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Como funciona o vestibular ao redor do mundo? Conheça o processo de seleção em 8 países

Olá, leitor(a)! 

Devido à grande competitividade para conseguir a tão sonhada vaga em uma instituição de ensino superior, muitos(as) estudantes têm receio de prestar o vestibular e, por isso, dedicam-se arduamente aos estudos. No Brasil, um dos mais importantes processos seletivos para ingressar em uma universidade é o Exame Nacional do Ensino Médio, popularmente conhecido por sua sigla: Enem. 

Além de muita dedicação nos estudos, saber como funciona cada avaliação é fundamental para obter um bom desempenho. Nesse sentido, as organizações responsáveis pela estrutura das provas costumam criar cartilhas explicativas, com dados sobre o funcionamento delas. Agora, você sabe como esse tipo de avaliação é feita em outros lugares do mundo? Se não, fica tranquilo(a), pois selecionamos 8 vestibulares de países diferentes para quem quer estudar fora do país.

Como funciona o vestibular ao redor do mundo? Conheça o processo de seleção em 8 países

Fonte: Reprodução

Vestibular em 8 países 

O processo seletivo em determinados lugares pode ser muito parecido com o modelo que conhecemos, que estipula uma prova de conhecimentos gerais acerca do que foi estudado durante o ensino médio. No entanto, há países que estruturam processos bastante inusitados e outros que nem sequer aplicam provas. Vejamos alguns exemplos: 

1. Estados Unidos (EUA)

Os EUA abrigam algumas das universidades mais renomadas do mundo, como Harvard, Yale, Stanford e Brown. O processo de avaliação dessas instituições é um pouco parecido com o brasileiro, pois o(a) estudante também deve realizar um exame para conseguir cursar o ensino superior. 

No entanto, as universidades norte-americanas demandam mais informações sobre quem é o(a) aluno(a) e o que fizeram durante sua formação. Assim, em uma de suas etapas avaliativas, exige-se uma carta de recomendação de professores(as) que conhecem o(a) estudante. 

Além disso, há duas opções de exames: o mais popular é o Scholastic Aptitude Test (SAT), traduzido como “Teste de Aptidão Escolástica”, que cobra conhecimentos em matemática, leitura crítica e redação; o outro é o American College Testing (ACT), em português “Teste para Universidades Americanas”, que avalia noções de inglês, leitura, ciências e matemática. 

Para brasileiros(as) que desejam ingressar em uma instituição de ensino superior norte-americana, é necessário ter proficiência comprovada na língua inglesa, realizar o SAT ou o ACT e reunir cartas de recomendação escritas em inglês. É importante lembrar que os EUA valorizam as atividades extracurriculares, portanto, investir em trabalhos voluntários e outros tipos de programas pode fazer muita diferença.

2. França

O processo seletivo francês também determina a realização de uma avaliação, chamada Baccauléarat (ou Le Bac, na forma coloquial), que ocorre todo ano, no mês de junho. Assim como o ENEM, esse exame é aplicado no final do Ensino Médio e o conteúdo abordado pode variar dependendo do curso que o(a) aluno(a) pretende estudar. 

O Le Bac oferece três tipos de menções diferentes para o(a) estudante, de acordo com a nota que ele(a) obteve na avaliação. Com uma nota entre 12 e 14, conquista-se o nível Assez bien (suficiente); entre 14 e 16, recebe-se o Bien (bom); e, por fim, com uma nota superior a 16, o(a) aluno(a) adquire a menção Très bien (honrosa). 

Ademais, também existem as Grandes Écoles (grandes escolas), que estruturam um processo seletivo bem rigoroso. Para ser aprovado(a) nelas, é necessário realizar um curso preparatório 2 anos antes de prestar a prova. Também é possível utilizar a menção recebida no Le Bac. 

Algumas universidades francesas aceitam o ENEM para ingresso de estudantes brasileiros(as). Contudo, é preciso ter um certificado de proficiência em francês, um bom histórico escolar e aprovação prévia em uma universidade brasileira.

3. Argentina

No país vizinho ao nosso não existe vestibular ou qualquer outra avaliação para acessar o ensino superior. Desse modo, o único requisito é ter finalizado o ensino médio. Geralmente, para estudar em universidades públicas argentinas, basta apresentar a documentação solicitada no momento da inscrição e, em seguida, iniciar os estudos. 

Nesse sistema, no entanto, o(a) aluno(a) não estudará o curso escolhido de imediato, pois, independentemente da área que deseja seguir, é preciso realizar o Ciclo Básico Comum (CBC) no primeiro ano de universidade. Durante esse período, são cobrados conhecimentos em ciências exatas, humanas e biológicas. Se o(a) estudante for aprovado(a) nessas disciplinas, ele(a) poderá continuar os estudos na área almejada. 

As universidades argentinas estão cada vez mais populares entre os(as) estudantes brasileiros(as), já que não existe o processo eliminatório do vestibular. Nesse sentido, o ingresso para um curso altamente concorrido, como Medicina, é bem mais acessível. 

Para brasileiros(as) que desejam fazer o ensino superior na Argentina, é necessário ter em mãos o diploma do ensino médio e o Documento Nacional de Identidade (DNI), emitido por autoridades migratórias após agendamento.

4. Reino Unido

O processo de candidatura para as universidades públicas do Reino Unido acontece por meio de um sistema específico, chamado Serviço de Admissão de Universidades e Faculdades (UCAS). Assim, o(a) estudante deverá realizar uma avaliação de conhecimentos gerais para obter a nota e se inscrever nas universidades. 

Além de prestar a prova e entregar uma redação, também é solicitado o envio de outras informações relevantes, como o histórico escolar e atividades cumpridas durante o ensino médio. A última fase é uma entrevista, que define quais serão os(as) aprovados(as) na universidade. 

O UCAS permite que o(a) aluno(a) escolha 5 instituições para se candidatar, de preferência selecionando o mesmo curso em cada uma delas. Não é obrigatório elencá-las conforme a prioridade, como é o costume no Brasil, porém, se o(a) participante não quiser escolher, o sistema definirá qual será a instituição que ele(a) deve frequentar. 

Algumas universidades britânicas aceitam o ENEM para ingresso de estudantes brasileiros(as), como as universidades de Glasgow, Kingston, Loughborough e Birkbeck. Contudo, instituições como Cambridge e Oxford não aceitam o ENEM e exigem requisitos como cartas de recomendação e motivação, proficiência em inglês e boas notas no ensino médio.

5. Japão

Os vestibulares do Japão são vistos como os mais rigorosos do mundo. A primeira fase do processo que possibilita a admissão em uma universidade pública, por exemplo, consiste em 1 prova com questões de inglês, matemática, língua e literatura japonesa, 2 provas de física e química, mais 2 provas de estudos sociais. 

Para avançar às fases seguintes, o(a) participante precisa ser aprovado(a) em todas as anteriores. Se for qualificado(a), ele deverá cumprir a segunda fase do vestibular, realizada na universidade em que ele(a) deseja estudar. 

Assim como o ENEM, a primeira fase do processo seletivo japonês gera uma nota de 0 a 1000. Algumas universidades exigem notas de corte diferentes, por exemplo, a Universidade de Tóquio pede uma nota entre 750 e 800. 

Para brasileiros(as) que desejam estudar em instituições de ensino superior no Japão, recomenda-se entrar em contato direto com a universidade que pretende frequentar, pois o país não possui um sistema unificado para estudantes estrangeiros(as). Ademais, há bolsas de estudo para estudantes internacionais, oferecidas pelo Ministério da Educação, Cultura, Esportes, Ciência e Tecnologia do Japão (MEXT), com cursos de graduação, técnicos e profissionalizantes.

6. China

O vestibular dos chineses é conhecido como Gaokao e é o maior exame de acesso ao ensino superior do mundo. Além de ser uma avaliação de alto nível de dificuldade, é a única realizada para ingressar nas universidades chinesas. 

A aplicação dela é feita em dois dias e o conteúdo exigido abrange conhecimentos em mandarim, inglês, matemática e outras disciplinas escolhidas pelo(a) participante, como ciências humanas ou ciências da natureza. Além das questões, o(a) aluno(a) precisa escolher um dos dois temas de redação sugeridos e escrever uma dissertação. 

Como o Gaokao é uma ocasião muito importante para estudantes, o governo chinês entende que o silêncio é indispensável para uma boa concentração e, consequentemente, um bom desempenho. Por isso, as ruas que estão em um raio de 3 quilômetros do local da prova são interditadas para evitar movimentação e barulho excessivo. 

Aos(às) brasileiros(as) que desejam frequentar uma universidade chinesa, recomenda-se realizar a inscrição no site da instituição desejada e concorrer a uma bolsa de intercâmbio. Ademais, é exigido certificado de proficiência em inglês ou mandarim.

7. Alemanha

O processo mais comum para introduzir estudantes em universidades alemãs é o Abitur, realizado nos dois últimos anos do ensino médio. Para prestar o exame, o(a) estudante deve escolher 4 ou 5 matérias, as quais 3 devem ser obrigatoriamente de ciências sociais, matemática, ciências da natureza e tecnologia, linguagens, literatura e artes ou esportes. 

Algumas universidades alemãs exigem apenas um teste de aptidão. Ainda, para aqueles(as) que não realizaram nenhuma dessas avaliações, há o Hochbegabtenstudium (“estudos de superdotados”, em tradução literal), que oferece uma vaga na universidade por meio de um teste de QI para quem possui, no mínimo, 16 anos. 

O Abitur não é oferecido exclusivamente em território alemão. No Brasil, por exemplo, a avaliação é aplicada em colégios bilíngues alemães, como o Colégio Humboldt e Colégio Visconde Porto Seguro. Portanto, para quem estuda nessas escolas e deseja se candidatar para uma universidade alemã, basta acessar o portal da instituição e se inscrever. 

Quem não estudou em um colégio alemão, mas deseja prestar o Abitur, pode realizar o Studienkolleg (“faculdade preparatória”, em português), curso que dura 1 ano. Para se candidatar, é necessário realizar uma prova e participar de um processo seletivo. No final da formação, os(as) estudantes fazem o Feststellungsprüfung (traduzido como “teste de avaliação”), um exame que garante o acesso de estrangeiros(as) em uma universidade da Alemanha. 

8. Austrália

Para um(a) estudante ser aceito(a) em uma universidade australiana, é necessário ter o Australian Senior Secondary Certificate of Education (Year 12), que funciona como um certificado de conclusão do ensino médio. Além disso, é preciso realizar o Ranking de Admissão do Ensino Superior Australiano, em inglês Australian Tertiary Admission Rank (ATAR), que cobra conteúdos ensinados nos últimos anos escolares. 

A partir da nota recebida dessa avaliação, a instituição pode ou não aceitar o(a) aluno(a) no corpo discente. Aqueles(as) que não realizaram o ATAR podem prestar o Teste de Admissão do Ensino Superior Especial, em inglês The Special Tertiary Admissions Test (STAT), que cobra habilidades de raciocínio e pensamento crítico. 

Ademais, para quem deseja ingressar em cursos na área da saúde, há uma avaliação específica: o Teste de Admissão em Ciências da Saúde e Medicina de Graduação, em inglês Undergraduate Medicine and Health Sciences Admission Test (UMAT). Esse exame também serve para quem deseja estudar na Nova Zelândia, país vizinho. 

Para brasileiros(as) que desejam estudar em uma instituição australiana, recomenda-se pesquisar sobre a universidade de interesse e saber quais requisitos são exigidos para alunos(as) estrangeiros(as). Também é importante ter um teste de proficiência em inglês, diploma do ensino médio e outros documentos que a universidade possa exigir. 

Vimos muitos processos seletivos diferentes, não é mesmo? Deixe nos comentários o que mais chamou sua atenção ou outros exemplos que conhece!

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Até o próximo texto!  

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