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Formação bilíngue: veja na prática como funciona

Olá, leitor!

Se uma faculdade é tão importante para conseguir boas oportunidades, não podemos nos esquecer de mencionar a importância do conhecimento de uma língua estrangeira.

Sim, cada vez mais as empresas estão de olhos naqueles profissionais que falam mais de uma língua, e isso torna o seu currículo um diferencial. Por isso, a formação bilíngue tem ganhado destaque nos últimos anos.

Mas você sabe o que é a formação bilíngue e como ela funciona?  Nós explicamos para você. Continue lendo o texto para saber mais!

Como funciona uma escola bilíngue?

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Muito tem se questionado a importância que a língua estrangeira tem para o currículo dos estudantes e dos futuros profissionais. Dessa forma, a formação bilíngue se destacou nos últimos anos.

Primeiro, vale destacar que uma escola bilíngue é diferente de uma escola de idiomas. Isso precisa ficar bem compreendido! O que é então uma escola bilíngue?

A escola bilíngue tem como foco proporcionar aos seus alunos as competências necessárias para usar duas ou mais línguas na escola, especificadamente no cotidiano das relações educacionais, como também sociais.

Quando o aluno faz uma Formação bilíngue na escola, ele não irá apenas ter o ensino de novos idiomas, e sim estes idiomas serão ensinados em diversas matérias que são repassadas aos alunos diariamente. Pode ser o ensino de inglês e português ao mesmo tempo, por exemplo.

Assim sendo, na escola bilíngue segue-se o currículo brasileiro, mas com um segundo idioma inserido no contexto do dia a dia da criança, ou seja, no ensino das matérias.

Nem sempre o foco da escola bilíngue ou até mesmo dos pais que colocam seus filhos nesta escola é pensar em um futuro brilhante, mas também uma preocupação com as diferenças interculturais, e o seu próprio ensino.

Qual a idade certa para entrar?

Não há uma idade certa, mas quanto antes à criança estiver inserida no contexto bilíngue, maior será a sua exposição ao idioma estrangeiro. Mais fácil fica o processo de ensino e alfabetização.

Neste sentido, tem escolas bilíngues recebendo alunos cada vez mais cedo. Existem até berçários bilíngues no Brasil, para bebês a partir de três meses. Logo, este ensino deve ser de forma lúdica e integrada ao aprendizado dos demais conteúdos.

Se pensado no futuro, ter uma formação bilíngue acaba facilitando o estudante que se torna adulto depois. Mesmo que ele irá ingressar em um curso de idiomas, este terá muito mais facilidade com a língua, podendo diminuir o seu tempo de estudo.

Vale a pena a criança ter formação bilíngue?

Hoje é cada vez mais comum crianças com 3 anos de idade já falarem dois idiomas. Claro que não há problema algum nisso. A inserção de novas línguas no cotidiano da criança, a capacita para futuramente ter boas oportunidades, não apenas no campo profissional, ou até mesmo quando for viajar.

Além disso, também favorece o raciocínio do aluno ao aprender, tornando-o mais capaz de desenvolver ideias, solucionar problemas. Até porque, a mente da criança aprende rápido, mesmo que no início faça confusões.

Para os pais que tem dúvidas quando a inserir a criança em uma escola bilíngue, estes devem ver quais os seus anseios comparados à criação da criança. Eles precisam ter a clareza de que as crianças vão passar a maior parte do seu dia na escola e não apenas um turno como ocorre na maioria das escolas regulares.

Neste sentido, irão ficar um período maior de tempo nas escolas, mas aí vai depender do posicionamento dos pais em relação a essa escolha.

Os especialistas também esclarecem que os pais não podem pensar que essa é uma forma difícil de estudar, ou que irá desafiar o estudante. Sempre é válido lembrar que as crianças quanto menores são, mais facilidade tem de aprender.

Uma pesquisa feita por Instituições como a da Concordia University, York University e Université de Provence, e que foi publicado no periódico acadêmico Journal of Experimental Child Psychology apontou os benefícios dessa prática que é a formação bilíngue.

De acordo com a pesquisa, crianças bilíngues não apenas não confundem os dois idiomas que aprenderam como tendem a se focar mais em tarefas e a desenvolver uma atenção melhor do que seus pares monolíngues.

Como é a escola bilíngue no Brasil?

É válido esclarecer que no Brasil não há regulamentação para o ensino bilíngue. Por isso é bem normal que os métodos e sistemas variem muito.

Essa variação se aplica desde dar todos os dias aulas de um segundo idioma, até dias inteiros ou disciplinas inteiras ministradas em “não português”.

Quando os pais forem escolher uma escola bilíngue para os seus filhos, os especialistas afirmam que a escola deve ser sempre avaliada como um todo. Isso porque sabemos que não são dois ou três idiomas que irão formar um indivíduo, há todo um contexto por trás. Por isso, a escolha deve ser feita com muita calma e cuidado.

Qual a formação dos professores?

Os professores que ensinam as matérias na língua estrangeira precisam falar uma determinada língua. Quanto maior a proficiência do professor, melhor para o aluno, pois ele aprenderá as formas mais utilizadas da língua.

Os professores precisam ter experiência, mas não tem a obrigação de serem nativos na língua. Além de ter a formação bilíngue, precisam ensinar na prática a metodologia para as crianças, e ter paciência para compreender o tempo de aprendizado de cada um.

Qual a metodologia usada na formação bilíngue?

Claro que a metodologia também pode variar muito nas escolas. Mas sabemos que ao lidar com a criança é necessário tempo, dedicação e metodologia adequada.

Por isso as escolas precisam inovar também. Não vai adiantar se somente o professor falar outra língua o tempo inteiro, é preciso que o aluno também fale. Por isso, indica-se o compartilhamento de ensino em seminários, trabalhos em grupo, conversas individuais com professores, entre outros trabalhos.

Lembrando que deve ser uma metodologia diferente para cada idade e fase da criança.

Vários métodos podem auxiliar. Indica-se a inserção do uso de livros de literatura, filmes, jogos, sites, músicas. Tudo isso contribui para o aprendizado, e para que ele também fique leve e não algo pesado na rotina da criança.

A escola bilíngue deve oferecer oportunidades tanto de aprendizado, como de interação. Também não adianta encher o dia a dia dos alunos com atividades obrigatórias e deixar de lado a interação com os colegas.

Outra questão é a carga horária. No Brasil de acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, além de determinações do MEC e dos conselhos estaduais de educação, a carga horária mínima é de 200 dias letivos. Ou seja, as escolas bilíngues devem seguir essa regra.

Por isso, para dar conta do ensino de outras em línguas nas matérias, é preciso à implantação do turno integral ou semi-integral, garantindo ao aluno tempo para estudo nas duas línguas.

Vai atrapalhar o ensino da criança?

Por ser uma prática de ensino nova ainda no país, muitos pais acreditam que a formação bilíngue pode atrapalhar o ensino das crianças e segundo os especialistas isso não ocorre. E há vários motivos que explicam isso.

Um deles é que o cérebro humano é capaz de aprender diversos idiomas e armazená-los de forma que cada um seja acessado independentemente quando estimulado, ou seja, achar que as crianças vão ficar confusas, ou isso vai atrapalhar o seu desenvolvimento é de fato, um mito.

Claro que a criança pode acabar misturando os dois idiomas, e isso é bem normal de ocorrer. Outro mito é achar que a formação bilíngue pode causar traumas e constrangimento nas crianças. Isso não acontece. Por isso, indica-se ensinar de forma lúdica, leve e divertida.

A família neste caso precisa compreender que a criança vai ficar mais tempo na escola. Mas se essa for à escolha dos pais, é bom saber qual é a dosagem do tempo certo. É importante perceber se além da formação bilíngue não está ocorrendo uma sobrecarga de ensino de outras atividades, fora e dentro da escola.

Até porque é sempre válido lembrar que a criança precisa brincar muito, ela não tem a necessidade de ter uma agenda lotada com diversas atividades assim como os adultos, isso apenas vai gerar ansiedade na criança. E vamos ser bem sinceros que os consultórios psicológicos estão cheios de crianças pequenas que tem transtorno de ansiedade.

Não é que a formação bilíngue cause algum transtorno de ansiedade nas crianças, mas avaliar para ver se a agenda de horários e atividade da criança não está muito lotada e ela está brincando pouco. O aprender nesta fase precisa ser mais lúdico e ela não tem a obrigação de saber tudo.

Na hora de escolher uma escola com formação bilíngue, é interessante observar se ela prioriza para este ensino e se realmente vai conseguir trazer oportunidades aos alunos para o desenvolvimento do bilinguismo.

Para quem tem dúvidas, vale esclarecer que não há uma idade certa, mas sim uma idade em que a língua é tratada com mais naturalidade, e isso vai depender muito da criança e a forma como os pais se relacionam com os seus filhos.

 Até mais!

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