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Como Gabaritar em Português em Concursos: nas Trilhas do Texto e da Gramática

Olá,

Atualmente, as provas de concursos, em geral, têm exigido habilidades cognitivas que vão além da memória, a exemplo da capacidade de interpretar, de sintetizar e de aplicar. No entanto, a memória é o primeiro passo para se chegar às operações mentais mais complexas. Ela nos faz reconhecer conceitos, ideias, regras, imagens.

A compreensão e a interpretação de textos estão em praticamente todos os editais, e abrindo a sequência do conteúdo programático de língua portuguesa. São temas impossíveis de se macetear, uma vez que não cabem em fórmulas por não obedecerem a um disciplinamento rígido, estando vinculadas à subjetividade do elaborador. Porém, é muito importante o candidato reconhecer as tipologias textuais, isto é, identificar num texto traços de narração, descrição, argumentação, exposição e injunção.

É certo que há um visível predomínio de textos argumentativos e narrativos em concursos, como crônicas e artigos de opinião. Ressalte-se, pois, que interpretação de textos é um tópico que deve ser muito mais praticado do que estudado ou teorizado. Nesse caso, a memória não contribui muito para um bom desempenho, mas uma boa prática de leitura traz bons resultados.

Por outro lado, quando o assunto são as normas gramaticais puras, a memória é essencial. É nesse momento que surgem criativos métodos para tornar menos árido e enfadonho o aprendizado das regras. É hora das famosas frases mnemônicas (que facilitam a memorização), das paródias musicais e das analogias, técnicas valiosíssimas para dirimir algumas dificuldades do concurseiro, que lida com um vasto universo de assuntos.

Conteúdos como acentuação gráfica e crase, por exemplo, possuem um amplo arcabouço de regras de ocorrência, não ocorrência e casos facultativos. E, nesses casos, não tem jeito: tem que decorar mesmo. Quando dizemos que são acentuadas as palavras paroxítonas terminadas em “PS” “I” “U” “R” “Ô “N” “UM” “L” “I” “X” “ÃO”, nessa ordem exata, o aluno decora a frase “Psiu! Rã num lixão” e passa a dominar as regras. Já a simples frase “É para um homem dizer, frente a frente, tudo a mulheres” apresenta os casos de não ocorrência de crase, que são: depois de preposição (para); antes de artigo (um); antes de verbo (dizer); em palavras repetidas (frente a frente); antes da maioria dos pronomes (tudo); “a” + palavras plural (a mulheres), pois só haveria crase se tivéssemos “as”, no plural. Outro exemplo de frase criativa são as preposições que introduzem os verbos transitivos indiretos: a, de, em, para, com, por. Essa ordem, pronunciada, cria sonoramente a frase “adiem para compor”.

As sequências acronímicas “CAPI” e “NAVASP” trazem as iniciais das classes gramaticais invariáveis (Conjunção, Advérbio, Preposição e Interjeição) e das variáveis (Numeral, Adjetivo, Verbo, Artigo, Substantivo e Pronome), respectivamente. Esses, entre tantos outros macetes, constituem métodos práticos e funcionais que tornam fácil e dinâmico o aprendizado da matéria, conferindo-lhe graça, singeleza, leveza e colorido. Vale ressaltar, contudo, que essas técnicas são o primeiro passo para um aprendizado a ser consolidado e aprofundado, com vistas a uma aprendizagem mais contextual e reflexiva sobre estruturas e fatos linguísticos.

A maioria das bancas trabalha com a perspectiva da gramatica aplicada aos textos, o que significa a aplicação dos conceitos gramaticais a estruturas dos fragmentos textuais. E as questões de análise gramatical constituem, em média, dois terços do painel de questões das provas. Evidentemente, cada banca tem suas peculiaridades. Há bancas que costumam cobrar mais regras especiais, exceções, “questões de gaveta”; outras abordam mais as regras gerais e sua aplicação em itens analíticos e de julgamento, a exemplo do Cespe, valorizando mais a capacidade de raciocínio.

Uma questão de crase do Cesgranrio, por exemplo, só exige o conhecimento do rol de regras de emprego do acento grave; já nas provas do Cespe, a banca cria itens que analisam e justificam o emprego do acento em partes do texto, para o candidato assinalar Certo ou Errado. Por isso, é importantíssimo que a preparação seja focada na organizadora específica, porque o estilo da banca particulariza suas provas.

Aos que pretendem se preparar com boa antecedência, é bom exercitar com bancas conceituadas, como Cespe, Esaf, Cesgranrio, FCC, FGV, etc.

Material produzido pelo professor Erick Fernandes, especialista em português para concursos públicos.

Até logo!

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