para os estudos sobre o DNA, mas demorou muito para ser reconhecida plenamente. 

Fala também sobre Enheduana, sacerdotisa que viveu na Mesopotâmia, no século 23 a.C., e é considerada, por seus contos, hinos e poemas, a primeira autora da história; e Artemisia Gentileschi, uma das únicas pintoras do Renascimento a ter seu trabalho divulgado, famosa por retratar em suas obras personagens femininas fortes. 

A exposição ainda inclui Maria Firmina dos Reis, abolicionista, educadora e primeira escritora brasileira a publicar um romance; e Fe del Mundo, pediatra filipina que revolucionou a saúde de seu país no século XX e foi reconhecida pela Associação Pediátrica Internacional. Ao final de cada verbete, para quem quiser saber mais, há um link que direciona a uma explicação aprofundada sobre a mulher em questão. Se você se interessou, clique aqui e conheça mais sobre essas pioneiras. 

Playlist de mulheres na cultura 

Essa seção é ideal para quem tem pouco tempo, já que é formada exclusivamente por vídeos curtos. Evidenciando a importância das lutas passadas para as conquistas atuais, os vídeos convidam figuras contemporâneas para relembrar a trajetória de mulheres da política, da arte e da ciência que mudaram o mundo. 

Há, por exemplo, uma gravação de cerca de um minuto com a participação da atriz Millie Bobby Brown (Stranger Things, Enola Holmes), na qual ela fala sobre líderes sufragistas que contribuíram para a liberação do voto feminino; e outra com Venus Williams, em que ela conta a história do tênis e homenageia as principais jogadoras do esporte. 

O destaque fica com o vídeo mais longo da playlist, que propõe uma intertextualidade entre o álbum Magdalene, da cantora britânica FKA Twigs, e o quadro Maria Madalena em Êxtase, de Artemisia Gentileschi. Essa intersecção entre passado, presente e futuro traz falas de FKA e mostra ângulos únicos da obra, que permitem a visualização de inúmeros detalhes. Se você ficou curioso(a), clique aqui, role a página e aproveite os vídeos. 

Não apenas sua musa 

Com o nome original de Her Own Muse, traduzido literalmente como Sua própria musa, essa parte consiste em uma galeria em realidade virtual que tem o intuito de celebrar a arte feita por mulheres do século XVI à atualidade. O ambiente digital, que abriga mais de 15 obras, foi concebido em parceria com importantes instituições culturais, como o MoMA, o Metropolitan e a Galleria degli Uffizi. 

O museu virtual conta com quatro salas. A primeira é dedicada às pioneiras, e traz obras de Artemisia Gentileschi e Élisabeth Le Brun. Seguindo em ordem cronológica, a segunda sala guarda trabalhos de artistas do século XIX oriundas de diversos locais do mundo, como França, Reino Unido, Estados Unidos e Japão. 

O terceiro setor é focado no século XX e contempla artistas como Frida Kahlo, Arpita Singh, Helen Frankenthaler, Alma Thomas, Hilma af Klint, Fahrelnissa Zeid, entre outras. A última sala pretende trazer um vislumbre sobre o futuro, com obras contemporâneas, incluindo criadoras como Yayoi Kusama, uma das mais originais artistas japonesas, e Cindy Sherman, conhecida por seus autorretratos. 

Para navegar, utilize as setas indicadas na tela. Também é possível usar o mouse para se aproximar das obras, que contam sempre com legenda, e, em alguns casos, um texto explicativo, a maioria deles em inglês. Para usufruir dessa experiência tecnológica e artística, basta clicar aqui. 

Destaque para as mulheres… 

Essa seção é composta por quatro divisões, todas sobre áreas nas quais as mulheres precisaram lutar para serem reconhecidas: ciência, história natural, ambientalismo e assistência médica. A parte sobre ciência mostra mulheres cientistas que foram preteridas ao longo dos anos e explica como essa questão tem mudado gradualmente, citando o filme Estrelas Além do Tempo (2016), que aborda as cientistas e matemáticas Katherine Johnson, Dorothy Vaughan e Mary Jackson. 

a categoria sobre história natural apresenta ao público cinco mulheres que foram essenciais para os avanços na área, mas cujas conquistas são pouco divulgadas. Entre as homenageadas, estão Maria Sibylla Merian, que, em plenos séculos XVII e XVIII, foi da Europa ao Suriname para estudar fauna e flora; e Dorothea Bate, primeira mulher cientista empregada pelo Museu de História Natural de Londres, no limiar do século XX. 

A parte sobre cuidados médicos traz 10 mulheres que revolucionaram a saúde nos mais diversos locais do mundo. Entre elas, está a pesquisadora brasileira Nísia Trindade, primeira mulher a assumir a presidência da Fundação Oswaldo Cruz e a ser ministra da Saúde. Por fim, o trecho sobre ambientalismo aborda também 10 mulheres que se destacaram no debate sobre mudanças climáticas, incluindo a brasileira Ana Santos, que desenvolve projetos de sustentabilidade ambiental no estado do Rio de Janeiro. Para acessar essas quatro divisões temáticas, clique aqui e role a página. 

O teste da história esquecida 

Por fim, indicamos uma cruzadinha, que faz parte dos jogos disponibilizados pela plataforma do Google Arts & Culture. Aqui, o foco recai sobre mulheres pioneiras na arte e na ciência, de várias épocas históricas. Você sabe quem foi a primeira modelo negra a estampar a capa da Vogue britânica? A única primeira-ministra da Índia? A inventora do primeiro código de computador, ainda no começo do século XIX? A jogadora de futebol que foi seis vezes eleita a melhor do mundo? Clique aqui para acessar o jogo e testar seus conhecimentos. 

Google Arts & Culture 

Lançada em 2011 com o nome Google Art Project, a plataforma do Google Arts & Culture é uma iniciativa sem fins lucrativos que tem como objetivo usar a tecnologia para promover o acesso e a preservação da cultura. Ao longo dos anos, o projeto firmou parceria com mais de duas mil instituições culturais de diversos países e trabalhou constantemente no aprimoramento de seus recursos. 

Atualmente, o Google Arts & Culture disponibiliza visitas virtuais a incontáveis museus, monumentos e localidades de interesse cultural ou científico, algumas inclusive em 360º. Apresenta também mostras temáticas sobre países, personalidades e fatos históricos, além de contar com imagens de importantes obras de arte em uma resolução altíssima, que chega a mais de um bilhão de pixels. 

A iniciativa traz ainda galerias em realidade virtual e experimentos interativos, que permitem que o usuário componha músicas, desenhe e até brinque com quebra-cabeças e cruzadinhas. Se você se interessou e deseja saber mais sobre o Google Arts & Culture, clique aqui. Já para navegar na mostra que indicamos, basta acessar aqui. 

E então, já sabe por qual seção vai começar? Compartilhe o artigo para que mais pessoas conheçam tantas mulheres incríveis! 

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Boa diversão! 

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