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7 sugestões para acolher colaboradores com filhos no mercado de trabalho

Olá, leitor(a)!  

A filósofa francesa Simone Weil (1909 – 1943) dizia que “a atenção é a forma mais pura de generosidade”. Isso porque, quando escutamos os sonhos e os anseios de alguém, cedemos nosso tempo de vida a ele e valorizamos sua existência no mundo. Essa postura não só aumenta o sentimento de pertencimento das pessoas, como dá espaço para que elas explorem ao máximo suas capacidades. 

Nesse sentido, temos acompanhado um discurso muito forte no meio corporativo voltado para a humanização dos processos e o conceito de pessoas como o maior ativo (bens materiais) de uma empresa. Afinal, são elas que tornam possível a expansão de um negócio. Por isso, e considerando as novas estruturas de trabalho, listamos 7 sugestões para acolher colaboradores(as) com filhos e possibilitar o bem-estar deles(as) e a saúde e o crescimento da sua empresa. 

7 sugestões para acolher colaboradores com filhos no mercado de trabalho

Fonte: Reprodução

Situação de colaboradores(as) com filhos no mercado de trabalho 

Com a pandemia de Covid-19 e a necessidade de isolamento social, no início de 2020, muitas instituições tiveram que adotar o regime de teletrabalho. O que, a princípio, causou preocupação e demandou grande esforço de adaptação às novas rotinas digitais acabou se tornando um ideal de trabalho almejado por muitos(as) profissionais, principalmente os(as) responsáveis por crianças.  

Um dos principais motivos desse desejo tem a ver com o fato de que, trabalhando em casa, os pais conseguem estar mais próximos dos(as) filhos(as). Esse estreitamento na relação é positivo para a educação e o desenvolvimento das crianças e também para o bem-estar dos(as) cuidadores(as), que se veem mais implicados(as) na formação dos(as) pequenos(as).   

A volta gradual ao regime presencial tem feito com que profissionais e empresas se questionem sobre suas decisões e sobre melhores condições de trabalho. Inclusive, como informa a CNN Brasil, a empresa de recrutamento Robert Ralf realizou uma pesquisa que afirma que 63% das pessoas entrevistadas preferem desempenhar suas atividades em regime híbrido, ou seja, alternando dias de trabalho presencial e remoto.  

Independentemente do modelo aceito, os desafios são muitos quando pensamos em colaboradores(as) com filhos(as). Afinal, inserir o dia a dia familiar na rotina profissional e entender isso como um investimento requer uma mudança cultural no ambiente corporativo. Além de uma grande disposição para encarar todos os conceitos que precisam ser revistos, como no caso da equidade de gêneros. 

Maternidade e paternidade no mercado de trabalho 

De acordo com o estudo Licença-Maternidade e suas consequências no mercado de trabalho, publicado em dezembro de 2016 pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), 5% das mulheres deixam o trabalho 3 meses depois do parto. Esse número aumenta para 48% até o primeiro ano de nascimento da criança. A sobrecarga gerada nessas mulheres, que precisam cuidar do bebê, dos afazeres domésticos e trabalhar fora de casa, é um dos principais fatores para a desistência. 

Esses dados deixam em evidência a responsabilidade quase exclusiva do gênero feminino em relação ao cuidado dos(as) filhos(as). Nesse sentido, a reparação dos papéis sociais é uma medida urgente, tanto nos lares como no mercado de trabalho. Há empresas que já aplicam um tempo maior de licença-paternidade e na Espanha, por exemplo, pais e mães têm o mesmo período de licença garantido por lei.  

Importância de acolher profissionais com filhos 

Muitos estudos apontam que a disposição e a capacidade criativa das pessoas estão atreladas à saúde emocional e mental. Ainda, ao exercer o papel de pais e mães, novas habilidades são descobertas e podem ser utilizadas para desenvolver funções no trabalho. Um exemplo famoso, que tem chamado bastante atenção nas redes sociais, é a bebê Alice e seus pais, Morgana Secco e Luiz Schiller.  

Ainda que boa parte do sucesso deles se deva à extraordinária inteligência de Alice, que desde o primeiro ano de vida pronuncia palavras difíceis com desenvoltura, a relação estabelecida entre ela e os pais é o que tem garantido o potente desenvolvimento da menina e a qualidade do conteúdo oferecido pelos pais. No meio corporativo, isso não é muito diferente.  

Afinal, assegurar assistência para colaboradores(as) com filhos(as) intensifica a possibilidade de entregas qualificadas e inovadoras. Mais, garante a permanência desses(as) trabalhadores(as) na empresa, o que evita os gastos gerados pelas rescisões e novos recrutamentos, e colabora para o crescimento saudável das crianças.  

7 sugestões para acolher colaboradores(as) com filhos 

Para ajudá-lo(a) nisso, listamos 7 sugestões de como acolher colaboradores(as) que possuem filhos(as). Vejamos a seguir

1. Preparar o RH para contratar e auxiliar pessoas com filhos(as)

A equipe de recrutamento das empresas possui um papel fundamental na organização e na cultura do negócio. Dessa forma, prepará-la para lidar com pessoas que possuem filhos(as), de forma sensível e empática, e estimular a contratação desse público, é um bom começo.  

Além disso, é indispensável avaliar o bem-estar de colaboradores(as) nesse contexto e entender quais são suas necessidades. Isso não apenas traz direcionamentos sobre quais caminhos podem ser tomados, mas também aumenta o senso de pertencimento dessas pessoas ao ambiente de trabalho. 

2. Criar ambientes que integrem e discutam a parentalidade

Para que a sugestão anterior seja bem-sucedida, e para que pessoas responsáveis por crianças se sintam verdadeiramente acolhidas, criar espaços voltados para a integração e discussão da parentalidade tem sido cada vez mais necessário. Isso pode acontecer por meio de fóruns, eventos mensais, cursos de capacitação para mães que estão retornando de licença-maternidade e afins.   

Esses projetos devem considerar as necessidades desse público, por isso, o diálogo aqui também se faz importante. No caso das mulheres, criar ambientes específicos para amamentação, no regime presencial, e promover mentorias voltadas para os desafios da maternidade são medidas interessantes. 

3. Adaptar rotinas e processos do ambiente de trabalho

Geralmente, as escolas e creches seguem horários comerciais para a entrada e a saída de crianças. Por isso, tanto no modelo de trabalho presencial quanto no remoto, simplificar processos e rotinas para que cuidadores(as) estejam disponíveis durante esses horários é muito importante.  

Uma boa medida, por exemplo, é agendar reuniões ou encontros virtuais fora desses períodos. Outra ideia é definir prioridades, verificando o que pode ser resolvido por e-mail ou mensagem, evitando a realização de uma reunião.  

4. Flexibilizar a jornada de trabalho

Além da adaptação da rotina, flexibilizar a jornada de trabalho é imprescindível para esses(as) colaboradores(as). Isso porque, no modelo de trabalho remoto, a presença das crianças no dia a dia profissional deles(as) é muito maior. 

Apresentar filhos(as) ou estar com eles(as) em reuniões durante o isolamento social era uma prática muito comum, o que elucida bem o argumento. Por isso, é preciso estabelecer acordos com esses(as) profissionais para que nem o trabalho, nem a relação com as crianças sejam afetados. 

5. Valorizar a entrega em vez da agilidade

Nesse sentido, valorizar a entrega em vez da agilidade é uma ótima maneira de garantir que colaboradores(as) conciliem as tarefas do trabalho com as da parentalidade. Para isso, as empresas precisam estar comprometidas com uma mudança cultural que considere que o tempo de produção é diferente para cada pessoa. 

Assim, a qualidade das atividades realizadas passa a ser muito mais importante do que o tempo que se gasta para fazê-las. Para que isso não afete negócios que trabalham com prazos é essencial planejar uma agenda atenta ao que é prioridade.  

6. Promover benefícios para mães, pais e cuidadores

As responsabilidades de se tornar cuidador(a) de uma criança geram muitas preocupações, o que pode influenciar no desempenho desses(as) funcionários(as). Além de todas as atitudes aqui sugeridas, promover benefícios para pessoas que possuem filhos(as) é uma ação que contribui para uma sociedade mais justa e também para o sucesso do seu negócio.  

Do ponto de vista financeiro, por exemplo, uma boa medida pode ser o reembolso de despesas com creche ou babá. Afinal, não ter como pagar por esses serviços, e não ter com quem deixar as crianças, é um dos maiores pesadelos de pais, mães e cuidadores.  

7. Implementar licença parental por mais tempo

No Brasil, a licença-maternidade garante 120 dias de afastamento para a mãe e 5 dias para o pai, em casos de nascimento de uma criança ou adoção de um(a) menor de idade. Para instituições que aderem ao programa Empresa Cidadã, o período pode ser ampliado de 120 para 180 dias, no caso da mãe, e de 5 para 20 dias, no caso do pai.  

Discutir esse tema nas empresas é, talvez, uma das mais importantes ferramentas de bem-estar dos(as) colaboradores(as). Implementar licenças parentais por mais tempo, preferencialmente de forma igualitária, estreita os vínculos entre colaboradores(as) e empresa, e fortalece o compromisso desta com os cuidados emocionais e psicológicos daqueles(as).  

Conteúdo extra  

Pensando em viabilizar ainda mais conteúdos voltados para o bem-estar e a carreira, trouxemos uma dica de podcast: o De Carona na Carreira. O programa é de autoria e apresentação de Thaís Roque, formada em Coaching e Gerenciamento de Negócios pela New York University (NYU).  

Nele, a apresentadora “pega carona na carreira” de profissionais bem-sucedidos(as) para debater temas que envolvem carreira e mundo corporativo. No episódio de número 58, por exemplo, Thaís entrevista a cofundadora da consultoria Filhos no Currículo, Camila Antunes, e fala sobre parentalidade no mercado de trabalho, maternidade e outros assuntos. Para escutar, clique aqui.  

Gostou das nossas sugestões? Deixe nos comentários a(s) que mais chamou(ram) a sua atenção e pretende aplicar ou gostaria de ver aplicadas na sua empresa!  

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