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5 lições do método Freinet para todos os tipos de escola

Olá, leitores!

O método Freinet ficou muito conhecido por sua proposta de ensino democrática e colaborativa, baseada nos interesses da criança e no aprendizado a todo o momento, em diferentes espaços, tirando a sala de aula do centro da vida escolar para explorar a vida para além de seu território. Conheça a seguir algumas vantagens e ensinamentos que esta abordagem tem a ensinar para as escolas brasileiras.

Democracia começa na escola

Freinet afirmava que “a democracia de amanhã se prepara na democracia da escola”. Sua concepção de escola era participativa, em que pais, professores, alunos e comunidade tinham seu papel de relevância não apenas na construção do espaço, mas sobre aquilo que seria interessante ensinar e aprender. Era na interação e participação que se podia encontrar as respostas mais adequadas às questões sobre educação para determinado contexto, sem massificar a estrutura escolar.

Foco no aluno

Mesmo que Freinet tenha feito, pelo menos historicamente, parte do movimento da Nova Escola, isso nas primeiras décadas do século XX, seu modelo foi adotado por muitas escolas libertárias e de outros segmentos ao redor do mundo. É uma resposta adaptável ao ensino tradicionalista, cujo foco era o professor e a instituição, evidenciando a necessidade inerente de focar no aluno e no seu processo de ensino-aprendizagem, em um esforço cooperativo conforme o contexto em que este está inserido – diferentemente de outros autores escolanovistas.

Um novo valor ao sucesso

A pedagogia Freinet tem uma ideia de sucesso e êxito que nem sempre condiz com a moral da competição a todo custo que vivemos atualmente. O propósito da escola, para ele, é formar cidadãos participativos, com estímulo positivo por parte dos professores e valorização individual, a partir de uma rotina prática e cativante que promovam a experiência e em que as crianças aprendam e ensinem os seus colegas. O professor é um mediador das atividades, que ensina, mas que também aprende.

Livro didático x Livro da vida

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A pedagogia Freinet não utiliza essencialmente os livros didáticos. O aprendizado estava além das páginas dos livros, sendo que os próprios alunos poderiam construir coletivamente e, com o apoio profissional seus conteúdos e relatar nestes as suas experiências. Pra o teórico francês, o aprendizado é algo afetivo. Em pauta, sua proposta traz a teoria e a prática em um primeiro plano.

Livre expressão

Este é um conceito muito importante na pedagogia Freinet. Como a proposta não era criar um método pedagógico rígido, nem uma teoria propriamente científica, o estudioso lançou várias técnicas e recursos para dar ênfase à livre expressão da criança, baseando-se também dos estudos do biólogo suíço Jean Piaget (1896-1980).

Foi uma resposta à escola alienada da vida e da família que existia em sua época e que muitas vezes se assemelha a algumas escolas que vemos no Brasil, preocupadas com a acumulação estéril de informação e na manipulação institucional. Professores e alunos deveriam estar em um mesmo nível, sem hierarquia. O processo de ensino ocorria seja por aulas dentro da sala de aula, com conteúdo teórico ou prático.

Vale lembrar que a pedagogia Freinet tinha quatro premissas principais: a cooperação (o conhecimento é construído coletivamente), a comunicação (como meio de interação), a documentação (toda experiência deve ser registrada no chamado livro da vida) e a afetividade (o conhecimento só é possível ao se estabelecer vínculos entre os envolvidos).

Cooperação e interação

Freinet sempre explorou diversas técnicas que efetivavam as quatro premissas já citadas. O texto livre, por exemplo, dava ao aluno a oportunidade para relatar experiências ou contar histórias conforme a sua imaginação, o jornal de classe (onde todos os alunos podem participar e registrar para os demais membros da escola seus feitos, conquistas ou descobertas) e a cooperativa escolar, por exemplo, em que pais, alunos, professores e outros membros da comunidade podem criar projetos comuns).

Até mais!

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