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Aprendendo a ler: 5 passos essenciais para aprender a ler

Olá, leitor!

Qual foi o primeiro livro que você leu?

Muito provavelmente, alguém começou lendo para você e ao longo do tempo você desenvolveu a habilidade de ler sozinho.

Aprender a ler é um processo que envolve várias capacidades. Neste artigo, você irá conferir os passos necessários para uma pessoa começar a ler.

Aprendendo a ler desde o berço

aprendendo a ler em 5 passos

Fonte: Reprodução

Muitas pessoas pensam que aprenderam a ler na sala de aula. Porém, esse processo começa nos primeiros meses de vida, com o desenvolvimento da linguagem.

Quando os pais embalam os bebês com canções de ninar ou contam histórias mostrando figuras em livros ilustrados, eles estão contribuindo para que a criança conecte sons e imagens e consiga acompanhar visualmente um conjunto de ideias.

Logo, antes de serem matriculados em redes de ensino formal, os pequenos já deram muitos passos em direção à leitura. E quando estão nas salas de aula do jardim da infância,  eles já possuem a base para aprender a ler.

As crianças terão mais dificuldade de alfabetização se não tiverem compreensão das letras, dos sons, da fala e da relação entre essas ideias. O cérebro do bebê é programado para aprender uma língua. Isso significa que ele está construindo sua linguagem desde o momento em que nasceu.

Contudo, ao contrário da fala, a leitura não é natural, precisa ser ensinada, já que é uma habilidade mais complexa do que a linguagem oral. Mas, o que exatamente é necessário para uma criança aprender a ler?

Para dominar a leitura, é preciso desenvolver o princípio alfabético, isto é, a capacidade de reconhecer e associar sons e letras.

Entenda os conceitos envolvidos no aprendizado da leitura

Princípio alfabético

Para uma criança ler, ela precisa identificar a linguagem escrita, o que envolve as características gerais dos grafemas e fonemas. Para construir o princípio alfabético, é necessário reconhecer a relação entre os sons, letras e sílabas que compõem as palavras.

Quando se compreende que a fala é feita de sons individuais (chamados de fonemas), e que esses sons são representados por letras (grafemas), a capacidade de ler e escrever seguirá naturalmente.

As crianças que não entendem a relação entre fonemas e grafemas (correspondência grafofonêmica) podem ter dificuldade em aprender a ler.

Consciência fonêmica

É o ponto no qual a criança começa a aprender a ler. Consciência fonêmica significa que se está ciente de que a fala é composta de sons individuais (fonemas), e não de silabas, por exemplo, na palavra canta, temos 5 letras (c-a-n-t-a) e 4 fonemas (c-ã-t-a).

Muitos pais e educadores defensores da alfabetização precoce dão um foco maior para o desenvolvimento da consciência fonêmica. Mas esta habilidade não é suficiente para aprender a ler. Também é preciso adquirir consciência alfabética, ou seja, reconhecer os símbolos gráficos que representam cada som da língua.

Consciência alfabética

Consciência alfabética não é simplesmente memorizar o alfabeto. Essa habilidade está associada ao princípio alfabético e envolve identificar quais sons (fonemas) acompanham quais letras.

Como sons não podem ser reproduzidos, memorizar quais sons combinam com quais letras é um processo mais abstrato do que memorizar os nomes dos objetos. Por isso, relacionar os sons com fotos e imagens é uma boa forma de adquirir consciência alfabética.

Para aprender a ler, as crianças também devem saber associar palavras impressas a sons. E uma palavra é mais do que a soma de suas letras. Por exemplo, a palavra pato é composta por 4 sons representados por 4 letras diferentes. As crianças devem ser capazes de reconhecer que esses sons se misturam para formar a palavra pato.

Métodos de alfabetização

Existem vários métodos de alfabetização, todos baseados na análise e síntese dos elementos da linguagem. O método alfabético é focado na ortografia e soletração de palavras. Já o método fonético procura sintetizar os sons da fala.

Por sua vez,  o método silábico misto prevê sílabas como unidades inteiras, fazendo a correspondência tradicional na ordem oral-escrita-sonora. Há também os métodos analíticos ou globais, baseados em palavras, frases ou histórias que procuram alcançar a análise de sílabas e letras, relacionando sons e imagens.

Já os métodos analítico-sintéticos apostam em uma avaliação global, considerando a experiência dos alunos, orientando-os durante o processo de aprendizagem.

5 passos essenciais para aprender a ler

De acordo com o que foi exposto no Painel Nacional de Leitura (Brasília, 2003), os passos essenciais para aprender a ler e escrever são resumidamente:

  1. Entender e adquirir o princípio alfabético;
  2. Assimilar e aprender as correspondências entre grafemas e fonemas;
  3. Entender as sequências ortográficas de palavras escritas em grafemas;
  4. Entender as sequências fonológicas de palavras faladas em fonemas;
  5. Aprender as conexões grafema-fonema e decodificar informações.

Embora nem todos os pedagogos concordem sobre como esses estágios acontecem e nem sobre os métodos de alfabetização, saber quais são as principais etapas desse processo pode fornecer uma ideia de como as crianças se apropriam do sistema de escrita e aprendem a ler.

Como as crianças conseguem desenvolver o principio alfabético? Como conseguem aprender a ler? Leia a seguir os estágios do processo de alfabetização.

Etapas do processo de alfabetização

As 4 principais etapas do processo de alfabetização são:

1. Fase pré-alfabética

Nesta fase, as crianças reconhecem e se lembram das palavras pelas suas formas. As palavras são como “imagens” e as letras fornecem pistas visuais sobre o que a palavra representa.

Por exemplo, uma criança pode ver que a palavra bola tem uma letra arredondada no início. Nesta fase, é comum confundir palavras semelhantes, como bola e bolo, por exemplo.

2. Fase alfabética parcial

Aqui, as crianças podem memorizar palavras impressas conectando algumas letras aos sons que ouvem quando a palavra é pronunciada. Isso significa que as crianças reconhecem o começo e o final das letras e sons de uma palavra impressa.

Por exemplo, elas identificam a palavra aço pelo a no começo e o no final. No entanto, há confusão com palavras homófonas, isto é, que começam e terminam com os mesmos sons, como aço e asso.

3. Fase alfabética completa

Nesta fase, as crianças memorizam todos os sons representados pelas letras e  leem reconhecendo como os sons se misturam para formar palavras. Elas já conseguem diferenciar palavras parecidas, como falar, fechar e pegar.

4. Fase alfabética consolidada

Na etapa alfabética consolidada, as crianças estão cientes da sequência de letras em palavras familiares. Por exemplo, elas podem ver as semelhanças nas palavras dinheiro e brigadeiro. Em vez de olhar para cada letra isoladamente (e|i|r|o), as unidades passam a fazer parte de um grupo sonoro.

Uma vez que se reconhece uma quantidade de palavras com relativa rapidez e facilidade, as crianças estão prontas para passar da leitura de palavras isoladas para a leitura de frases e parágrafos.

Neste momento, elas começam a procurar compreender o que estão lendo. A maioria das crianças chega a esse estágio por volta de 6 ou 7 anos, no 1º ou  2º ano do ensino fundamental.

Como aprender a ler com atividades de alfabetização

Habilidades de alfabetização são todas as capacidades necessárias para leitura e escrita, incluindo a consciência dos sons e de sua relação com as letras e o reconhecimento de palavras impressas. Há também outras habilidades, como vocabulário, ortografia e compreensão.

Confira algumas atividades que irão desenvolver as capacidades de alfabetização e construir o princípio alfabético, preparando as crianças para o aprendizado da leitura.

1-Contação de histórias e leitura compartilhada

Você sabe a importância de contar histórias para seu filho?

Vários estudos recentes demonstraram que há uma relação entre o tempo de escuta de histórias infantis e o rendimento posterior na aquisição da leitura e da compreensão textual.

As crianças que escutaram histórias por mais tempo têm um desempenho muito melhor no Ensino Fundamental, pois compreendem os textos com mais facilidade. Se os pequenos não aprendem desde cedo a gostar de ler, isso provavelmente trará dificuldades em algum momento.

Por isso, faça leituras compartilhadas com as crianças, leia em voz alta, use livros ilustrados e incentive seu filho a interagir com as páginas. Essas atitudes contribuirão para aumentar o vocabulário e desenvolver a escuta ativa.

Leia para seu filho desde o berço! Há livros próprios para cada fase da criança, confira:

  • Recém-nascidos e bebês até de 1 ano: canções de ninar, livros de tecido, borracha ou plástico, com várias texturas, livros com música e sons, livros com figuras e fotos reais;
  • Crianças de 1 a 3 anos: Livros de contos infantis ilustrados, livros com histórias rimadas e com sons;
  • Crianças de 3 a 5 anos: Livros com letras e números.

Como colocar em prática a leitura em voz alta

Para crianças de 3 a 4 anos, 15 minutos diários de leitura em voz alta é suficiente para desenvolver as habilidades de alfabetização.

Crianças maiores de 5 anos gostam de interagir e podem ser incentivadas com elogios e reforços. As sessões de leitura devem ser um pouco mais prolongadas, usando livros com figuras simples e linguagem repetitiva e que brincam com os sons. Neste momento, incentive seu filho a recontar a história e elogie as tentativas.

Aponte palavras, letras, figuras, cores, texturas, faça sons e interaja com a criança durante a sessão de leitura. Faça perguntas sobre os personagens e sobre o que a criança achou da história.

2-Memória auditiva de curto prazo

Os componentes essenciais para o desenvolvimento da linguagem são habilidades cognitivas como atenção, concentração, escuta e memória, capacidades que ajudam as crianças a entender, processar e usar a linguagem na fala, na leitura e na escrita.

Especificamente, a memória auditiva de curto prazo é muito importante para reter informações orais, formular relações e se comunicar. Na alfabetização, esta habilidade é necessária para o processo de fusão fonêmica e silábica.

Uma das formas de treinar e fortalecer a memória auditiva de curto prazo são brincadeiras que trabalham com comandos de voz, como Caça ao Tesouro, por exemplo. Se você tiver alguma preocupação em relação à memória auditiva de seu filho, é interessante entrar em contato com um fonoaudiólogo.

3-Consciência de frases e palavras

Para desenvolver o principio alfabético, a criança deve aprender como são formadas as frases.

Uma atividade para treinar a consciência de frases e palavras é interagir com os pequenos falando uma frase curta e depois repeti-la sem a última palavra, pedindo para a criança completar com o trecho que faltou.

Há também outras possibilidades, como cantigas de roda, canções com rimas e livros, que também contribuem para a formação da consciência silábica.

4-Consciência silábica

Nessa fase, a criança passa a entender que as palavras são formadas por sílabas e fonemas. Há vários jogos online para a construção da consciência silábica e fonológica que trabalham com figuras e sílabas e ajudam as crianças a memorizar.

5-Consciência fonêmica

Consciência fonêmica é a capacidade de ouvir e usar os sons da linguagem para criar novas palavras. Quando a criança começa a brincar com pequenos pedaços de uma palavra, isso indica que ela já tem algum grau de consciência fonêmica.

Para desenvolver essa habilidade, você pode usar histórias e livros relacionados com músicas e sons. Histórias rimadas são ótimas opções para familiarizar as crianças com diferentes maneiras de organizar sons, facilitando o processo de alfabetização.

Outras alternativas são brincadeiras com trava-línguas e jogos online. Com os jogos  do “Ludo primeiros passos”, por exemplo, as crianças aprendem a ler de um jeito interativo e divertido.

6-Consciência de impressão

Os pais podem incentivar a consciência da impressão expondo as crianças a livros e outros materiais de leitura desde cedo. Leia histórias e depois converse com seu filho sobre o enredo e os personagens. As crianças gostam de sessões de leitura em voz alta.

Por meio dessa interação, os livros podem introduzir pessoas, lugares e ideias e ajudar as crianças a construir vocabulário. Dessa forma, além de se divertirem, elas desenvolvem a consciência de impressão, isto é, associam palavras impressas com palavras faladas e reconhecem seu significado.

As crianças também adquirem consciência de impressão por meio de sua interação com o ambiente, observando as placas da rua e as inscrições nas embalagens dos brinquedos. É importante que os pequenos tenham alguma consciência de impressão antes da fase escolar, para desenvolverem a leitura com mais facilidade.

7-Vocabulário

As crianças que aprendem a ler normalmente têm 2 tipos de vocabulário. O vocabulário ativo é composto pelas palavras que uma pessoa pode definir e usar no cotidiano. Já a s palavras do vocabulário passivo são aquelas que uma pessoa conhece, mas cujo significado é interpretado por meio do contexto.

Para incentivar a construção de vocabulário, procure conectar objetos e palavras. Por exemplo, a leitura envolve a criação de significado pela combinação de palavras e imagens. Logo, é interessante mostrar ilustrações e objetos para as crianças. Outra alternativa são jogos nos quais os pequenos conectam palavras com imagens.

8-Soletração

A ortografia é definida como o arranjo das letras que formam uma palavra. A maneira como as palavras são soletradas e a compreensão dos conceitos por trás de grafias irregulares ajudam as crianças a aprenderem a ler mais cedo, especialmente quando trabalham com palavras novas.

9-Compreensão da leitura

Se uma criança consegue ler e entender o significado do que lê, ela tem compreensão da leitura.

Mais do que apenas juntar as letras, a compreensão inclui a capacidade de identificar padrões e fazer deduções sobre um texto. Por exemplo, se uma criança está lendo sobre um menino que decide pegar uma bola, ela pode inferir que o personagem está se preparando para jogar futebol.

10-Dificuldades no processo de alfabetização

O tempo em que a criança desenvolve a alfabetização está sujeito a inúmeras variáveis. É importante ficar atento a sinais de que seu filho não está entendendo alguns conceitos básicos, para ter certeza de que ele receba a ajuda adequada.

Se identificar qualquer dificuldade no processo de alfabetização da criança, procure orientações de profissionais, como pediatras, psicopedagogos e fonoaudiólogos.

Recapitulando os conceitos básicos sobre o processo de alfabetização

Lembre-se de que as crianças se desenvolvem em áreas que envolvem a cognição, a linguagem e o desenvolvimento físico, social e emocional. E, embora a maioria das crianças siga a mesma sequência de aprendizado, cada uma tem seu próprio ritmo de evolução.

A alfabetização é um processo gradual e contínuo de aquisição da linguagem, que não é feito integralmente de maneira formal na escola. As crianças desenvolvem habilidades linguísticas enquanto brincam, exploram e interagem com outras pessoas.

Os métodos de alfabetização são baseados no entendimento do aprendizado infantil, em pesquisas recentes sobre o cérebro e no processo natural contínuo pelo qual a maioria das crianças se tornam leitores e escritores.

Exemplos de atividades para crianças aprenderem a ler de acordo com a faixa etária

Bebês

  • Estabelecer uma rotina diária de leitura em voz alta, se possível todos os dias no mesmo horário e lugar.
  • Recite canções de ninar e cante músicas. Mesmo que seu bebê não entenda, ouvir ajudará a aprender os padrões e ritmos da linguagem.
  • Use vídeos musicais para bebês: eles vão se divertir e aprender conceitos básicos. Prefira aqueles que incentivam o envolvimento da criança, pedindo que ela dance ou cante junto.
  • Envolva seu filho quando você lê em voz alta para ele, apontando para ilustrações e fazendo sons relacionados com fotos e objetos.
  • Incentive jogos com brinquedos simples, como dados, letras de espuma para a banheira e quebra-cabeças com o ABC.
  • Dê  livros de plástico ou tecido que sejam duráveis ​​e macios.

Crianças de 2 a 5 anos

  • Para crianças de 2 a 5 anos, ofereça livros com rimas, cores, formas e texturas. Já crianças maiores preferem histórias mais longas sobre temas variados.
  • Disponibilize brinquedos educativos, como jogos da memória, dominós e tabuleiros.
  • Ofereça materiais para pintar, desenhar e escrever, como pincéis, lápis, canetas coloridas, giz de cera, folhas de papel e cadernos.
  • Organize todos os materiais e livros em um local acessível, de preferência próximo a uma mesa e cadeira.
  • Continue sua rotina de leitura em voz alta e reserve um tempo para ouvir seu filho ler assim que ele estiver pronto (próximo de 6 anos).
  • Visite bibliotecas e livrarias, faça passeios e leve sempre um livro na mala, principalmente para os momentos ociosos no carro ou na espera.

Crianças a partir de 6 anos

  • Continue disponibilizando livros. Ofereça vários gêneros literários, para que as crianças descubram suas preferências. Faça inscrição em bibliotecas e clubes do livro.
  •  Ofereça diferentes tipos de canetas, lápis, papéis, colas, fitas e outros materiais que estimulem a criatividade.
  • Computador e tablet podem ser aliados. Há vários aplicativos projetados para ajudar as crianças a ler e escrever.
  • Filmes infantis que possuem uma versão em livro são indicados, pois permitem mais interações com a história.
  • Procure jogos educativos, online ou físicos. Sempre verifique a idade recomendada e peça sugestões para outros pais e professores.
  • Interaja com os livros, ajude nas lições de casa e envolva a criança nas atividades cotidianas que exigem leitura, como a ir ao supermercado, por exemplo.
  • Converse com os professores do seu filho regularmente. Ao fazer isso, você pode tirar dúvidas, entender melhor o currículo adotado e ter ideias sobre o que fazer em casa para apoiar o desenvolvimento da criança.
  • Tenha fichas com resumos dos livros lidos. Esta é uma forma interessante de valorizar a leitura e manter um diário do que seu filho está lendo ao longo do aprendizado. Faça uma ficha simples, com informações como título, autor, editora, sinopse da história, pontos que seu filho mais gostou, com quem ele compartilhou a leitura e a data.

Aplicativos e programas indicados para crianças aprenderem a ler

Há vários programas, jogos e aplicativos desenvolvidos para melhorar o desempenho cognitivo durante a aquisição da leitura e da escrita. Alguns exemplos estão listados abaixo:

  • Palma Escola: o Palma Escola é um aplicativo para alfabetização de crianças, jovens e adultos. O app possui instruções, atividades com correção automática, jogos, exercícios de caligrafia e relatórios de avaliação.
  • ABC do Sebran:  programa de computador gratuito e feito especialmente para crianças aprenderem a ler e escrever utilizando figuras coloridas, músicas e jogos educativos.
  • Aprender a ler: o aplicativo Aprender a ler é indicado para crianças de 4 a 8 anos e ensina português gradualmente, para que elas possam aprender de forma divertida e autônoma.
  • ABC do Bita: é indicado para crianças aprenderem o alfabeto brincando. Disponível para Android e IOS.
  • ABC das Bolhas: recomendado para crianças de 2 a 5 anos, o aplicativo proporciona os primeiros contatos com o alfabeto. Está disponível para Android, IOS e computador.
  • Silabando: Silabando auxilia no processo de alfabetização escolar, pois possui atividades que ensinam sílabas simples e complexas por meio de exercícios que trabalham a memorização e a pronúncia.
  • ABC – Como Aprender Português fácil para iniciantes: o aplicativo ABC é gratuito e possui 36 temas, organizados em 3 níveis (Básico, Intermediário e Avançado). É indicado para crianças e adultos, já que traz exercícios sobre letras, números, cores, verbos, músicas, entre outros.
  • Letra a Letra – Soletrar: o Letra a Letra – Soletrar é recomendado para crianças aprenderem a ler e soletrar em idade pré-escolar.
  • Aprendemos as letras – Super ABC para crianças: esse  aplicativo tem uma versão gratuita e alguns itens pagos, sendo  focado na pronúncia das letras, na escrita e na leitura.

Livros gratuitos para crianças aprenderem a ler

Aqui no Canal do Ensino, já compartilhamos inúmeras postagens com dicas sobre literatura infantil, incluindo livros indicados para crianças na fase de alfabetização. Confira alguns desses artigos e baixe vários livros gratuitos:

Como jovens e adultos podem aprender a ler

A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) criou a Pesquisa Internacional de Alfabetização de Adultos (IALS), na tentativa de analisar as habilidades de leitura e escrita de pessoas entre 16 e 64 anos em todo o mundo.

Os resultados do IALS e do censo demográfico do IBGE de 1997 e 2000 revelaram que no Brasil existem cerca de 13 milhões de pessoas que não sabem ler nem escrever. A boa notícia é que este índice vem diminuindo a cada ano.

De acordo com as pesquisas, jovens que abandonam precocemente a escola, adultos mais velhos e desempregados correm maior risco de ter dificuldades de leitura.

A UNESCO, na tentativa de combater o analfabetismo, criou o Dia Internacional da Alfabetização, comemorado em 08 de setembro, e promove projetos que incentivam a sociedade a se mobilizar em prol da total alfabetização de jovens e adultos.

Através de iniciativas de cooperação, são traçados objetivos para áreas temáticas, como educação, ciências naturais, ciências humanas e sociais, cultura, comunicação e informação.

Outro indicador importante é o INAF (Indicador do Analfabetismo Funcional). Seus dados mostram que, em 2012,  cerca de 30%  da população brasileira era formada por analfabetos funcionais .

São consideradas analfabetas funcionais pessoas que não conseguem entender textos simples, como placas de rua, bulas de remédio, manuais de instrução, entre outros.

O MEC (Ministério da Educação), por meio do Programa Brasil Alfabetizado, promove o EJA (Educação de Jovens e Adultos), que dá continuidade a cursos de alfabetização para jovens com mais de 15 anos, adultos e idosos

É importante que qualquer projeto de alfabetização se concentre no desenvolvimento de habilidades de leitura e ortografia. Um professor especialista em EJA seria o ideal, mas um professor de português também poderá auxiliar o jovem e/ou adulto a aprender a ler.

Como jovens e adultos podem melhorar a leitura?

Uma das formas de ajudar os adultos a fortalecer as habilidades de leitura é melhorando sua capacidade de compreensão. Afinal, é fundamental entender o que você está lendo. Por isso, separamos alguns passos que podem ajudar aqueles que possuem dificuldades para ler. Confira!

Faça uma leitura prévia do texto

Esse passo é bastante simples e consiste em ler o índice, a introdução, o título e os subtítulos do texto. Dessa forma, o leitor terá uma ideia geral do conteúdo que será abordado adiante.

Faça perguntas e leia o texto procurando respostas

Se você precisar ler um livro didático para estudar sobre algum tema, use as perguntas de discussão no final dos capítulos para orientar sua leitura. Independentemente do tipo de texto que você estiver lendo, sempre se faça perguntas, para entender e aplicar as informações que encontrar.

Quando você tem uma questão a ser respondida, fica mais fácil se concentrar na leitura e localizar as respostas de modo eficiente.

Interaja com o material que você está lendo

Interaja com o que você está lendo escrevendo notas, grifando partes do texto e gravando áudios com resumos. Dependendo do material, faça diagramas com figuras e frases curtas. Isso ajuda a compreender melhor o texto e memorizar seu conteúdo.

Outra estratégia para aumentar a concentração e o nível de compreensão é ler em voz alta, pelo menos os parágrafos principais.

Após ler, reflita sobre as perguntas que fez anteriormente

Você se lembra das perguntas que fez antes de começar a leitura? Com essas questões em mente, ao terminar de ler, pergunte a si mesmo se encontrou o que precisava. Se for o caso, releia ou use as anotações que você fez para recapitular os tópicos principais.

Faça ginástica cerebral para aprimorar a leitura

Além destas dicas práticas para ler melhor, você pode treinar seu cérebro com exercícios que aprimoram as habilidades cognitivas envolvidas no processo de leitura. Algumas destas capacidades são:

  • Processamento visual, com criação de imagens mentais do que você está lendo;
  • Processamento auditivo, que irá ajudar a analisar, misturar e segmentar sons;
  • Memória de curto prazo, que permite reter informações ou ideias que serão usadas em breve. Você percebe que precisa melhorar a memória de curto prazo quando sente necessidade de ler os textos várias vezes.

Aplicativos para aprimorar as habilidades cognitivas usadas na leitura

Há vários exercícios mentais que você pode fazer para fortalecer suas habilidades cognitivas, processo conhecido como treinamento cognitivo ou treinamento cerebral.

Alguns aplicativos para treinamento cognitivo que irão te ajudar a ler melhor são:

  • App Brain Trainer: o aplicativo tem 20 jogos para aprimorar habilidades cognitivas, focando em memória de curto prazo, concentração, velocidade e precisão.
  • Treinamento De Memória – Jogos De Memória:  aplicativo que possui jogos para treinar a memória fotográfica e de curto prazo, a velocidade de reação e o raciocínio lógico.
  • Passatempos Inteligentes: disponibiliza passatempos inteligentes como jogos para treinamento cerebral e fortalecimento das habilidades cognitivas.
  • Schulte table, melhorar a leitura rápida e atenção: o aplicativo aprimora a visão periférica, a percepção, o foco e a concentração, além da velocidade de leitura.

Se você tem filhos, lembre-se de que nunca é tarde para começar a ler para eles e ensiná-los a amar os livros. A leitura é um hábito que a criança levará por toda a vida.

E se você já é adulto e reconhece que pode ir além na sua habilidade de leitura, aproveite todas essas dicas para seguir em frente.

E então, o que você achou desse artigo? Deixe sua opinião nos comentários!

Boa leitura e até logo!

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