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Como funciona efetivamente um intercâmbio?

Olá, leitor!

Alguma vez você já se perguntou, por que deveria deixar seu país de origem? Viver uma experiência internacional é uma oportunidade única que traz uma série de benefícios e pode, de fato, transformar sua vida para melhor.

No entanto, estudar fora pode ser um desafio para algumas pessoas. O longo tempo longe de família e amigos, está entre as maiores razões. Mas e se nós te dissermos que todo intercâmbio pode ser ajustado de acordo com suas expectativas e realidade, de forma que a experiência seja ainda mais positiva? É o que iremos te explicar neste artigo. Confira!

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Principais tipos de intercâmbio

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Não existe um só tipo de intercâmbio; existem vários! A duração, o preço e a experiência proposta são diferentes em cada um deles, fazendo com que cada formato responda melhor às necessidades e o perfil das pessoas em determinado momento.

Escola de Idiomas

Opção mais comum entre os tipos de intercâmbio, as escolas de idioma oferecem cursos intensivos para o desenvolvimento da língua nativa. Encontrados em quase todos os países, os cursos podem variar de semanas a até um ano e são realizados no período matutino, integral ou vespertino – a depender do número de aulas e objetivo do aluno. Não é necessário dominar o idioma para participar.

High School

Voltada para quem deseja realizar seis meses, um ou alguns anos do colegial no exterior. As aulas se mantém as mesmas e, em geral, são equivalentes a o que o aluno estaria aprendendo no Brasil. É indicado ter idioma nível avançado para participar.

Au Pair

Nessa modalidade, o intercambista fica hospedado na casa de uma família e recebe alimentação e bolsa de estudos em troca de prestação de serviços relacionados ao cuidado das crianças da moradia. Para participar, é indicado ter mais de 18 anos, possuir nível intermediário do idioma e comprovar experiência com crianças.

Work Experience

Realizados nos períodos de férias, os programas de Work Experience costumam durar de um a quatro meses e são remunerados. Geralmente, os serviços prestados estão relacionados ao turismo do país de destino. Para participar, é preciso ter nível intermediário do idioma local. Não há estudos inclusos do intercâmbio.

Work & Study

Já nessa modalidade, que costuma durar de 4 a 12 meses, o estudante consegue alinhar emprego (na maioria das vezes remunerado) com o estudo. Existem dois formatos para esse curso, que variam de país para país: o participante pode tanto passar um período estudando, para depois começar a trabalhar; como também pode fazer as duas atividades ao mesmo tempo.

Cursos acadêmicos

Assim como no High School, é possível fazer um semestre ou um ano de um curso acadêmico no exterior. Ou, por que não o curso inteiro? Países possuem vagas para estrangeiros em cursos de graduação, pós-graduação, mestrado e doutorado. Muitos deles, inclusive, oferecem bolsas de estudo para estudantes internacionais. Nesse caso, é requerido nível avançado e testes de proficiência no idioma local.

Programa de voluntariado

Há também a opção de realizar programa de voluntariado no exterior, alinhando ao estudo ou não. Geralmente oferecido em países subdesenvolvidos, esse formato é voltado para quem quer aperfeiçoar o idioma e desenvolver suas experiências sociais, deixando uma contribuição por onde passa. Hospedagem e alimentação costumam estar inclusos na modalidade, que costuma requerer nível intermediário de conhecimento no idioma local.

Como se preparar para um intercâmbio?

Defina seu objetivo

Agora que você conhece todos os tipos de cursos, é hora de escolher qual está mais alinhado à sua realidade atual. Comece se perguntando:

  • Quanto tempo estou disposto a ficar no exterior?
  • Quero desenvolver um idioma ou investir em um curso acadêmico?
  • Além de estudar, tenho interesse em trabalhar?

A partir das questões, já é possível definir qual formato de curso corresponde melhor às suas expectativas. Feito isso, é hora de partir para a próxima etapa.

Escolha o país e a instituição ideais

Nem todos os países oferecem todas as opções de curso. Por isso, a segunda etapa consiste em pesquisas. Tendo definido o tipo de curso, é hora de pensar no idioma, para, então, dar início às buscas.

Responda: o curso que você deseja precisa de fluência em um idioma? Qual? Se não, qual idioma você gostaria de aprender durante a experiência?

Com essas questões em mente, pesquise por países que oferecem o formato do curso no idioma que você domina ou quer aprender. Dessa forma, as buscas ficam mais direcionadas e assertivas, evitando erros na escolha do destino para seu intercâmbio.

Tendo definido o país, é hora de escolher a instituição de ensino. Às vezes, uma só instituição já responde às suas expectativas. Mas, caso uma série de locais ofereça o que você está buscando do intercâmbio, é preciso pesquisar um pouco mais.

Na hora de escolher entre instituições de ensino, procure priorizar aquelas com melhor localização na cidade, preço mais acessível de acordo com seus padrões financeiros e, claro, com avaliação mais alta entre os estudantes.

Você encontra facilmente na internet os reviews de quem já estudou lá ou ainda estuda – e não há nada mais confiável do que a experiência vivida por alunos como você.

Planeje-se financeiramente

Você já definiu o formato do curso, país de destino e instituição de ensino que deseja estudar. Mas e o quanto irá gastar durante sua estadia na nova casa? É extremamente importante ter uma noção básica de custos diários quando se pretende fazer um intercâmbio, evitando, assim, problemas financeiros durante a viagem.

Toda informação também pode ser encontrada na internet. Considere nas pesquisas custo de moradia, refeições básicas, produtos alimentícios e domésticos, gastos reservados para passeios e diversão, e trace quanto você gastará diariamente, semanalmente e, consequentemente, todo período em que você estiver lá.

Alguns países exigem, por segurança, que você já entre com essa quantia média em conta. Outros, exigem um valor simbólico. Também considere isso em suas buscas para não ser pego de surpresa na alfândega e se preparar financeiramente para arcar com esses custos.

Procure uma agência, se necessário

É possível fechar todo intercâmbio por conta própria, mas, em alguns casos, especialmente quando falamos de voluntariado, high school e cursos acadêmicos, é indicado ter um acompanhamento de especialistas que orientarão com a documentação e informações necessárias para uma boa estadia no novo país.

Fique atento à moradia e cultura local

Também antes da viagem, é fundamental analisar a cidade em que irá morar – incluindo informações sobre a instituição de ensino, moradia e comércio próximo – e também sobre costumes e a cultura local – desde datas festivas até o horário em que estabelecimentos costumam funcionar ou em que as pessoas costumam jantar.

Pequenos detalhes te ajudarão a entender melhor o novo espaço onde vive, diminuindo as barreiras que costumamos criar com novas experiências e o choque cultural que vivenciamos em outros países. Por isso, pesquise tudo: escolha morar em um local com fácil acesso a transportes públicos, pontos turísticos e restaurantes. Isso facilitará o período de adaptação.

Atenção também às passagens e vistos

Jamais deixe para decidir sobre passagens e vistos em cima da hora. Muitos países exigem um visto de estudante para liberar a entrada de estrangeiros e, para consegui-lo, todo processo se iniciará no Brasil. Portanto, assim que definir tudo sobre o país de destino, procure saber toda documentação necessária para que sua entrada seja realizada sem qualquer tipo de imprevisto.

Aproveite sua estadia!

Viver um intercâmbio é viver uma experiência única na vida. Por isso, não deixe de aproveitar cada segundo conhecendo pessoas, lugares novos e se permitindo ter os melhores meses – ou quem sabe anos? – da sua vida.

Claro, desafios aparecerão. Você terá que aprender a se virar mais sozinho, por exemplo. A solidão, inclusive, pode incomodar em alguns dias. Mas não deixe que nada disso te abata, e sim aprenda com cada período de evolução que o intercâmbio oferecerá.

Explorar é um dos principais pontos positivos que um intercâmbio oferece, mas muitos estudantes acabam entrando na zona de conforto durante a experiência: acham que não têm mais nada para aprender ou conhecer. Não cometa esse erro!

Sempre há algo novo para descobrir ou vivenciar enquanto está longe de casa – procure por essas coisas. Seja uma nova aula ou até mesmo um ponto turístico. Não se convença de que não há nada mais para fazer, você pode se arrepender depois!

Estamos acostumados a viver uma vida. Mas, ao sair do conforto do nosso país de origem, vemos que existe uma série de novas possibilidades de se viver. Cada local que você conhecer possuirá um estilo diferente; conviver com isso pode ampliar seus horizontes, sua maneira de pensar e as perspectivas que você possui em relação à sua realidade atual.

Boa sorte!

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