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Censo 2015 divulga dados sobre a qualidade da educação no Brasil

Estudo revela como está a educação no país, segundo avaliação em diversas escolas no Brasil

Olá, leitores!

Anualmente é elaborado o Censo para avaliar a qualidade da educação no Brasil, baseando-se em dados estatísticos, a fim de mostrar a realidade do ensino no país, bem como outros fatores que envolvem este tema, como a qualidade das escolas, o acesso às tecnologias e as dependências das instituições de ensino (quadras poliesportivas, bibliotecas, saneamento básico, etc.). Mais do que exemplificar, esse estudo tem como fim a apresentação da real situação dos estudantes e da educação como construtora de bons cidadãos.

O site QEdu divulga informações referentes a muitos campos que são abordados nessa pesquisa, sempre em nível municipal, estadual e para todo o país, como por exemplo:

  • Ideb, o principal indicador da qualidade da educação no Brasil;
  • Dados oficiais de aprendizado em português e matemática para o 5º e 9º anos do ensino fundamental, obtidos por meio do resultado da Prova Brasil;
  • Perfil dos alunos, professores e diretores das escolas que realizaram a Prova Brasil, o que falam sobre práticas de estudo e práticas de ensino, suas percepções e ocorrências na escola;
  • Número de matrículas, nível socioeconômico dos alunos e informações sobre infraestrutura das escolas (existência de bibliotecas, equipamentos para prática esportiva, sala de informática e internet, saneamento etc.) obtidas por meio do Censo Escolar;
  • Pontuação do Enem por escola e área do conhecimento;
  • Taxas de aprovação, abandono e reprovação, também conhecidas como Taxas de Rendimento;
  • Distorção idade série, que informa quantos alunos estão matriculados com dois anos de idade ou mais em relação ao adequado para a série

No último relatório sobre a educação brasileira, alguns dados merecem a atenção devido a aspectos mais relevantes quanto ao seu resultado. Esses dados são comparados aos dados anteriores, do ano de 2014:

  • O percentual de escolas com internet atingiu 65%, de acordo com o Censo Escolar 2015 (crescimento de 4 pontos percentuais comparado com 2014);
  • O percentual de escolas com biblioteca permanece constante e atinge pouco mais de um terço das escolas;
  • O percentual de escolas com dependências acessíveis aos portadores de deficiência cresce ligeiramente (crescimento de 2 pontos percentuais comparado com 2014);
  • Mais de um terço das escolas (34%) possuem quadra de esportes (crescimento de 2 pontos percentuais comparado com 2014);
  • Cresce o % de escolas com sala para atendimento especial (de 14% em 2014 para 16% em 2015), aponta Censo Escolar 2015;
  • Maioria das escolas no Brasil segue sem acesso à via pública de esgotos.

Apesar de muitos setores obterem um crescimento acentuado – destaque para a questão da acessibilidade e da inclusão escolar -, o saneamento básico é um fator preocupante em grande parte das escolas brasileiras, uma vez que o saneamento básico é umas das necessidades “básicas” ao ser humano, assim como a moradia e a segurança.

Outro ponto muito importante nessa análise educacional é o cruzamento das metas com os objetivos já estipulados do Observatório do PNE (Plano Nacional de Educação), que desde junho de 2014 elabora metas, diretrizes e estratégias de concretização para uma educação de qualidade e consta como uma lei ordinária. Confira dois dados que chamam a atenção quando comparados aos resultados do último estudo:

  • Número de matrículas em educação especial caiu 4,4% em comparação com 2014 (relação com a meta 4 – Educação Especial/Inclusiva);
  • Número de matrículas no EJA caiu 2,8% em comparação com 2014 (relação com a meta 10 – EJA integrada à Educação Profissional)

Estes são os dados atualizados dos aspectos educacionais no Brasil. Em alguns sites é possível ver também as metas para os próximos anos quanto à educação nos ensinos básico, fundamental e médio.

Até logo!

Texto escrito por: Vítor Luis Nogueira Moura

comentários (1)

  • Frankeslane Silva

    Mesmos os resultados dados como melhorados são extremamente maquiados, contrários a realidade, pois se há crescimento de qualquer tipo quando se trata de inclusão, essa inclusão é mal feita, os alunos são literalmente despejados nas escolas para professores que precisam trabalhar com diferentes tipos de deficiências das quais não foram preparados, além de que não são apenas as inclusões pois os casos de defasagem, que são maioria, juntamente com a necessidade de um alunos com necessidades especiais, requer atenção especial, situação impossivel considerando classes super lotadas, além desses dados de aumento de percentual de escolas com internet – o acesso só existe em teoria pois as salas de informática não possuem equipamentos descentes ou sinal que permita a utilização pelos professores com seus alunos. e quadra poliesportiva é até piada, todas em péssimo estado, invadidas por pombos, mal planejadas e sem equipamentos descentes, isso quando há algum. É tudo feito, como sempre, pra constar como crescimento em estatísticas, mas se as mesmas estatísticas mensurarem como esse tal aumento realmente acontece, como é de fato empregado e principalmente, os verdadeiros resultados, tudo cai por terra. A realidade, a realidade mesmo, é de se indignar. E quando quem sabe exatamente como está a qualidade na educação vê esses resultados medíocres de pesquisas, a indignação se torna mais revolta.

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