Você está aqui:Home » Dicas » Filmes » 7 filmes mudos gratuitos que todo fã de cinema precisa ver

7 filmes mudos gratuitos que todo fã de cinema precisa ver

Olá, leitor(a)!  

Diferentemente do que se possa pensar, o cinema mudo não é uma experiência exclusiva para aficionados(as) ou estudiosos(as) da sétima arte. Quem já assistiu aos episódios de Tom & Jerry (1940) e Papa-Léguas (1949) entende muito bem e se diverte bastante com o conceito de filme mudo. Esses desenhos animados, sem diálogos, mas com trilhas sonoras incríveis, marcaram a infância de muitas gerações e revelam ser possível aproveitar uma boa história sem que haja falas expressas nela.  

Entretanto, isso também exige de nós dedicação e atenção ininterruptas, já que, para compreender o que está acontecendo e as nuances das narrativas que nos são apresentadas, é preciso seguir com interesse cada mínima expressão dos(as) personagens e os jogos de cenas. Para ajudá-lo(a) a conhecer mais desse universo fílmico quase silencioso, e a experimentar novos velhos jeitos de ver uma película, selecionamos 7 filmes gratuitos muito importantes na história do cinema.  

História e relevância do cinema mudo 

Por mais estranho que isso soe, o cinema mudo não é exatamente silencioso. Para explicar melhor, antes é preciso entender a origem da denominada sétima arte. As primeiras imagens do que seria um grande meio de entretenimento mundial surgiram com o cinematógrafo, aparelho inspirado no cinetoscópio criado por Thomas Edison.  

A patente — registro que atribui uma invenção a alguém — do cinematógrafo foi conferida aos irmãos Lumière. Em 1895, diante de uma pequena plateia, a primeira exibição de cenas em movimento durou cerca de um minuto. Nela, observou-se a saída de operários da Fábrica Lumière. Depois disso, as cenas foram repetidas inúmeras vezes em encontros públicos e ganhando ainda mais a atenção de espectadores.  

Nesse período, os altos custos para introdução e sincronização de som nos filmes desencorajaram sua utilização nas produções. Entretanto, isso não impediu que as projeções fossem acompanhadas de trilha sonora. Nas salas, teatros e eventos em que os filmes eram passados, músicos eram contratados para acompanhar as cenas. Por isso, não se pode dizer que as produções eram totalmente mudas. 

Atualmente, sabemos que a produção e a distribuição de um filme passam por diversos processos, da escolha de elenco e gravação de cenas até a contratação de tradutores e dubladores — considerando a difusão dele em larga escala. Pensando nisso, defende-se muito que o fato de o cinema mudo não possuir diálogos falados foi o que possibilitou sua popularização por todo o mundo, afinal, independentemente de onde se estava, as cenas e expressões permitiam a compreensão da história.  

Com o passar do tempo, algumas produções já inseriam legendas explicando o que se passava nas cenas, mas isso não complicava o processo de distribuição, como no caso da dublagem, porque bastava fazer um recorte do filme e inserir as legendas conforme a língua de onde se estava projetando.  

7 filmes mudos gratuitos

Contrariando as expectativas de que o cinema teria vida curta, muitas foram as produções e inovações que fizeram dessa técnica de projeção de cenas um sucesso mundial. O cinema mudo foi explorado de diversas formas e proporcionou a existência de grandes clássicos da sétima arte. Reunimos 7 deles para apresentar, vejamos: 

Filmes mudos gratuitos que todo fã de cinema precisa ver

Fonte: Reprodução

1. Viagem à Lua (1902)

Marcando a história do cinema, antes concentrado principalmente na possibilidade de acompanhar fotografias que se movimentavam, o francês George Méliès rompe barreiras ao criar efeitos especiais para sua produção cinematográfica 

Viagem à Lua enche os olhos de espectadores e oferece, a partir de intervenções técnicas até então não exploradas, a história de cientistas que constroem uma espaçonave para irem à Lua e, ao chegarem lá, encontram extraterrestres. Para assistir ao filme completo, basta clicar aqui.

2. Nosferatu (1922)

Filme que deu origem ao gênero terror e é um dos maiores clássicos do expressionismo alemão — caracterizado por explorar os sentimentos humanos, importando a dramatização do teatro para as telas. Friedrich Wilhelm Murnau usou de muitos jogos de luz e sombra para apresentar os efeitos desejados e assustar o público. 

Nosferatu é uma adaptação não autorizada do clássico romance gótico Drácula (1897), de Bram Stoker. Na produção cinematográfica, encontra-se a mais simbólica e funesta representação de um vampiro: dentes afiados, unhas enormes e orelhas pontudas. Para acessar a trama, clique aqui.  

3. O Inquilino Sinistro (1927)

Produzido por um dos mais celebrados e polêmicos diretores de cinema, Alfred Hitchcock, esse filme se tornou um modelo replicado muitas outras vezes pelo britânico: um personagem com hábitos estranhos, possivelmente um assassino, e uma protagonista apaixonada por ele e que pode ser sua próxima vítima. 

A narrativa se passa na cidade de Londres e é envolta em muito suspense e mistério. Nela, uma senhoria desconfia de que seu recente hóspede seja um serial killer procurado pela polícia. Para acompanhar a história completa e descobrir se ele é ou não o assassino em série, clique aqui.

4. O Vento (1928)

A produção norte-americana, dirigida pelo sueco Victor Sjöström, é considerada uma obra-prima do cinema mudo, já ameaçado de extinção. Para a crítica, é quase irônico que a perfeita exploração do formato, realizada no filme, coincidisse com o fim dele.  

O Vento narra a história de uma jovem que sai de sua cidade, na Virgínia, nos Estados Unidos, para viver em um rancho de familiares do outro lado do país. Com uma trama repleta de sutilezas, acompanhamos o nascimento do amor, do engano e da loucura. Para assistir, clique aqui.  

5. A Caixa de Pandora (1929)

Inspirado na mitologia grega, conforme se observa no próprio título, o filme do austríaco Georg Wilhelm Pabst apresenta uma Pandora moderna, chamada Lulu, igualmente sedutora e dotada de muitas qualidades. 

Entretanto, assim como no mito, tudo isso tem um preço e a protagonista acaba pagando por ele. Em uma narrativa que explora temas bastante ousados para a época, acompanhamos cenas de ciúmes, assassinato, fuga e paixão. Para ver o filme completo, acesse aqui.  

6. Luzes da cidade (1931)

É quase impossível gostar de cinema e não conhecer Charlie Chaplin. A famosa figura, representada por um chapéu-coco, uma bengala e um icônico bigode, nasceu na Inglaterra e inspirou gerações de profissionais e apaixonados(as) pela sétima arte.  Luzes da cidade, considerado um clássico da comédia norte-americana, foi dirigido e interpretado pelo inglês.  

Na trama, que também teve trilha sonora composta por Chaplin, conhecemos Carlitos — um malandro que se apaixona por uma pobre e cega florista. Para ajudar a amada, ele passará por inúmeras situações e promoverá boas risadas e suspiros. Para assistir, clique aqui.  

7. Limite (1931) 

O último dos filmes selecionados é, na verdade, pouco conhecido na cinematografia mundial, mas foi produzido em solo brasileiro e é um marco estético das produções nacionais em um período em que o cinema falado já estava fazendo sucesso.  

Dirigido por Mário Peixoto, Limite provoca sensações nos espectadores a partir da combinação poética das cenas, apresentando metáforas que abordam grandes temas da humanidade, como a imortalidade, a glória e o fracasso. Para ver o filme completo, clique aqui.  

Conteúdo extra 

Para quem ficou interessado(a) em conhecer mais sobre o formato, trouxemos 3 podcasts — programas de audição gratuitos semelhantes aos de rádio, mas que se pode consumir quando e onde quiser — que abordam o tema:  

  • Artes Cínicas: é um podcast composto por fãs de cinema, com uma abordagem menos formal, que propõe uma troca de conhecimentos e experiências sobre a sétima arte. Neste primeiro episódio, é apresentado o início da história do cinema, consequentemente do cinema mudo, e 10 filmes que marcaram esse processo. Para escutar, clique aqui. 
  • Toca o Terror: é um oferecimento da Rádio Frei Caneca FM, do Recife. No episódio em questão, temos quase uma hora de conteúdo sobre as primeiras produções do cinema mudo com a temática do horror. A equipe de apresentadores conta com a presença do professor Rodrigo Carreiro. Para escutar, clique aqui.  
  • Glosando pela música da lusofonia: podcast criado pela revista portuguesa Glosas, cujo objetivo é promover o patrimônio musical português. Neste episódio, que conta com a apresentação da pesquisadora Bárbara Carvalho, acompanhamos a trajetória da música no cinema mudo. Para escutar, clique aqui.  

Ficou com vontade de experienciar um filme sem diálogos falados? Então, compartilhe este texto com os(as) amigos(as) e combine uma sessão de cinema mudo para ver em casa!  

No Canal do Ensino, leiam também:  

Aproveite o cineminha em casa e até logo! 

Deixe um comentário

© 2012-2019 Canal do Ensino | Guia de Educação

Voltar para o topo