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9 formas de ensinar que todo professor deveria conhecer

Olá, leitor!

Ensinar é uma profissão nobre, porém que apresenta inúmeros desafios. Ser professor não é uma tarefa fácil: além de dominar o conteúdo que está transmitindo, você também precisa se familiarizar com as diversas formas de ensinar e aprender.

Cada aluno é único. Por sorte, algumas metodologias contemplam esse fato, ajudando o professor a se adaptar e extrair o melhor dos seus pupilos. As formas de ensinar, apesar de precisarem conformar-se ao currículo da instituição, podem ser trazidas para as aulas em diferentes momentos.

Quer mais dicas para se tornar o melhor professor que você pode ser? Leia também esse outro artigo que preparamos!

A seguir, você conhecerá melhor as 9 principais metodologias de ensino da atualidade. Elas podem te ajudar a se preparar e adequar suas aulas, para atender melhor às necessidades dos seus alunos. É interessante considerar que uma metodologia não é inerentemente melhor do que outras: elas possuem objetivos e públicos distintos. Continue lendo e confira:

Metodologia tradicional

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Essa metodologia é aplicada na maioria das escolas brasileiras, num âmbito institucional. A principal característica desse tipo de ensino é que ele fica centralizado no professor, que é visto como transmissor do conhecimento.

Os alunos possuem metas e prazos a cumprir e o desempenho é verificado através de avaliações periódicas. Aqueles que não atingem as notas mínimas precisam refazer o mesmo conteúdo.

Nesse método, é comum o uso de apostilas e cartilhas, que determinam o que – e quanto – o estudante deverá aprender em um determinado período de tempo. Essa é uma visão pragmática do ensino, normalmente voltada para o bom desempenho em provas como o Enem.

Freiriana

Baseado nos estudos de Paulo Freire, esse método de ensino leva em conta especialmente os aspectos culturais, sociais e humanos dos alunos. Como ajuda a colocar a aprendizagem em contexto com o ambiente em que o aluno vive, é recomendado manter essa visão em mente mesmo ao utilizar outros métodos.

A postura freiriana implica em ouvir o aluno e ajudá-lo a construir confiança. Essa metodologia está voltada para possibilitar que o aluno compreenda o mundo através do conhecimento.

Paulo Freire postula que o conhecimento faz sentido, apenas, quando é apropriado pelo estudante, ou seja, faz parte de sua rotina e visão de mundo.

Bom senso, humildade, tolerância, respeito, curiosidade são alguns dos princípios defendidos por essa corrente. A educação se torna uma ferramenta para “libertar” o aluno. A pedagogia de Paulo Freire não prevê provas, porém, pode ser utilizada em conjunto com outras metodologias que incluem avaliações.

Escola comportamentalista

O feedback constante é uma das principais características da escola comportamentalista. Essa pedagogia apoia-se na psicologia behaviorista, que postula que certos comportamentos podem ser incentivados por meio de estímulos recompensadores.

O processo de avaliação é feito através de provas periódicas, como no método tradicional. A grande diferença está no foco que esse método confere ao material e planejamento. Para que os estímulos recompensadores funcionem, todas as aulas devem ser cuidadosamente planejadas e estar sob controle do professor.

O objetivo final é que os resultados possam ser mensurados e que os comportamentos positivos sejam incentivados pelo professor, fazendo com que os alunos o reproduzam.

Construtivista

O estilo de ensino construtivista foi baseado nas propostas de Jean Piaget. Uma das principais ideias dessa metodologia é a de que o conhecimento é construído de maneira ativa pelo aluno, e não recebido de um professor ou do ambiente.

Cada estudante é enxergado como sendo único e possuindo seu próprio tempo de aprendizado. Com grande enfoque nos trabalhos em grupo, esse método procura criar situações onde os alunos são estimulados a pensar e solucionar problemas, principalmente em conjunto.

O principal objetivo é que os estudantes sejam capazes de aplicar os conhecimentos na resolução de problemas e criar novas respostas, ao oposto de memorizar e repetir. O professor é visto como facilitador, que estimula no aluno a capacidade de aprendizagem autônoma e pensamento crítico.

Montessoriana

Criada pela médica italiana Maria Montessori, nessa metodologia os alunos são os responsáveis pela busca do conhecimento, com os professores os auxiliando no processo. O objetivo é o desenvolvimento de indivíduos criativos, independentes e confiantes, que possuem iniciativa e “aprendem a aprender”.

Na sala de aula, as crianças escolhem as atividades que querem fazer. O professor age como um guia, removendo obstáculos que dificultam a aprendizagem e respeitando o ritmo de cada criança.

As classes, idealmente, possuiriam crianças de idades diferentes. No entanto, essa parte da metodologia pode ser difícil de cumprir nas escolas brasileiras.

Maria Montessori criou vários materiais destinados a facilitar esse método. Eles são voltados para a estimulação da aprendizagem nas crianças. Um dos mais famosos é o Material Dourado, composto por cubos, placas e barras com o objetivo de facilitar o entendimento das operações matemáticas.

Tendência democrática

Baseadas em um método inglês, aplicado originalmente na Escola Summerhill, esse tipo de educação é normalmente considerado uma crítica ao método tradicional.

Os teóricos dessa metodologia entendem o ensino tradicional como tendo base no medo e no controle, baseado em ameaças veladas e presenças obrigatórias, por exemplo.

As lições e atividades são baseadas sempre no poder de escolha de alunos, que são incentivados a sugerir maneiras criativas de estudar um determinado conteúdo.

Waldorf

Desenvolvida pelo filósofo austríaco Rudolf Steiner, essa metodologia busca equilibrar os aspectos cognitivos com o desenvolvimento de habilidades artísticas, musicais, de movimentação e de dramatização. Assim como o método construtivista e de Paulo Freire, o aluno é visto como um ser único, que deve ser acompanhado de maneira próxima e personalizada pelo professores.

O trabalho de ensino é feito em três âmbitos do desenvolvimento da criança: físico, social e individual.

Freinet

Baseada nos conceitos desenvolvidos pelo pedagogo francês Célestin Freinet, nessa escola o aprendizado acontece por meio do trabalho e da cooperação. Freinet acreditava que a criança tem que ser vista como parte de uma comunidade e jamais ser marginalizada, principalmente quando fizer parte de classes menos favorecidas. O conceito, que também se complementa com a teoria de Freire, destaca que o ambiente é parte fundamental do desenvolvimento do indivíduo.

O aluno é incentivado a compartilhar suas produções com os colegas. As avaliações levam em conta o progresso do aluno em comparação ao seu desempenho anterior e não em relação com os demais.

Optimist

Proposto pelo Fomento Centros de Enseñanza, uma instituição espanhola, esse método é voltado para a educação infantil (de 0 a 6 anos). É adotado o princípio da educação personalizada, como foi idealizada pelo pedagogo Víctor García Hoz: respeitar o aluno como pessoa singular e ritmo próprio.

O objetivo é que os estudantes alcancem o máximo de seu potencial. A proposta inclui estratégias voltadas para o desenvolvimento como um todo, incluindo capacidades motoras, inteligência, afetividade e sociabilidade.

A participação dos pais é também muito importante, já que o método prevê que o ensino deve continuar em casa para ser completamente efetivo.

Conciliando os métodos

Como você deve ter percebido, de maneira geral, os métodos de ensino recomendam que o aluno seja enxergado como indivíduo único. Evitar comparações com os demais e incentivar a autonomia são estratégias incríveis, mas muitas vezes difíceis de serem aplicadas nas instituições de ensino brasileiras.

Você, como professor, tem pouco controle sobre o conteúdo programático e métodos utilizados para medir o desempenho dos alunos. Afinal, na maioria das instituições são utilizadas estratégias padronizadas. No entanto, é possível trazer as outras metodologias para a sala da aula em outros aspectos.

Veja algumas formas de inserir essas ideias nas suas aulas:

  • Trazer debates e discussões sobre o contexto social dos alunos. Quais são os problemas em suas comunidades? Como eles podem ser resolvidos?
  • Conversar com os alunos sobre os métodos de avaliação, ensinando-os que cada pessoa possui um ritmo de aprendizado diferente.
  • Tornar as aulas mais dinâmicas, incentivando a participação dos alunos. Isso deve ser feito na forma de sugestões de atividades e expressão de opiniões e personalidade, e não apenas através de perguntas e respostas baseadas no material didático.
  • Utilize os trabalhos em grupo durante as aulas, para que os alunos tenham a possibilidade de treinar a resolução de problemas, cooperação e interações sociais de maneira supervisionada.
  • Incentive bons comportamentos e a curiosidade. Muitos professores acabam funcionando no modo “apagar o fogo”, lidando apenas com alunos mais problemáticos. É importante lembrar de incentivar e elogiar aqueles que demonstram persistência e curiosidade.

Conclusão

Ensinar é um grande desafio! Por sorte, existem inúmeras opções quando se fala de metodologias, atividades e maneiras de entender a educação. Como professor, é importante que você desenvolva a capacidade de entender cada aluno como um indivíduo único, além da flexibilidade em sala da aula.

Quer mais dicas sobre como garantir que os alunos alcancem seu potencial máximo? Dê uma olhada nesses outros artigos aqui no Canal do Ensino:

E então, que tipo de metodologia de ensino ressona mais com sua experiência pessoal? Deixe sua opinião nos comentários e não esqueça de perguntar se ficou com alguma dúvida!

Até logo!

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