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9 diferenças entre a carreira pública e a privada

A carreira pública e a privada são modalidades empregatícias diferenciadas entre si. Sendo assim, muitas pessoas se perguntam sobre as diferenças entre elas, pois existem algumas peculiaridades em cada uma delas. Pensando nisso, separamos uma série de dicas sobre as principais características da carreira pública e a privada, bem como os prós e contras de cada uma delas no mercado de trabalho. Confira!

Olá, leitor!

Um dos questionamentos mais comuns e antigos de qualquer estudante durante ou ao cabo do curso, é que carreira seguir. As diversas opções podem ser enquadradas em dois grandes grupos: as que pertencem ao setor público e aquelas que pertencem à iniciativa privada.

Essa dúvida, apesar de mais frequente em estudantes, é encontrada em profissionais com os mais variados tempos de experiência, que passam a considerar se devem mudar de setor.

Os motivos são variados e como informação é fundamental para tomadas de decisão, sejam elas permanentes ou não, listamos abaixo nove diferenças entre a carreira pública e a privada. Confira!

Conheça as 9 principais diferenças entre carreira pública e privada

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1 – Discriminação

Não raro é normal encontrarmos situações como estas no setor privado: mulheres ganhando salário cerca de 30% menor que homens que realizam a mesma função, pelo mesmo tempo, na mesma empresa; a ausência total ou presença muito rara de negros em cargos de liderança ou estratégicos; pessoas com deficiência relegadas a funções operativas e pouco qualificadas.

Isso se dá, infelizmente, por conta de preconceitos estruturais presentes em nossa sociedade, onde o “diferente” causa incômodo, ou, mesmo inconscientemente, estranheza em grupos majoritários. Por conta disso, minorias representativas são vistas, pelos recrutadores e gerentes, em geral, como “menos confiáveis” e, portanto, acabam em situações de menos poder.

Quando é feita a troca desse recrutador por uma prova (o concurso público), esses preconceitos tendem a não poderem ser aplicados aos candidatos, pois não existe interação humana, até a chamada dos mesmos para a atribuição das funções. Na teoria, a prova permitiria apenas que os mais aptos às funções passassem.

O sistema, como qualquer outro, todavia não é perfeito, se levarmos em conta que as minorias ainda estão sujeitas a diversos preconceitos, discriminações e negação de oportunidades, no que diz respeito ao sistema educacional em geral.

No entanto, a prova pode vir a servir para mitigar a propagação desses erros no âmbito profissional.

Sendo assim, esse é um dos benefícios da carreira pública, a imparcialidade na seleção dos seus funcionários, baseando-se apenas nas suas qualificações.

2 – Salários

Essa é uma diferença que sempre aparece quando comparadas as duas carreiras. No setor público, os salários são, geralmente, descritos como de razoáveis a bons, não pendendo para nenhum dos extremos, tanto do insuficiente quanto do excelente.

Logicamente que existem pontos fora da curva, como funções às quais não são pedidas muitas qualificações, às quais são oferecidos salários menores e concurso específicos, geralmente na esfera federal, com salários bem mais elevados do que os da maioria dos servidores, desde que não ultrapasse o teto estabelecido para a categoria.

Já no setor privado, o espectro é bem mais amplo. Existem, visando garantir condições mínimas de trabalho, os pisos salariais para diversas categorias. Porém, até quanto um funcionário pode ganhar, varia muito de caso a caso, estando sujeito a diversos vieses, como oferta e procura, benefícios acumulados, histórico profissional individual.

Aqui podemos encontrar, desde trabalhadores que mesmo ganhando acima do piso, não recebem salários satisfatórios até profissionais com um faturamento mensal muito maior dos que os encontrados no setor público em funções análogas.

Entretanto, levando em consideração os benefícios, os bônus, a estabilidade e até mesmo a chance de subir de cargo, e incorporação de salário após anos de serviços prestados ou por assumir um cargo de chefia na carreira pública, esse profissional também pode conseguir um bom salário.

Optando por uma ou outra carreira, o salário é sempre um fator de peso na escolha do profissional.

3 – Estabilidade

Diferente de um funcionário da empresa privada, que poderá ser demitido a qualquer momento, um funcionário público efetivo que consequentemente ingressou na carreira por concurso, adquire a estabilidade no serviço público ao completar três anos de efetivo exercício.

Um período probatório cerca de quinze vezes maior que o praticado no setor privado, em contrapartida. O servidor estável, salvo por uma ou outra brecha legal, só será exonerado de sua função se cometer falta grave.

No caso deste tipo de acusação ao servidor, de origem interna ou externa, é instalado um processo administrativo disciplinar no qual lhe seja assegurada ampla defesa.

4 – Idade

O mercado de trabalho, ao qual o setor privado está, intimamente ligado, geralmente, considera velhos, aqueles candidatos acima de 40 anos, exceto, talvez para cargos de gerência e chefia, no qual é necessário um trabalho intelectual maior, possibilitado por uma maior experiência e estudo.

Por outro lado, metade da massa de desempregados é composta por jovens entre 16 e 24 anos. De novo, vale ressaltar que aqui, há exceções para as funções de base dentro das empresas, sejam elas atreladas a um plano de carreira ou não.

Já no setor público, para ingressar no exercício do trabalho, o novo funcionário deverá ter entre 18 e 69 anos na data da chamada. Isso tende a tornar a carreira pública mais atraente para os que estão fora da faixa considerada mais atraente para o setor privado.

5 – Indenizações

Ao servidor são indenizados: ajuda de custo, diária e transporte. Qualquer outro gasto que este possa vir a ter, desde que comprovado que tenha sido para o exercício pleno de sua função, será reembolsado.

Também são pagas as despesas de uma eventual mudança do local de trabalho deste servidor, caso este e sua família necessitem mudar de domicílio.

Já no setor privado é possível, ao trabalhador, também, gozar de todos estes benefícios, porém, nenhum deles é garantido por lei, sendo necessário que estes constem no contrato de trabalho ou em termos posteriores acordados entre o funcionário e o empregador.

6 – Rotina de Trabalho

Outro ponto a ser considerado na escolha de uma carreira é a rotina que o trabalhador vai enfrentar por toda a sua vida profissional.

Na carreira pública, deparamo-nos – logicamente, sempre há exceções – com trabalhos com um plano de carreira mais lento ou, no caso de funções mais tradicionais, inexistente, e funções mais definidas, que podem ser classificadas por muitos, como rotineiras e com poucas oportunidades de crescimento pessoal e profissional.

Para se ter destaque nesse setor, qualidades fundamentais são resiliência e saber lidar bem com questões hierárquicas. Em muitos dos casos, quando o funcionário busca uma nova função no setor público, a maneira mais fácil de conquistá-la é um novo concurso público ou a nomeação para um cargo comissionado.

No setor privado, a rotina é dirigida por resultados. Em ambos os setores pode ser notada uma competitividade como motivação. Porém, esta é mais constante nas carreiras privadas. Os profissionais dessa área são identificados como, geralmente, mais proativos, criativos e arrojados. A ascensão aqui é mais rápida, em contrapartida aos riscos inerentes da carreira.

Vale destacar que existem trabalhos no setor público bastante movimentados e funções extremamente burocráticas. Uma regra geral não se aplica a todos os casos possíveis.

7 – Atualização

Parece haver uma maior concentração na competitividade e busca por qualificações no setor público. Candidatos mais qualificados e que estudam mais tem muito mais chances de passar em concursos que os demais.

Após passada essa fase, a exigência por atualização, tão ligada ao mercado de trabalho, não tem tanta influência sobre o funcionário público, exceto, claro em áreas ligadas à pesquisa.

Logo, a necessidade de se atualizar e adquirir novos conhecimentos, muitas vezes, parte de uma iniciativa do próprio funcionário.

No setor privado, a situação é diferente. Embora para ingressar em qualquer carreira, não sejam necessárias muitas qualificações ou experiência, a exigência das empresas vai aumentando constante e progressivamente, conforme o funcionário vai galgando os degraus de sua carreira nas empresas por onde passa. A atualização passa a ser uma exigência externa, muito mais do que uma vontade do funcionário.

Vale ressaltar que, em ambas, tanto na carreira pública quanto na privada, a iniciativa própria de atualizar-se representa vantagem para o funcionário.

8 – Tratamentos junto à instituições financeiras

Taxas de juros e linhas de crédito estão intimamente ligadas à possibilidade de a pessoa que solicitou pagar ou não de volta o valor solicitado.

Partindo-se do princípio que, quem solicita o dinheiro tem a intenção de pagar e só não o faz em casos que não pode, a estabilidade, citada no começo dessa lista, é fator determinante para obter-se condições melhores de crédito.

Um funcionário público, por ter, por lei, um salário garantido até sua aposentadoria e uma aposentadoria proporcionalmente maior que um do setor privado, goza de juros e taxas melhores que este último.

9 – Inovação

Aqui podemos ver uma diferença estrutural. O objetivo principal do setor privado é gerar lucro, enquanto que no público o objetivo é a geração de bem-estar social. E isso se reflete quanto a demanda por inovação.

Embora existam carreiras voltadas exclusivamente para pesquisa em ambos os setores, um valor que circula muito forte no privado é o “mais por menos”. Muitas vezes é reconhecido o valor da inovação como redutor de custos e maximizador de lucro.

Porém, metodologias de governança pregam que, uma vez criada uma solução que realiza, satisfatoriamente uma função, é mais vantajoso adquirir essa solução, que desenvolver uma nova, mesmo que, esta possa representar um ganho maior a longo prazo.

Na carreira pública, dada a perenidade maior da instituição, maior que a de qualquer empresa, não existe prazo longo demais para a conclusão de uma solução melhor. Por isso, é uma boa prática de gestão pública, investir em inovação. Logo, o interesse de um funcionário em se trabalhar com inovações pode ser um fator decisivo na hora de optar por uma ou outra carreira.

Lembrando que essas são apenas algumas diferenças entre a carreira pública e a privada, mas que elas não abrangem todos os casos.

Empresas privadas podem ser inovadoras e funções públicas podem apresentar funções desafiadoras e enriquecedoras pessoal e profissionalmente. E não existe carreira melhor ou pior. Apenas mais ou menos adequada a cada pessoa.

Até logo!

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