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Guia simples e prático sobre orações subordinadas

Olá,

Na hora de fazer uma prova, uma coisa que costuma gerar dificuldade é classificar as orações, principalmente pelo fato de serem muitas. Neste artigo, elaboramos um guia simples e prático sobre orações subordinadas. Continue lendo e não erre mais na hora de classificar uma oração.

Orações subordinadas

As orações subordinadas são aquelas que são dependentes umas das outras, ou seja, elas se completam.

Veja a seguir cada uma delas:

Orações subordinadas substantivas

orações subordinadas

Fonte: Reprodução

As orações subordinadas substantivas exercem funções sintáticas em relação a uma outra oração, que chamamos de principal. Como exercem uma função sintática, são classificadas de acordo com a função que exercem. São elas:

  • Subjetiva: exerce função de sujeito em relação à oração principal.

Ex.: É verdade que estou com muita fome.

Perceba que a oração principal (é verdade) não possui sujeito. O sujeito da oração principal é a oração que vem após ela (que estou com muita fome).

  • Predicativa: exerce função de predicativo do sujeito em relação à oração principal.

Ex.: A verdade é que estou com muita fome.

Perceba que a oração principal (a verdade é) termina em um verbo de ligação (é), faltando, portanto, o predicativo do sujeito. A oração que estou com muita fome exerce a função de predicativo do sujeito, portanto ela é uma oração subordinada predicativa.

  • Objetiva direta: exerce função de objeto direto do verbo da oração principal.

Ex.: Eu sei que Mathias viajou ontem à tarde.

Perceba que a forma verbal sei, que está na oração principal, é um verbo transitivo direto. O termo que exerce a função de objeto direto desse verbo é a oração subordinada objetiva direta que Mathias viajou ontem à tarde.

  • Objetiva indireta: exerce função de objeto indireto do verbo da oração principal.

Ex.: Eu necessito de que você me conte a verdade.

A oração principal eu necessito apresenta um verbo transitivo indireto (necessito). O termo que exerce a função de objeto indireto desse verbo é a oração de que você me conte a verdade.

  • Completiva nominal: exerce função de complemento nominal de um nome presente na oração principal.

Ex.: Tenho medo de que você não me conte a verdade.

A oração principal tenho medo termina com um nome que exige um complemento nominal. O termo que exerce a função de complemento nominal é a oração de que você não me conte a verdade.

  • Apositiva: exerce função de aposto em relação à oração principal.

Ex.: Exijo apenas uma coisa: que você me conte a verdade.

Perceba que a oração que você me conte a verdade exerce a função de aposto da oração principal (exijo apenas uma coisa).

Orações subordinadas adjetivas

As orações subordinadas adjetivas têm valor de adjetivo, e exercem função de adjunto adnominal em relação a um substantivo ou pronome antecedente. São elas:

  • Restritivas: servem para restringir um termo antecedente em relação a um grupo. Não vêm isoladas por vírgula.

Ex.: Os meninos que estavam atrapalhando a aula foram expulsos da sala.

Perceba que a oração que estavam atrapalhando a aula exerce a função de adjunto adnominal em relação ao termo meninos. Como são apenas os meninos que atrapalhavam que foram expulsos, a oração é restritiva, pois não se refere ao todo, e, portanto, não deve ser isolada por vírgula.

  • Explicativas: servem para acrescentar uma informação sobre um termo antecedente, ou para generalizar. Portanto, quando se trata de um grupo de seres, a oração subordinada adjetiva explicativa se refere a todo o grupo. Esse tipo de oração vem sempre isolado por vírgula.

Ex.: Deus, que é pai, terá piedade de sua alma.

Os homens, que carregam dentro de si o bem e o mal, devem ser sábios em suas escolhas.

No primeiro exemplo, a oração que é pai, explica algo sobre o termo antecedente (Deus).

No segundo exemplo, temos uma oração subordinada explicativa pois nos referimos a todos os homens, passando a ideia de que todos carregam o bem e o mal.

Orações subordinadas adverbiais

As orações subordinadas adverbiais funcionam como adjunto adverbial da oração principal. Portanto, sempre vão indicar uma circunstância em relação à oração principal. São classificadas de acordo com a circunstância que indicam. Confira todas no quadro abaixo:

Tipos de orações adverbiais Circunstância / sentido Principais conjunções Exemplos
Causal Causa Porque, como, visto que, já que, uma vez que Como estava chovendo muito, cheguei atrasado.
Comparativa Comparação Como, que, do que, tal qual, quanto (após tanto ou tão), assim como, bem como Marcelo é tão chato quanto Pedro.
Concessiva Concessão, contraste Embora, conquanto, ainda que, mesmo que, se bem que, por mais que Embora esteja chovendo, vou à praia.
Condicional Condição Se, caso, contanto que, salvo se, a menos que, a não ser que Se eu tivesse dinheiro, compraria um carro novo.
Conformativa Conformidade, concordância Conforme, segundo, como Fiz o trabalho conforme o professor pediu.
Consecutiva Consequência Que (precedido por tal, tão, tanto ou tamanho), de forma que, de modo que Chorou tanto, que seus olhos ficaram vermelhos.
Final Finalidade Para que, a fim de que, que, porque ( = para que) Cheguei mais cedo para que pudéssemos preparar as coisas.
Proporcional Proporção À proporção que, à medida que, enquanto À proporção que envelheço, menos sentido vejo nas coisas.
Temporal Tempo Quando, antes que, depois que, até que, logo que, desde que que Quando cheguei em casa, minha esposa já estava dormindo.

 

Orações subordinadas reduzidas

Chamamos as orações vistas acima de desenvolvidas, porém as orações subordinadas podem também se apresentar de forma reduzida.

Uma oração subordinada é reduzida quando não apresenta conjunção e seu verbo aparece em uma forma nominal (infinitivo, gerúndio, particípio).

Ex.:  Eu gosto de estudar.

Chegando em casa, irei jantar.

No primeiro exemplo, a oração de estudar exerce a função de objeto indireto da forma verbal gosto. Perceba que essa oração não é introduzida por conjunção e seu verbo está no infinitivo. Portanto, a oração de estudar é uma oração subordinada substantiva objetiva indireta reduzida de infinitivo.

No segundo exemplo, a oração chegando em casa é uma oração adverbial temporal, pois indica quando que irei jantar (tempo). Como está sem conjunção e seu verbo está em uma forma nominal (gerúndio), ela será uma oração adverbial temporal reduzida de gerúndio.

Conclusão

Você viu neste artigo todas as orações subordinadas (substantivas, adjetivas e adverbiais). Agora, que tal testar seus conhecimentos resolvendo os exercícios abaixo?

Um grande abraço, e até a próxima!

Exercícios

1 – (UF-PA) Há no período uma oração subordinada adjetiva:

a) Ele falou que compraria a casa.

b) Não fale alto, que ela pode ouvir.

c) Vamos embora, que o dia está amanhecendo.

d) Em time que ganha não se mexe.

e) Parece que a prova não está difícil.

 

2 – PUC – SP

Considere a palavra destacada neste período:

“E há poetas míopes que pensam que é o arrebol”.

Ela introduz, respectivamente, orações:

a) subordinada substantiva completiva nominal e subordinada substantiva objetiva direta.

b) subordinada substantiva objetiva direta e subordinada substantiva predicativa.

c) subordinada adjetiva restritiva e subordinada adjetiva explicativa.

d) subordinada substantiva predicativa e subordinada substantiva objetiva direta.

e) subordinada adjetiva restritiva e subordinada substantiva objetiva direta.

 

3 – (Ita 2002) Tem gente que junta os trapos, outros juntam os pedaços. O QUE, empregado como conectivo, introduz uma oração:

a) substantiva.

b) adverbial causal.

c) adverbial consecutiva.

d) adjetiva explicativa.

e) adjetiva restritiva.

 

4 – (Ufam) Assinale a opção em que está incorreta a classificação da oração grifada:

a) A estrela brilhava no eterno azul como uma vela. (subordinada adverbial comparativa)

b) A Lua dizia que a claridade do Sol resumia toda a luz. (subordinada substantiva objetiva direta)

c) Como estava enfarado de sua enorme e desmedida umbela, o Sol invejava o vaga-lume.

(subordinada adverbial causal)

d) A Lua admirava a auréola de nume que o sol ostentava. (subordinada adjetiva restritiva)

e) Enquanto bailava no ar, o inquieto vaga-lume fitava com ciúme da estrela. (subordinada adverbial proporcional)

 

5 – (IMA) Temos uma oração subordinada adverbial concessiva em:

a) Se eu tivesse dinheiro, compraria hoje um carro.

b) Fizemos a consulta, conforme a solicitação dos auditores.

c) Enquanto a mídia entrevistava o especialista, os telespectadores assistiam impávidos.

d) O especialista não concordará com sua opinião, por mais que você insista.

 

Gabarito

1 – D

2 – E

3 – E

4 – E

5 – D

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