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Cultura maker na educação básica: como aplicar

Olá, leitor!

Você sabe o que é cultura maker?  Iremos falar mais a você sobre essa tendência educacional. É fato que a busca por informações hoje é muito mais fácil do que há 20 anos.

E com isso, a própria forma de ensinar se modificou. Os cursos EAD já são exemplos decorrentes dessa transformação que a tecnologia nos permitiu. Hoje é possível fazer um curso online que é oferecido por uma universidade do exterior!

Não é mesmo uma mudança significativa? E a cultura maker traz também diversos benefícios relacionados ao uso tanto para os estudantes, quanto para as instituições de ensino. Você quer saber como aplicar e o que é? Então continue lendo o texto.

O que é cultura maker?

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É fato que a cultura maker está muito direcionada e consolidada a uma cultura para aqueles que são uns entusiastas de tecnologia e da inovação.

Para compreender melhor, a palavra Maker, vem do inglês, significa ‘’fazer’’ e tem uma relação direta com o termo faça você mesmo (ou do inglês DIY ou do it yourself).

O que resume a cultura maker? É a ideia principal de que as pessoas podem “criar, consertar e alterar objetos e produtos com suas próprias mãos”.

Mesmo que essa definição lhe pareça familiar, cada vez mais tem se falado e questionado sobre o movimento de fazer as coisas, aliado à tecnologia.

O propósito deste movimento vai ao encontro de reaproveitar algo, ou compartilhar, o que já vem fazendo a cultura de colaboração.

O movimento é bem semelhante àquela lógica do “faça-você-mesmo”. No entanto, o movimento maker normalmente é atrelado a projetos de eletrônica e robótica, enquanto o faça você mesmo engloba qualquer tipo de produto.

Para exemplificar mais o conceito, em um artigo publicado em 2013,  Brit Morin, do Huffington Post, define a posição dos makers: “makers continuarão atuando em campos que vão de alimentos a artesanato e tecnologia. Juntos, eles vão se empurrar para frente para inventar e construir coisas novas e inovadoras. Muitas tecnologias que irão impulsionar esta crescente população ainda não foram construídas”.

Quais são os valores do movimento maker?

No livro The Maker Movement Manifesto, o autor Mark Hatch elenca alguns pontos do que é ser um maker. Afinal, a cultura vai muito além do fazer. Ele separa o manifesto em nove categorias. São elas:

Fazer

 “Fazer é tão fundamental que o significado de ser humano”, diz. Para ele, precisamos fazer, criar e nos expressar para nos sentirmos completos.

Compartilhar

“Você não pode fazer e não compartilhar”, diz Mark. Ele explica que compartilhar o que você fez é a maneira de completar o significado do que é ser um maker.

Dar

Mais do que compartilhar, Mark sugere dar o que você fez. “Poucas coisas são mais altruístas e satisfatórias do que dar algo que você fez. “O ato de fazer coloca uma pequena parte sua no objeto. Dar o objeto para alguém é como dar um pedaço de você mesmo”, completa.

Aprender

“Você deve aprender a fazer. Você sempre deve buscar aprender mais sobre como fazer”, diz. Ele sugere que o interessado aprenda sobre novas técnicas, materiais e processos.

Ter as ferramentas certas

Ter as ferramentas corretas para um projeto é essencial para que o projeto dê certo. “As ferramentas nunca estiveram tão baratas e fáceis de usar”, afirma.

Brincar ou experimentar

Ao brincar ou experimentar com o que você está fazendo, será possível se surpreender, empolgar-se e se orgulhar de suas descobertas.

Participar

Integrar o movimento maker ao comparecer em seminários, festas, eventos e espaços traz conexões importantes.

Apoiar

Como todo movimento, a cultura maker também precisa de apoio — seja ele financeiro, político, emocional ou intelectual.

Mudar

“Abrace a mudança que irá ocorrer naturalmente na sua jornada maker”, diz. Até por isso, Mark sugere que qualquer um mude o manifesto inteiro, caso queira. “Esse é o ponto do movimento maker”, afirma.

Como aplicar a cultura maker na educação básica?

A cultura Maker aplicada à educação pode ser a solução de vários problemas que temos em nossas salas de aula. E são vários motivos para apostar na cultura maker.

Primeiro que há um número significativo de alunos desmotivados. Ou seja, muitos não comparecem às aulas, desistem, e os que estão em sala de aula sentem-se obrigados e sem nenhuma vontade de aprender.

Segundo, é que precisamos afirmar que muitas escolas no Brasil ainda trabalham com técnicas antiquadas. O que isso quer diz? Quase tudo que se aprende na escola, não se consegue aplicar fora dela. Há uma pouca relação do conteúdo aprendido com o mundo real.

E infelizmente essa é a realidade e não há como fugir dela. E por isso, muitos pesquisadores que estão ligados a outras pesquisas já vêm afirmando que esse método de ensinar não vai durar por muito tempo, e é possível ver isso no cenário.

A cultura maker aplicada na educação básica vem pra mostrar o que realmente as crianças precisam para se interessar pelas aulas. E essas práticas podem ser desenvolvidas desde o ensino fundamental até o ensino superior.

Para fazer essa cultura maker presente nas escolas serão necessárias diversas mudanças dentro da própria sala de aula. A começar pelo ambiente que é monótono e improdutivo. Depois, aliar o uso da tecnologia (computadores), nas escolas sempre que possível.

O que vai definir a cultura maker na escola é a criação de um ambiente colaborativo de aprendizagem. É deixar de lado o papel do professor autoritário e permitir que crianças também aprendam umas com as outras.

Se isso é fácil? Claro que não! Há tantas mudanças urgentes que precisam ocorrer na escola, mas é preciso mais diálogo para compreender que o modelo de ensino da educação hoje está em crise, e que é preciso ressignificar o seu ensino.

Espaços makers: o que é isso?

Algumas escolas já estão investindo em espaços makers. Neste espaço se tem a possibilidade dos alunos avançarem e ampliarem o seu repertório e conhecimento.

O maior objetivo do espaço maker na educação básica é permitir que os alunos expressem toda a sua criatividade e participam de experiências e projetos interdisciplinares, o que traz inúmeros benefícios a curto, médio e longo prazo.

Não é necessário ter muitas ferramentas para começar a aplicar a cultura maker. O mais importante é começar a introduzir essa cultura dentro da escola. De início, o próprio laboratório de inovação pode se tornar o espaço maker. Nele podem ser inseridos as seguintes ferramentas:

Notebooks, tablets, softwares de programação, projetos e soluções de Robótica, material reciclável, impressora 3D, cortadoras a laser, ferramentas como serrotes, martelos, pedaços de madeira e de plástico. Por enfim, tudo o que possa desenvolver a criatividade nas crianças.

Outra dúvida é o que a escola pode ganhar com isso? E nós respondemos! Muita coisa. Primeiramente porque irá ajudar no desenvolvimento dos alunos e também dos educadores com diferentes experimentações em sala de aula. Essa troca é muito valiosa.

Outro benefício é conseguir construir em uma educação a base da coletividade, e do próprio compartilhamento do conhecimento. Quem já tem a cultura maker na escola garante que há uma melhora na relação entre professores, pais e alunos.

Os alunos não são obrigados apenas a compreender a matéria obrigatória, mas aprender e desenvolvere o seu raciocínio lógico, criatividade e empreendedorismo dos alunos. Isso é fundamental, pois capacitam os alunos a se tornarem mais autônomos.

E mais, toda essa tecnologia a disposição não pode apenas ficar na teoria. Apenas com a prática é possível conseguir trabalhar com as habilidades do século XXI. 

Benefícios da cultura maker na escola

  • Os alunos são desafiados a participar de projetos e construir suas próprias criações. De certa forma isso os estimula a se tornarem criativos para lidar com as diversas situações fora da sala de aula;
  • São estimulados em relação à sua criatividade, autonomia e protagonismo. Aqui o importante é pensar fora da caixa e buscar soluções aproveitando ao máximo os recursos disponíveis. Mesmo que não haja muitos recursos na escola, é interessante saber reaproveitar o que já tem;
  • Experimentar algo na prática muda toda a percepção sobre a aprendizagem dos estudantes, que se tornam mais ativos em todo o processo. E isso pode-se perceber fora da sala de aula. Formar alunos empreendedores comunitários e não apenas profissionais que se tornam funcionários de uma empresa;
  • Aulas colaborativas deixam alunos mais interessados nas disciplinas curriculares. Quando eles trocam suas ideias e dúvidas em conjunto fica mais fácil compreender o assunto;

Compreendeu a importância da cultura maker na escola? Há muitos recursos disponíveis para deixarmos estes alunos mais interessados em aprender e com essas ferramentas e literalmente colocar ‘a mão na massa’.

Não adianta apenas conteúdos teóricos que não engajam os alunos, e estes não sabem fazer a conexão com a vida fora da sala de aula. Uma cultura maker na escola permite desenvolver diversos talentos, pois sabemos que cada um tem as suas habilidades e na escola podemos desenvolvê-las.

Produzindo em sala de aula, permitindo a troca de conhecimento, possibilitando a colaboração. Somente assim, é possível desfazer este cenário da educação atual e auxiliar para a descoberta de novos talentos dentro da sala de aula.

Até logo!

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