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Guia do repetente: Dez dicas para quem não passou de ano

Olá leitores do Canal do Ensino,

Dez dicas para quem não passou de ano, mas decidiu aprender com a experiência e virar o jogo.

Seus medos se confirmaram e você vai ter que cursar novamente a mesma série? Não se desespere nem se sinta a pior pessoa do mundo por isso. Mesmo sendo um momento em que os sentimentos são confusos e muito variados, o que inclui o medo de perder os amigos, tristeza por ter decepcionado os pais, raiva e baixa autoestima, nem tudo está perdido, e você pode, sim, tirar lições positivas dessa experiência. A LOVETEEN, com a ajuda da professora Denise Giancoli, foi atrás de dez dicas para ajudá-la a superar essa situação. Confira!

1. O primeiro passo é se perguntar onde foi que as coisas saíram erradas. Estudou de menos? Faltou concentração e disciplina? Ou suas dificuldades são maiores, como problemas com adaptação a um novo colégio? Uma vez compreendido o problema, previna-se para o novo ano!

2. Errar faz parte do conhecimento. Ter ficado todas aquelas noites até de madrugada no orkut e no MSN, enquanto o livro de física permanecia fechado em cima da mesa, pode ter sido um erro, mas que tal enxergar como um aprendizado?

3. Aprender a dosar obrigações e lazer é essencial para não passar por isso de novo. Tem hora para tudo e a organização existe para permitir a você os prazeres da vida. Saiba inserir no seu dia-a-dia o hábito de sentar, estudar, realizar as tarefas. Dá tempo de fazer isso e de se divertir!

4. Ao longo do ano, a maioria das escolas dá indícios ao aluno de que talvez ele não passe, seja com conversas, seja com notas baixas. Não deixe para tomar uma providência só aí. Não consegue se organizar sozinha? Peça ajuda para os pais e o orientador da escola. Assuma suas dificuldades.

5. Não encare a repetência como uma punição, mas como chance de retomar o conhecimento não adquirido. Passar de ano pode significar maior dificuldade em acompanhar o ano seguinte.

6. Contar pontos no estilo “tirei 4, preciso de mais 1”, tira o foco do que importa, que é aprender!

7. Jamais acumule dúvidas. Não entendeu? Experimente levantar a mão e perguntar na hora. Ou aborde o professor na saída. Ele está ali para ajudar.

8. Distúrbios como déficit de atenção e dislexia influenciam no aprendizado. Nesse caso, são necessários o envolvimento da família e a ajuda de especialista. Já existe uma lei que estabelece que as escolas precisam atender esse aluno de forma particularizada.

9. Mudar de escola pode ser bom. Em alguns casos, problemas de adaptação com o método utilizado atrapalham. Mas não use isso como desculpa! Se for o seu caso, converse com seus pais.

10. Repetir de ano pode ser um bom parâmetro para checar como anda cuidando das suas coisas e tentar reverter a situação a seu favor. Faça planos otimistas!

A opinião de quem está passando por isso

“Eu acho que já esperava por isso, pois não estava me dedicando como deveria. Eu ligava mais para os Jonas Brothers e o Joe Brooks do que para os estudos. Minha mãe tentou me avisar, mas eu não ouvi e acabei não passando. Receber a notícia não é nada bom, você fica assustada, com medo, e coloca a culpa em todo mundo, menos em você. Mas depois você percebe que a culpa é toda sua e de mais ninguém. Quem está estudando não são os professores nem seus pais, é você. Vou me esforçar e me dedicar porque não quero atrasar mais um ano. Não faço ideia do que esperar no novo 9º ano. É estranho lidar com alunos mais novos que eu, sei lá. Mas acredito que fazer tudo de novo vai me fazer amadurecer.”, declarou a estudante Heloísa, de 14 anos.

Um abraço e até a próxima

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comentários (1)

  • Ana

    O artigo é interessante para alunos maiores que já tem um certo grau de autonomia sobre o seu aprendizado, Acho que faltou um foco maior na questão das dificuldades reais de aprendizagem. Culpabilizar a criança porque “não estudou o suficiente” pode ser uma saída fácil para os pais, que não querem enxergar que aquela criança pode estar lidando com uma dificuldade mais profunda.

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