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Como se preparar para fazer um intercâmbio?

Fazer um intercâmbio é um desejo de muitas pessoas. Contudo, uma etapa muito importante para que esse sonho se realize é fazer um planejamento. Sendo assim, separamos uma série de dicas de como se preparar para fazer um intercâmbio. Confira!

Olá, leitor!

Preparar-se para um intercâmbio não é uma tarefa simples. O aluno que pretende realizar essa experiência deve entender que o intercâmbio requer tempo e dinheiro, então planejamento é fundamental. Seja para melhorar um idioma ou buscar novas oportunidades de trabalho, um ano de preparo é o mais recomendado por quem já passou por isso.

É importante procurar por instituições e agências, tanto públicas quanto privadas e, também procurar por pessoas que passaram por situações parecidas. Veja, a seguir, algumas dicas de como se organizar para aproveitar ao máximo o seu período de intercâmbio.

18 dicas para se preparar para um intercâmbio

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1 – Pesquise os países

Faça uma lista, separando alguns países e leia sobre eles. Se não for o suficiente, pesquise sobre outros. Com o tempo, você vai ter parâmetros suficientes para saber qual se encaixa ao seu perfil. Esta pesquisa fará o aluno ter acesso a informações sobre a legislação de estudo e trabalho nas mais diversas nações, sobre as línguas necessárias ao intercambista em cada país e sobre a margem de preço da vida em cada lugar.

2 – Conheça os programas

É importante destacar que existem várias modalidades de intercâmbio, como o au pair e o work and study, que são os mais recomendados para os que não dispõem de tantos recursos financeiros. Au pair é mais voltado a mulheres e a pessoa fica hospedada na casa de uma família, trabalhando de babá para os filhos desta. O processo é um pouco mais complicado, pois envolve o bem-estar de um menor.

Já no work and study, o aluno matricula-se em um curso e pode trabalhar até um número limitado de estudos para cobrir parte de suas despesas no país. Há ainda o work and travel, mais recomendável para aqueles que possuam um pouco mais de capital disponível.

3 – Defina seus objetivos

O aluno deve ter bem claro que objetivos você deseja alcançar através do intercâmbio. Assim, ele pode começar a definir quais países são mais interessantes para o seu caso, quanto tempo passará fora e o que fará nesse período.

4 – Estude a língua local

Para estudar fora, você provavelmente vai precisar comprovar a sua proficiência na língua em que fará o curso. Nesses casos, um diferencial importante é um certificado internacional na língua, portanto, o aluno deve incluir isso em seu orçamento.

5 – Pense no custo

Depois de o viajante pesquisar e encontrar quais são as melhores opções de intercâmbio para ele, este deve pensar no custo que cada uma delas vai ter. É importante ponderar se a opção mais interessante poderá ser contemplada no orçamento previsto, por isso da lista citada anteriormente.

6 – Faça as contas

Na hora de fazer as contas deve-se lembrar que, mesmo com algum tipo de bolsa, o viajante provavelmente vai precisar de um dinheiro a mais. Deve-se incluir nos cálculos gastos com alimentação, transporte e compras.

7 – Explore outros lugares

Quem faz intercâmbio pode aproveitar o tempo que vai passar em outro país para viajar para cidades ou outros países próximos onde não iria tão facilmente se estivesse no Brasil. Deve-se pensar nesses gastos e organizar um calendário de viagens de feriados ou fins de semana para conseguir visitar todos os lugares que se deseje.

8 – Atenção aos pequenos detalhes

Além de atentar-se para o idioma, a cultura e as taxas de conversão monetária do país que se deseja, uma dica importante é atentar-se ao padrão de tomadas do lugar.

O viajante deve levar, além de um adaptador, uma régua de tomadas ou filtro de linha, para garantir um mínimo de conforto.

Outra dica é saber se a frequência dos seus aparelhos é compatível. Bem como a banda de operação de seu celular. Apesar de muitos países seguirem um padrão, alguns diferem.

9 – Conheça os arredores

Para não chegar lá fora tão perdido, uma boa dica antes de se fazer um intercâmbio  é pesquisar na internet onde fica o mercado mais próximo da casa onde se hospedará e estudar o trajeto que vai fazer todos os dias entre ela e o local de estudo e/ou trabalho escolhido.

O viajante, assim, poderá avaliar se é mais vantajoso ir de ônibus ou de trem, e se existe algum tipo de cartão de transporte que pode vir a dar algum tipo de desconto.

10 – Calcule o espaço

Arrumar as malas pode ser um pouco difícil, já que não será possível levar todas as suas roupas e, tampouco, saber, ao certo, quais são todas as coisas de serão necessárias chegando lá.

Uma dica é avaliar se o que se quer levar (e é útil aqui) realmente vai ser útil lá fora, seja por clima ou estilo de vida. Além disso, é fundamental questionar: o quanto isso que é preciso levar é mais barato no Brasil para justificar o espaço extra que vai ocupar na mala?

Como não dá para levar tudo, o melhor é encher a mala com roupas versáteis, e evitar aquelas as quais são desconfortáveis ou nunca foram usadas.

O estudante deve ter cuidado com o peso da mala para não pagar pela taxa de excesso de peso. Também é importante pensar em viajar com uma bagagem de mão quando for fazer um intercâmbio. Em caso de extravio da bagagem, é a de mão que o salvará até a mala ser localizada.

11 – Separe a documentação

Meses de planejamento podem ir por água abaixo, caso, no dia de uma audiência, avaliação, ou mesmo, no momento de embarque, o intercambista esqueça-se de um documento ou esteja com alguma apresentação incorreta ou desatualizada. E, na maioria dos programas, caso a pessoa passe por essa situação, o valor já investido não é reembolsado.

Além disso, em alguns casos, não será possível se aplicar para um programa de intercâmbio logo em seguida, representando uma perda tanto de tempo quanto de dinheiro para a pessoa.

Abaixo, destacamos os dois documentos mais importantes para quem deseja fazer um intercâmbio:

Passaporte

Não deve-se deixar para tirar o passaporte em cima da hora. O documento tem prazo de seis dias úteis para ficar pronto. Se no decorrer do intercâmbio, o estudante vier a perder o passaporte, ele deve procurar, o mais rápido possível, a embaixada do Brasil no país em que está, pois esta tem valor de território brasileiro em outro país.

O documento também deve ter validade de no mínimo 6 meses para frente da data que está programada a volta do intercambista. Ou seja, um passaporte muito antigo não é muito útil, devendo o estudante sempre mantê-lo atualizado.

Visto

A exigência do visto e o tipo variam conforme o país. Por exemplo, Argentina, Chile, África do Sul, Nova Zelândia e Europa dispensam vistos para estadias de até três meses. É necessário já ter o passaporte para solicitar o visto.

Lembrando que a legislação varia não somente de acordo com o país, mas com a modalidade de intercâmbio e mesmo, de tempos em tempos. As exigências para os vistos para brasileiros nos Estados Unidos, por exemplo vem se tornado cada vez mais rígidas com o tempo.

12 – Escolha bem o curso

Escolas de intercâmbio, em geral, oferecem cursos regulares de idiomas, cursos de idiomas com atividades, cursos de idiomas com foco profissional, cursos de especialização, ensino médio (o popular high school), graduação, pós-graduação, trabalho temporário no exterior e voluntariado. Cabe ao aluno alinhar a escolha do curso de acordo com seus interesses pessoais e profissionais, para evitar um desperdício de seu tempo e dinheiro.

13 – Evite grandes metrópoles

Assim como o país de destino da viagem deve estar de acordo com os interesses profissionais do estudante, a escolha da cidade também é um ponto a ser levado em conta. Para economizar, uma dica é evitar grandes metrópoles.

Essa é uma alternativa também para evitar o contato com muitos brasileiros, já que a intenção deve ser praticar o idioma estrangeiro e não falar português em outro país, um erro que muitos intercambistas mais inexperientes ou inseguros cometem.

14 – Hospedagem

As opções de hospedagem mais comuns entre os estudantes que querem fazer intercâmbio são casas de família, dormitórios ou residências estudantis, apartamentos e hotéis. Em muitos casos, o intercambista pode optar por quarto individual ou compartilhado, o mais indicado para conhecer mais pessoas e praticar seu idioma.

15 – Assistência de viagem e seguro-saúde

Uma exigência para todo intercâmbio é de que o estudante tenha cobertura de saúde durante a estadia no país escolhido. Muito embora todos os países exijam, o nível dessa exigência varia muito de país para país.

Em alguns, um seguro internacional é o suficiente. Para outros, é necessário que se contrate um seguro específico daquele país. Além das opções mais básicas, o estudante pode optar por incluir mais serviços no seguro, como serviços jurídicos e seguros caso tenha de interromper a viagem.

16 – Dinheiro

É sempre bom ter algum dinheiro em espécie ao chegar no país escolhido. Cerca de US$ 200 em mãos é uma quantia razoável. Para o restante, o mais seguro é levar em cartão pré-pago.

17 – Estudo

As escolas de idiomas geralmente fazem um teste no primeiro dia de aula para saber o nível de fluência do estudante intercambista. Para obter um resultado satisfatório, é bom estudar diariamente em casa antes de fazer a viagem. O aprendizado no exterior é intensificado com aulas diárias.

18 – Agência

A agência de intercâmbio deve auxiliar o estudante a conciliar seus objetivos profissionais e pessoas com os cursos disponíveis. No Brasil, as agências recomendadas são as que possuem o selo da Associação Brasileira das Agências de Intercâmbio (Belta).

Até logo!

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