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5 desafios da educação a distância no Brasil

Olá, leitores!

A educação a distância no Brasil é uma realidade incontestável e irreversível. O país segue um movimento mundial em tirar da sala de aula o centro de todo o processo de ensino-aprendizagem, para explorar não apenas outros espaços e momentos, mas o meio digital e seus inovadores recursos.

O ensino a distância possibilitou a entrada de milhares de brasileiros no ensino técnico e superior, bem como transformou a forma de aprender e a forma como interagimos online. No caso da educação corporativa, onde também é utilizada, estreitou laços entre colaboradores, clientes e empresas. Apesar das críticas frequentes e constantes e dos obstáculos que enfrenta, as práticas de ensino serão, em um futuro próximo, cada vez mais a distância. Mas há algumas contingências e desafios a serem superados. Conheça alguns deles:

Mudança de mentalidade

Não é fácil para muitos supor que o aluno é sujeito do seu próprio processo de ensino-aprendizagem. Muitos ainda acreditam que, aprender só acontece em um espaço físico, com um professor e com as exigências de uma instituição. E se não há esta estrutura, não é possível, ou pelo menos é difícil, aprender. Este pensamento é moldado pela visão tradicional de educação, que não via o aluno como protagonista do seu processo de ensino–aprendizagem.

Com os novos paradigmas educacionais e abordagens mais inovadoras, passou a se entender e praticar um tipo de ensino mais democrático, com foco no estudante, não mais limitado à sala de aula nem a um período específico da sua rotina – aprende-se a todo o momento e em todo lugar, de modo diferentes e com recursos diferentes. Não demorou muito, a partir do avanço tecnológico, a se perceber que os meios digitais possibilitariam expandir estas ideias. O ensino a distância ainda esbarra na mentalidade tradicional e preconceituosa, mas a cada dia vem solidificando a sua presença e os seus benefícios.

Acesso aos novos meios digitais

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Infelizmente, grande parte da população não tem acesso aos meios digitais ou à internet. Além disso, apesar das novas gerações se adaptarem aos recursos digitais com maior facilidade, pessoas nascidas antes da década de 1980 apresentam muitas vezes dificuldades em lidar com as novas linguagens e os novos recursos digitais.

A solução seria mais investimentos ao acesso destes recursos na educação de base, integrados aos conteúdos comuns e políticas públicas que tornem possível o acesso à internet e aos aparelhos tecnológicos. A adaptação das gerações anteriores parece que a cada dia avança mais e é uma questão de tempo e de oportunidade.

Falta de investimento em pesquisas

Ainda faltam pesquisas interdisciplinares em todo o mundo, não apenas no Brasil, quanto à expansão das práticas educativas aplicadas aos novos meios e ao avanço dos recursos tecnológicos. As pesquisas, em sua maioria, são propostas pela iniciativa privada. Em um país que carece de investimentos para o avanço científico de todas as maneiras, esta carência é sentida também na expansão das práticas de educação a distância.

Capacitação profissional

A capacitação profissional sempre foi um desafio para a educação a distância. Em menos de 30 anos, muitas coisas mudaram no modo de aprender e ensinar no país. A educação a distância, mesmo que seja muito mais antiga, acabou progredindo com a evolução das abordagens mais inovadoras de ensino – as tecnologias avançaram assim como as abordagens educacionais também evoluíram. Três décadas ainda é um tempo muito recente para a compreensão deste fenômeno e para a capacitação de profissionais voltados para este tipo de ensino.

Além destes profissionais – professores, tutores, educadores, etc. – serem oriundos de um sistema de ensino tradicional, são consumidores destas novas tecnologias e lidam com estas novas linguagens – uma geração de profissionais que vive plenamente esta transição.

Veja nesta palestra a filósofa e escritora Viviane Mosé falando justamente dos desafios contemporâneos da educação e abordando a problemática dos profissionais que precisam se adaptar aos novos meios digitais:

Melhorias quanto à qualidade

Os críticos da educação a distância sempre a acusaram de ter menos qualidade que o ensino comum, presencial. Isso não faz muito sentido. Assim como o próprio ensino tradicional – em que há instituições qualificadas e não qualificadas – entre as instituições de ensino a distância há aquelas de boa qualidade e as de qualidade duvidável. Não é a educação a distância em si que carrega, ou deve carregar o estigma da baixa qualificação justamente por ser a distância. Tanto o ensino presencial tradicional quanto aos cursos a distância devem ter a qualidade de seus processos como uma prioridade, revendo-se e se reinventando-se constantemente. Desta forma, a educação a distância deve, sim, ter como um desafio a melhoria constante da qualidade.

Até mais!

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