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Educação Inclusiva: tudo o que você precisa saber

Olá, leitor!

As escolas recebem diversas crianças, com idades, fases e necessidades diferentes. Por isso, é  fundamental preparar este espaço para proporcionar uma educação inclusiva, algo que ainda é um desafio no Brasil. Assim, fizemos este texto para te ajudar a saber mais sobre este tipo de educação, qual a sua importância e como implantá-lo. Acompanhe!

O que é educação inclusiva?

Educação inclusiva

Fonte: Reprodução

De forma prática, podemos dizer que a educação inclusiva é aquela que recebe todos os alunos em classes regulares adequadas à idade, nas quais eles têm apoio para aprender e participar da vida escolar.

Portanto, a educação inclusiva acontece dentro de instituições de ensino, onde estudantes de diferentes origens e habilidades têm acesso às mesmas atividades, como aulas, excursões, grêmios estudantis, jogos esportivos e peças de teatro. Assim, eles não são separados pelas suas diferenças, mas sim agrupados para que possam se desenvolver juntos.

Dessa forma, a educação inclusiva garante um ensino de qualidade para todos os alunos, atendendo às suas necessidades individuais de forma receptiva, respeitosa e solidária, que visa diminuir as barreiras que podem levar à exclusão.

Este tipo de educação também abrange o desenvolvimento de escolas, salas de aula, programas e atividades para que todos os alunos aprendam e participem juntos, inclusive aqueles que possuem algum comprometimento físico ou mental.

Além disso, é preciso preparar as outras crianças, ensiná-las a conviver em grupo, respeitando as particularidades de cada uma, suas qualidades e defeitos. Os professores devem estar treinados para propor atividades que possam integrar os estudantes sem gerar disputas e rivalidades.

Como os professores podem trabalhar a educação inclusiva?

Não existe uma receita pronta para tornar uma escola inclusiva. Todos precisam cooperar, desde o governo, com incentivos financeiros, até funcionários, professores e familiares. Questões cognitivas e motoras devem ser discutidas de forma lúdica e criativa, para que a diferença não seja motivo de exclusão.

Assim, são escolas que adotam a educação inclusiva aquelas que têm padrões éticos de liderança, possuem organização, trabalham em equipe, contam com funcionários habilitados e usam práticas inovadoras e flexíveis que respondem às necessidades dos alunos.

Atividades inclusivas que podem ser realizadas dentro da escola

Para incluir os alunos no ambiente escolar, várias atividades são indicadas, por exemplo:

  • Permitir que cada aluno participe plenamente do ambiente de aprendizado;
  • Proporcionar um clima positivo, promover um sentimento de pertencimento e assegurar o progresso de cada aluno em direção a objetivos pessoais, sociais, emocionais e acadêmicos;
  • Atender às necessidades individuais de aprendizagem, fornecendo níveis adequados de apoio e aplicando práticas e princípios centrados no aluno;
  • Promover um ambiente de aprendizado comum, onde a instrução é projetada para ser entregue a alunos com habilidades variadas.

E não são apenas essas atividades que vão garantir um espaço inclusivo e democrático. Outros elementos importantes são:

  • Uso de assistentes de ensino ou especialistas: esses profissionais podem ajudar os professores a atender às necessidades de todos os alunos.
  • Currículo inclusivo: um currículo inclusivo abrange temas relevantes e contribuições de grupos marginalizados e minoritários. Evita narrativas com visões binárias sobre o bem e o mal e é flexível à aprendizagem de crianças com necessidades especiais.
  • Envolvimento dos pais: em um sistema escolar inclusivo, é preciso manter um contato com os pais dos alunos que vá além de e-mails e reuniões.

O que precisa acontecer para avançar na educação inclusiva?

Apesar de haver muitos exemplos positivos espalhados pelo país, o Brasil ainda está longe de um padrão ideal de educação inclusiva. Abaixo destacamos algumas questões importantes para que este tipo de educação seja adotado amplamente. Confira:

  • Garantir que os educadores tenham treinamento, flexibilidade e recursos para ensinar alunos com necessidades e estilos de aprendizado diferentes;
  • Garantir que as escolas recebam apoio financeiro adequado e sustentável para que suas atividades sejam totalmente inclusivas;
  • Envolver os pais no processo de aprendizado dos filhos;
  • Permitir que educadores regulares e especiais, assistentes sociais, pais e alunos trabalhem juntos e façam da educação inclusiva uma demanda compartilhada;
  • Responsabilizar os governos pela implementação de leis e políticas para remover as possíveis barreiras entre os alunos.

A importância da educação inclusiva

Em um ambiente inclusivo, o sentimento de segurança e pertencimento é de extrema importância para o desenvolvimento da criança, tornando-a uma pessoa consciente e responsável. A educação inclusiva também melhora a qualidade de vida das comunidades e contribui para a redução de atitudes discriminatórias.

No Brasil, nos últimos anos, passos relevantes foram tomados em direção a um ambiente educacional inclusivo. Em 2008, foi elaborada a Política Nacional da Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, que define princípios a serem implantados para garantir a escolarização regular e o Atendimento Educacional Especializado para todos os alunos.

Na educação inclusiva, todos têm os mesmos direitos, respeitando o ritmo de aprendizagem e as individualidades de cada um.

E então? O que você achou do nosso artigo sobre educação inclusiva? Deixe sua opinião nos comentários!

Bons estudos e até logo!

Para saber mais sobre os tipos de educação, clique aqui!

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