Você está aqui:Home » Dicas » Professores » Conheça o novo conceito da sala de aula invertida

Conheça o novo conceito da sala de aula invertida

Olá professores!

Essa é para professores modernos, que não gostam de perder nenhuma novidade da área da educação. Já ouviram falar no conceito de sala de aula invertida? Trata-se de uma nova metodologia de ensino, criada no exterior (como o nome de flipped classroom), que consiste em inverter a lógica de organização das salas de aula.

Em outras palavras, os alunos aprendem os conteúdos no aconchego de seus lares, por meio de recursos interativos – como videoaulas, games e podcasts. Já na sala de aula, fazem exercícios, tiram dúvidas com os professores e realizam trabalhos e debates em grupos. Tudo trocado!

O método de ensino – que a princípio pode causar estranhamento – é um novo conceito que parece ter vindo para ficar e é cada vez mais usado por professores mundo afora. Que tal experimentar e flippar sua aula?

11 dicas para criar aula invertida

 

1. Não se prenda a regras

Não existe uma fórmula para flippar aulas. Cabe ao professor desenvolver o método da melhor forma possível para que o conteúdo renda. Você pode inverter todas as aulas, intercalá-las com aulas normais ou flippar apenas uma no semestre. Sinta-se livre para experimentar.

2. Não se acomode

Muita gente pensa que adotar o método de sala de aula invertida significa menos trabalho para o professor. Errado! Produzir o conteúdo para os alunos estudarem em casa sozinhos exige muito mais empenho do educador. Os materiais – sejam vídeos, jogos ou textos – precisam ser muito mais claros, uma vez que os estudantes não terão a quem recorrer imediatamente para tirar dúvidas.

Outro mito a respeito da sala de aula invertida é o de que os professores preparam os conteúdos uma única vez e depois passam a repeti-los para as próximas turmas. Nada disso! A metodologia deve ser dinâmica. O professor precisa sentir como os estudantes respondem ao conteúdo preparado para aprimorá-lo cada vez mais. Grande parte da turma levantou uma mesma dúvida? Então, é hora de mudar a forma como o conceito está sendo passado para que o episódio não se repita.

3. Seja sucinto

Assim como se distraem em sala de aula, os alunos também não aguentam ficar muito tempo seguido sentados em frente ao computador em casa. Por isso, prepare vídeos curtos para passar os conteúdos. Pesquisas apontam que filmes com 5 a 8 minutos de duração são ideais. Além disso, é importante fazer uma introdução no vídeo, recapitulando os principais tópicos que foram abordados nas últimas aulas, e uma conclusão, para ajudar os alunos a fixar os conceitos trabalhados no filme.

4. Não faça edições

Gravar vídeos demanda tempo, por isso, poupe esforços na hora de fazer edições. Use, no máximo, os recursos de anotação oferecidos pelo próprio YouTube. Pesquisas apontam que, quando não são editados, os vídeos ficam com uma aparência menos profissional e, por isso, fica mais fácil se aproximar dos alunos. Os estudantes percebem que o material foi produzido exclusivamente para eles, pelo próprio professor, e valorizam mais o trabalho.

5. Não seja a estrela do vídeo

Ao aparecer no vídeo, os professores podem chamar a atenção para um monte de coisa que, naquele momento, não interessa: sua roupa, seu cabelo, a forma como gesticula as mãos… Concentre-se no conteúdo. O ideal é produzir os vídeos filmando, apenas, uma tela branca com tópicos e desenhos referentes à matéria. Para dinamizar, use os recursos de anotação oferecidos pelo YouTube.

6. Valorize o momento do encontro

Na metodologia de sala de aula invertida, ainda mais importante do que produzir bom conteúdo para o aluno acessar em casa, é pensar em atividades que aproveitem cada segundo do encontro dos alunos com o professor em classe. Promova exercícios que estimulem a interação da turma e, também, que fortaleçam a relação dos estudantes com você, educador.

7. Seja prudente

Toda novidade causa estranhamento. Por isso, na hora de propor a metodologia de sala de aula invertida a pais, alunos e direção, vá com calma. Prepare o terreno, argumente muito bem a respeito dos benefícios do novo método de ensino e trace um planejamento para ir introduzindo, aos poucos, o novo conceito na turma. Não espere adesão integral imediata, nem se desanime por isso.

8. Seja simples

Na hora de preparar os conteúdos que os alunos acessarão em casa, apenas, não complique. Opte por aquelas tecnologias convencionais, que as pessoas já estão acostumadas a usar e cujas chances de dar problema são baixíssimas. Nada de escolher um formato de vídeo que exija que os estudantes instalem no computador o programa x, y ou z.

9. Seja interativo

Envolva o aluno durante às videoaulas. Converse com ele, peça para anotar algo, faça uma pergunta… Se gravados de forma impessoal, os vídeos podem passar a sensação de passividade aos estudantes, desmotivando-os.

10. Seja paciente

O conceito de sala de aula invertida é uma grande inovação educacional e, por isso, exige paciência de todas as pessoas envolvidas no processo. Todos ainda estão aprendendo a melhor forma de trabalhar com essa nova metodologia. Por isso, permita-se arriscar, errar, consertar, repensar… Os próprios criadores do conceito, os professores John Bergman e Aaron Sams, admitem ter trabalhado um ano inteiro com o método de flipped classroom até entender o seu real potencial.

11. Mantenha a mente aberta

Ok, você precisa de um plano para começar a implantar o método de sala de aula invertida na turma. No entanto, não se feche para as inúmeras sugestões e possibilidades que vão aparecer durante essa nova caminhada educacional. Aceite críticas e ideias de todas as pessoas envolvidas no processo para que, juntos, possam chegar ao melhor resultado possível.

E aí? Disposto a arriscar a sala de aula invertida e dar uma flippada na sua aula? Experimente.

Boa sorte. Até!

Deixe um comentário

© 2012-2019 Canal do Ensino | Guia de Educação

Voltar para o topo