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Conheça os 4P’s da aprendizagem criativa

Olá, leitor!

Projetos. Parcerias. Paixão. Pensar brincando. Esses são os 4P’s da aprendizagem criativa, método focado em despertar a curiosidade dos alunos, permitindo que eles usem a criatividade e realizem atividades práticas.

A aprendizagem criativa pode ocorrer em todas as disciplinas da grade curricular e tem o objetivo de ajudar os estudantes a utilizarem o que aprendem na escola para solucionar, de forma prática, situações de seu cotidiano. No artigo de hoje, abordaremos detalhadamente a aprendizagem criativa e traremos dicas sobre como levar esse método para a sala de aula. Acompanhe!

O que é aprendizagem criativa?

4ps da aprendizagem criativa

Fonte: Reprodução

O conceito de aprendizagem criativa foi desenvolvido pelo professor Mitchel Resnick (1956-), inspirado nas ideias do matemático e educador Seymour Papert (1928-2016), um dos fundadores do MIT (Massachusetts Institute of Technology) MediaLab, centro interdisciplinar de pesquisa. Papert  fundamentou sua teoria nos conceitos de Jean Piaget (1896-1980), educador suíço, defensor do conhecimento não como transmissão, mas sim como construção.

Papert propôs que a aprendizagem é mais eficiente quando envolve experimentação, criatividade, colaboração e incentiva os alunos a trabalharem com situações práticas. Segundo essa abordagem, os estudantes aprendem melhor quando percebem que estão gerando conhecimento significativo para eles e para a sociedade.

Em alguns casos, a aprendizagem criativa está relacionada com a tecnologia. Seymour Papert, na década de 1960, sugeriu que as crianças utilizassem um computador para aprender conceitos de matemática e foi o criador da Logo, primeira linguagem de programação destinada aos pequenos.

Os 4P’s

A aprendizagem criativa é representada como uma espiral, na qual o primeiro passo é imaginar. Por meio da imaginação, o aluno tem ideias e decide criar alguma coisa. A criação deve ocorrer em um ambiente lúdico, que permita a participação de todos e gere reflexões importantes. Essas observações, por sua vez, estimularão novamente a imaginação do estudante, que terá ideias para outras ações.

A criatividade está sempre presente e os resultados são aprimorados constantemente, por meio dos apontamentos de cada pessoa. Esse processo pode ser dividido em quatro pilares, os 4P’s: project, passion, peers, play, em inglês, traduzidos como projeto, paixão, parcerias e pensar brincando.

O primeiro P, projeto, engloba o planejamento do que será criado e dos recursos que serão utilizados. Os alunos precisam ter liberdade para construir o que desejarem; é aqui que surge o P de paixão.

A atividade será ainda mais proveitosa se contar com a colaboração de outras pessoas (parcerias), que darão sugestões e feedbacks. Ao construírem sua criação, os estudantes devem atuar de modo lúdico, sentindo-se livres para experimentar (pensar brincando).

Como levar a aprendizagem criativa para a sala de aula?

É fundamental levar a aprendizagem criativa para a sala de aula. Cada vez mais, a visão crítica e a capacidade de encontrar alternativas inovadoras são cobradas pela sociedade e pelo mercado de trabalho. Contudo, para que a abordagem seja recebida com êxito, é importante implantá-la de modo gradual, adaptando aos poucos o atual ambiente acadêmico.

Por exemplo, é possível adotar atividades criativas periodicamente, mesclando-as com os exercícios tradicionais. Se a turma mostrar engajamento e apresentar melhorias no desempenho, as aulas que envolvem aprendizagem criativa podem ser realizadas com mais frequência.

Ao propor as atividades, procure aproveitar da melhor forma os espaços e equipamentos da escola. Entretanto, não seja refém da tecnologia. A questão principal é promover um ambiente no qual os alunos possam exercitar a imaginação, o que não necessariamente está  ligado a aparelhos tecnológicos.

Nessa abordagem, o professor atua tanto como criador de contexto, escolhendo a premissa da atividade, os espaços e materiais utilizados, quanto como facilitador da aquisição do conhecimento, ajudando os alunos a superarem suas dificuldades.

Também é fundamental sugerir exercícios que não limitem a criatividade dos estudantes; todos devem se sentir acolhidos, sem receio de errar. Quanto mais diversos forem os projetos feitos pelos alunos, mais eficiente terá sido a proposta de aprendizagem criativa.

Se você deseja conhecer mais sobre o assunto, esta postagem do site Nova Escola pode ajudar. O texto foi publicado em 2017 e fala sobre os projetos de 10 brasileiros selecionados para participarem do Desafio de Aprendizagem Criativa 2017, no MIT.

E então? O que você achou do nosso artigo sobre essa abordagem educacional? Ficou com alguma dúvida? Tem alguma sugestão? Deixe aqui nos comentários!

Boa aula e até logo!

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