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Mayombe, de Pepetela

Olá, leitor!

Considerada uma das mais importantes obras da literatura moderna, Mayombe, do escritor angolano Artur Carlos Maurício Pestana dos Santos, conhecido como Pepetela, foi escrita durante a participação do escritor na guerra de libertação de Angola, que aconteceu nos anos de 1970.

O livro foi publicado em 1980, sendo que a narrativa recompõe as experiências do escritor nessa guerra, como também, o cotidiano dos guerrilheiros que lutavam contra as tropas dos portugueses, intitulados de Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA).

Sendo assim, Mayombe retrata de forma inovadora todas as ações, os sentimentos, as contradições, os conflitos e as reflexões do grupo de guerrilheiros a lutar pela liberdade, passando por todas as relações dos personagens com a busca de construir uma nova nação, livre da colonização portuguesa.

“O Mayombe tinha aceitado os golpes dos machados, que nele abriram uma clareira. Clareira invisível do alto, dos aviões que esquadrinhavam a mata, tentando localizar nela a presença dos guerrilheiros. As casas tinham sido levantadas nessa clareira e as árvores, alegremente, formaram uma abóbada de ramos e folhas para as encobrir. Os paus serviram para as paredes. O capim do teto foi transportado de longe, de perto do Lombe. Um montículo foi lateralmente escavado e tornou-se forno para o pão. Os paus mortos das paredes criaram raízes e agarraram-se à terra e as cabanas e tornaram-se fortalezas. E os homens, vestidos de verde, tornaram-se verdes como as folhas e castanhos como os troncos colossais.”

Resumo

Mayombe_resumo

A primeira parte da obra os guerrilheiros se encontram em Mayombe, tendo como missão interferir nas operações de exploração da floresta organizadas pelos colonos portugueses.

Assim, passamos a conhecer logo no começo dessa missão o Teoria, professor da base de guerrilheiros, que acaba sendo ferido, mas mesmo assim continua a missão.

Além de interromper a exploração madeireira dos portugueses, a missão também tem como proposito politizar os trabalhadores angolanos da madeireira, e eles conseguem fazer ambas as coisas.

Contudo, no meio da missão, o dinheiro de um desses trabalhadores acaba sendo roubado, o que denigre e imagem do MPLA, fazendo com que boatos de que houvessem ladrões no bando de guerrilheiros se espalhassem.

Entretanto, durante um confronto com uma nova horda de portugueses enviados para conter os guerrilheiros, onde eles vencem sem nenhuma baixa, o povo passa a confiar mais no MPLA, principalmente porque o comandante Sem Medo, chefe militar do grupo, descobre que Ingratidão foi quem roubou o dinheiro, fazendo-o ser devolvido ao trabalhador e decidir qual seria a punição desse guerrilheiro, que acaba sendo preso.

No segundo capítulo, intitulado de A Base, deparamo-nos com uma descrição detalhada de Mayombe, bem como da relação dos guerrilheiros e do próprio povo com a floresta, relatados de uma maneira bem poética e bonita.

Além disso, também nos é descrito o dia a dia dos guerrilheiros dentro da base do MPLA, bem como as relações dos personagens e as relações de comando, sendo que nesta parte somos apresentados a maioria dos personagens presentes na obra.

Conhecemos o Comissário, segundo da cadeia de comendo, juntamente com Sem Medo. A relação dos dois é bastante conflituosa, principalmente em relação às decisões de guerrilha, contudo, eles são excelentes companheiros e bons amigos.

Ainda no final deste capítulo, a base passa por um período de escassez de comida, onde Sem Medo pede a Comissário que vá até a cidade mais próxima atrás de André, outro guerrilheiro que seria responsável por dirigir os recursos para eles.

Sendo assim, Comissário parte para sua missão entusiasmado, devido ao fato de poder encontrar sua noiva, Ondina, que é professora nesta cidade.

Chegando lá Comissário encontra dificuldades em achar André, e acaba por visitar a noiva, contudo, ao decorrer da narrativa percebe-se que algo de errado está acontecendo na relação dos dois, pois encontram-se distantes.

Portanto, após encontrar André e pedir pelos suprimentos, Comissário retorna a Mayombe e conta seus medos e anseios em relação a sua vida com Ondina para o amigo e comandante Sem Medo.

No terceiro capítulo, por sua vez, a falta de alimento ainda não é sanada, o que faz com que aconteça alguns conflitos entre as tribos dos guerrilheiros.

Contudo, após certo tempo, a comida finalmente chega e cessa esses conflitos, porém, junto aos alimentos, também chegam notícias da cidade de Dolisie: Ondina trai Comissário com o dirigente André, ambos são pegos no flagra e todos ficam com medo da reação do Comissário.

Entretanto, Ondina se adianta e envia uma carta a Comissário contando sobre sua traição antes que ele fique sabendo por outras pessoas. Assim, o guerrilheiro decide ir à cidade tirar satisfações, porém, o comandante Sem Medo decide que eles deveriam ir juntos e ambos partem para a cidade.

Devido a traição, André é afastado de seu cargo de dirigentes dos guerrilheiros assim que Sem Medo e Comissário chegam à cidade, ficando então seu cargo vago, Sem Medo se vê obrigado a assumi-lo.

Comissário decide procurar por Ondina para reatarem, porém, mesmo que eles conversem e acabem tendo relações sexuais, a professora não aceita reatar o noivado com o soldado, que sai desconsolado e acaba contando suas aflições ao amigo Sem Medo, chegando a pedir para que ele converse com Ondina.

Então, Sem Medo decide conversar com a professora, mas ela se mostra decidida e afirma que a história entre ela e Comissário acabou, fazendo-o perceber que a verdade era essa mesmo, que a relação dos dois não poderia mais seguir adiante.

Notícias de que os portugueses fizeram uma base em Pau Caído, lugar muito próximo à base do MPLA, fazem com que Comissário seja obrigado a voltar para a base e assumir o comando enquanto Sem Medo fica na cidade até encontrar um substituto para as funções de dirigentes que era de André.

No quarto capítulo, Sem Medo fica na cidade e passa a conversar bastante com Ondina, ambos ficam muitos próximos, sendo que Sem Medo até confidencia uma história da sua vida sobre uma mulher que se envolveu anos atrás e acabou sendo morta quando tentou ir encontrar Sem Medo.

Assim os dois acabam por se relacionar e se envolverem, nesse momento, acontece uma passagem incomum na narrativa, onde Ondina e Sem Medo discutem sobre a liberdade da mulher.

Essa parte é considerada incomum porque Ondina a maior parte da obra se mostra como uma mulher sem voz ativa, sem se impor e sem desempenhar um papel importante, contudo, a partir dessa discussão, percebe-se que esse é o papel de submissão que as mulheres tem que desenvolver, mas que ela sabe muito bem que as mulheres são deixadas de lado e mereciam ser mais ouvidas e respeitadas.

Logo aparece um guerrilheiro da base para informar Sem Medo de que Mayombe havia sido atacada pelos portugueses, então, Sem Medo recruta os militantes da cidade e até mesmo civis que simpatizam pela causa para ir ao auxílio de seus companheiros guerrilheiros.

A chegada até à base são narrados através de situações de tensão e preocupação, porém, ao chegarem lá, eles descobrem que a base não havia sido atacada, apenas ocorrera um mal entendido onde Teoria havia se assustado com uma surucucu na beira do rio e disparado sua arma, fazendo com que e o guerrilheiro Vêwe pensasse que eles estavam sob ataque e saísse correndo para a cidade para ir alertar Sem Medo.

Mesmo sendo um engano, Sem Medo decide então planejar um ataque à base portuguesa, tendo em vista que mesmo que fosse um alarme falso, não tardaria para que os portugueses os tacassem de fato.

No quinto capítulo, Sem Medo retorna à cidade devido a um novo dirigente que aparecera, chamado de Novo Mundo, que é nomeada pelo Chefe de Operações e passará a dar ordens para os guerrilheiros.

Assim, Novo Mundo assume as bases de operações da cidade e diz que após ao ataque à base dos portugueses em Pau Caído, Sem Medo será transferido para o comando de uma nova frente de luta ao sul do país, sendo que Comissário passará a ser o novo comandante da base de Mayombe.

Assim, o ataque a Pau Caído começa a ser elaborada, sendo que todos se dirigem à base de operações de Mayombe para se prepararem.

Novo Mundo deixa Comissário assumir toda a operação para que ele vá se preparando para assumir a função de comandante após a partida de Sem Medo.

Então, com o ataque preparado, os guerrilheiros acabam saindo bem-sucedido durante a batalha. Contudo, para proteger Comissário, Sem Medo acaba sendo ferido e outro guerrilheiro acaba sendo morto.

Durante a retirada, os guerrilheiros percebem que Sem Medo não sobreviverá aos seus sofrimentos, por isso, todos decidem esperar para que o comandasse morresse para que eles pudessem seguir viagem.

Após a morte de Sem Medo, ele e o outro guerrilheiro são enterrados na floresta, embaixo de uma grande amoreira, fazendo com que todas as tribos se reunissem e mostrasse respeito, levando em consideração que os dois mortos eram de tribos diferentes e morreram para salvar Comissário, que também era de outra tribo.

Logo, a crise entre as tribos e as rivalidades também passam a ser vencidas, criando um espírito de união maior entre os guerrilheiros.

No epílogo, deparamo-nos com Comissário como o novo comandante da base de operações, substituindo Sem Medo.

Nessa parte da narrativa, percebemos que se trata de um momento mais reflexivo, onde Comissário passa a divagar acerca da vida, sobre os conflitos e sobre o amigo falecido para, finalmente, acabar a narrativa do livro.

“As pessoas devem estudar, pois é a única maneira de poderem pensar sobre tudo com a sua cabeça e não com a cabeça dos outros. O homem tem de saber muito, sempre mais e mais, para poder conquistar a sua liberdade, para saber julgar. Se não percebes as palavras que eu pronuncio, como podes saber se estou a falar bem ou não? Terás de perguntar a outro. Dependes sempre de outro, não és livre. Por isso, toda a gente deve estudar. Mas aqui o camarada Mundo Novo é um ingénuo, pois que acredita que há quem estuda só para o bem do povo. É essa cegueira, esse idealismo, que faz cometer os maiores erros. Nada é desinteressado.”

Estrutura da obra

Publicada em 1980, Mayombe é um romance dividido em cinco capítulos (A missão / A base / Ondina / A surucucu / A amoreira) e um epílogo de encerramento, através de uma narrativa que se estende de uma maneira poderosa ao longo de suas 248 páginas.

Logo nos primeiros capítulos do livro, nos são apresentados os 14 membros do grupo de guerrilheiros (o que faz com que os leitores se sintam familiarizados e sintam empatia pelos personagens).

Todos os guerrilheiros possuem codinomes de guerra, codinomes esses que fazem menção aos papeis de cada um dentro do grupo de guerrilheiros. As únicas exceções são Ondina e André, pois eles atuam na cidade e não precisam utilizar codinomes.

Contexto histórico

A obra em questão apresenta-nos ao contexto histórico e social da luta pela liberdade dos angolanos pelos portugueses que ocorreu entre os anos de 1970.

Entretanto, não é através de uma narrativa romantizada que conhecemos os conflitos do processo de libertação de Angola da colonização de Portugal, pois, através da escrita de Pepetela, percebemos que as críticas são desferidas para ambos os lados.

Os guerrilheiros são representados de forma humana, fielmente. Ou seja, eles são pessoas que erram e acertam, que possuem um ideal, mas também possuem defeitos,

Isso tudo faz com que a narrativa seja caracterizada de uma forma mais abrangente, poética literariamente falando, porém, densa e realista, mostrando os diversos conflitos e convergências de um povo que deseja a liberdade mais ainda é apegada a diversas questões sociais não condizentes com o próprio desejo de justiça e libertação.

Narrador e foco narrativo

O foco narrativo durante os capítulos dessa obra é variado, ou seja, em cada um dos capítulos nos deparamos com uma narração diferente, sendo que cada um deles apresenta-se através da visão e narrativa em primeira pessoa dos personagens principais de Mayombe.

Contudo, mesmo com pontos de vistas diferentes devido a variação dos narradores do enredo, ainda existe um narrador onisciente e onipresente por trás de toda a história.

Sendo assim, pode-se caracterizar o foco narrativo desse livro com foco num narrador autodiegético – nos momentos em que a narrativa é feita pelos personagens protagonistas do enredo – e também com foco num narrador heterodiegético – onde o narrador onisciente e onipresente narra em terceira pessoa sem participar dos fatos.

Tempo

O tempo da narrativa segue uma ordem cronológica através de uma análise profunda das organizações guerrilheiras angolanas no período de luta e busca pela liberdade, refutando a colonização portuguesa daquele país.

A obra se constrói após a atuação e vivências de Pepetela em Angola nos anos de 1970, época em que ele presenciou como jornalista os conflitos entre os colonos portugueses e os angolanos guerrilheiros do MPLA em busca de liberdade.

Espaço

O espaço explorado durante a narrativa é o de Mayombe, nome de uma região do continente africano, em Angola, que era colonizado pelos portugueses, um cenário muito bonito devido as paisagens da floresta tropical.

A menção à cidade de Dolisie também marca a caracterização de outro cenário da região, da cidade mais próxima à floresta de Mayombe onde os guerrilheiros do MPLA faziam de base de operações contra as tropas portuguesas.

Mayombe possui grande importância na narrativa, devido a importância da região durante a narrativa do livro, fazendo com que o próprio espaço se torne uma espécie de personagem da narrativa.

“O Mayombe tinha aceitado os golpes dos machados, que nele abriram uma clareira. Clareira invisível do alto, dos aviões que esquadrinhavam a mata, tentando localizar nela a presença dos guerrilheiros. As casas tinham sido levantadas nessa clareira e as árvores, alegremente, formaram uma abóbada de ramos e folhas para as encobrir. Os paus serviram para as paredes. O capim do teto foi transportado de longe, de perto do Lombe. Um montículo foi lateralmente escavado e tornou-se forno para o pão. Os paus mortos das paredes criaram raízes e agarraram-se à terra e as cabanas e tornaram-se fortalezas. E os homens, vestidos de verde, tornaram-se verdes como as folhas e castanhos como os troncos colossais.”

Intertextualidade

A obra apresenta intertextualidade com dois livros importantes da literatura brasileira: a primeira, o romance indianista Iracema, pois ambas as obras apresentam-se com o desejo de se livrar do colonialismo português e mostra-nos os conflitos das tribos de diferentes etnias durante esse processo, o que se mostra não condizente, sendo que todos deveriam se juntar para lutar pela liberdade; a segunda, o romance naturalista/realista O Cortiço, pois ambas as obras apresentam-se com um espaço que praticamente se transforma em personagem do livro, conduzindo os acontecimentos e ditam todo o enredo ao decorrer da narrativa.

Principais personagens

Os principais personagens de Mayombe, de Pepetela, são:

  • Sem Medo

Comandante do MPLA, caracterizado por uma personagem de muita coragem, sendo um bom guerrilheiro e líder nato.

Pertencente a uma das diversas tribos e etnias presentes na região, tendo um papel fundamental em unir as pessoas para lutar por uma angola livre, mesmo com todas as divergências e conflitos étnicos que cada uma das tribos possuía.

O papel que essa personagem representa é o de união, sendo um dos principais responsáveis por unir os guerrilheiros em prol de um bem maior, ou seja, um excelente recrutador.

  • Comissário

Um dos líderes do MPLA, caracterizado por uma personagem bem politizada e um bom líder, apesar de não possuir o mesmo apreço de Sem Medo, também possui um papel de destaque entre os guerrilheiros.

Comissário e Sem Medo, mesmo apesar dos conflitos entre os comandos e opiniões, são muitos amigos e possuem a relação de amizade mais forte entre os guerrilheiros.

Essa personagem também é a responsável por trazer à tona os conflitos amorosos de boa parte da narrativa, tendo em vista que é noivo de Ondina boa parte do livro. Além disso, é ele quem fecha o epílogo da obra, trazendo à tona reflexões bem interessantes no final da narrativa.

  • Teoria

Teoria é o personagem que representa a intelectualidade durante a narrativa, tendo em vista que ele é o professore da base do MPLA em Mayombe. Representa o papel dos mais alfabetizados e intelectualizados dentro dos guerrilheiros.

Contudo, sofre muito preconceito porque é filho de português com uma africana, ou seja, porque é mestiço. Esse personagem é importante para trazer à tona o próprio preconceito presente dentro das tribos que compunham os guerrilheiros do MPLA.

  • Ondina

Ondina é a personagem feminina principal da obra, sendo a responsável por instaurar alguns conflitos e transformações em alguns guerrilheiros do MPLA.

Um bom exemplo disso é o processo de amadurecimento de Comissário que, após a traição e o rompimento do noivado, é forçado a enfrentar a realidade da vida e a refletir sobe o amor e a sua causa.

Contudo, essa personagem feminina age apenas através de suas atitudes, tendo em vista que quase não possui uma voz ativa durante a narrativa, salientando que mesmo a lutar pela igualdade, ainda existia muito preconceito e desigualdade instaurado dentro da própria sociedade angolana que desejava liberdade e justiça.

  • Mayombe

A própria floresta e a região de Mayombe é considerada como uma personagem ao decorrer da narrativa, pois esse cenário representa como um novo modelo de sociedade idealizado pelo desejo de liberdade, bem como pelo próprio momento histórico que a Angola vivia.

Assim, através da personificação do próprio espaço, essa obra faz com que o processo de exploração e libertação de Angola seja caracterizado simbolicamente pela floresta de Mayombe.

Análise

A obra Mayombe é uma narrativa embasada na reflexão acerca da liberdade e dos conflitos da sociedade angolana em busca de sua independência da colonização portuguesa.

Os ideais socialistas estão presentes na narrativa, mostrando a perspectiva dos povos angolanos em relação ao desejo de liberdade, mas também à dúvida dos meios de se chegar a essa liberdade, devido aos princípios conflituosos do próprio MPLA, movimento dos guerrilheiros que combatiam os colonos portugueses.

Isso porque os diferentes personagens presentes no enredo apresentam-se com ideias de libertação divergentes um dos outros, o que faz com que haja diversos conflitos entre tribos dentro do próprio movimento de libertação de Angola.

Isso constituí numa crítica do autor acerca do fato de que as pessoas não conseguem deixar de lado seus interesses pessoais e pontos de vistas em prol de uma luta de maior importância, que seria pela liberdade.

Através desses recursos, Pepetela tece uma crítica não só ao processo exploratório da colonização de Angola por Portugal, mas, também, critica o próprio povo angolano pela falta de união e comprometimento por uma causa maior.

“Sou é contra o princípio de se dizer que um Partido dominado pelos intelectuais é dominado pelo proletariado. Porque não é verdade. É essa a primeira mentira, depois vêm as outras. Deve-se dizer que o Partido é dominado por intelectuais revolucionários, que procuram fazer uma política a favor do proletariado. Mas começa-se a mentir ao povo, o qual bem vê que não controla nada o Partido nem o Estado e é o princípio da desconfiança, à qual se sucederá a desmobilização.”

Até logo!

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