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5 conflitos atuais que podem cair em concursos e vestibulares

Olá, leitor(a)!  

A compreensão sobre o início e os interesses que mobilizam as diversas disputas ao redor do mundo é muito importante. Não só porque isso nos ensina sobre o comportamento humano, as relações de poder e as consequências sociais e econômicas geradas por elas, mas também porque são conhecimentos que podem nos ajudar em concursos e vestibulares. 

Por isso, e para auxiliar na formação de opiniões bem fundamentadas, selecionamos 5 conflitos que estão em curso e que podem aparecer em avaliações. A ideia é condensar e consolidar as informações por meio de resumos e incentivar estudos mais profundos sobre o tema.  

Panorama de conflitos do século XXI 

Para nós que vivemos na América do Sul, onde geralmente os conflitos nos atingem de forma velada, ou seja, sem muito alarde e grandes eventos, é preciso certo esforço para entender que em diversas partes do globo muito sangue é derramado em disputas territoriais, ideológicas, religiosas e de muitas outras motivações.  

Na África, um dos continentes mais atacados ao longo da história, não é exagero afirmar, por exemplo, que as guerras civis sempre foram uma constante. Atualmente, é possível acompanhar violentos confrontos na Nigéria, no Quênia, no Mali, na Etiópia, entre outros países e regiões do território. 

Acontece, entretanto, que bem próximo de nós, na América Central, o Haiti também tem sido palco de inúmeros conflitos e, recentemente, após o assassinato do presidente Jovenel Moïse, tem vivenciado muitas tensões e um substancial crescimento nos índices de violência. Essas contendas costumam ser menos discutidas em relação às existentes em locais como Afeganistão, Síria, Israel e Rússia.  

Provavelmente, isso ocorre devido ao fato de que os interesses políticos e econômicos nesses lugares mobilizam grandes nações e economias, como os Estados Unidos da América. Nesse sentido, manter-se informado(a) é um grande desafio e, ao mesmo tempo, uma tarefa extremamente importante para o desenvolvimento intelectual. 

5 conflitos que podem cair em concursos e vestibulares 

Pensando em ajudar nossas leitoras e leitores a compreender melhor os contextos desses conflitos, organizamos 5 resumos sobre alguns dos principais embates da atualidade que talvez apareçam em questões de concursos e vestibulares. Vejamos a seguir 

5 conflitos atuais que podem cair em concursos e vestibulares

Fonte: Reprodução

1. Afeganistão

Em agosto de 2021, após a retirada das tropas norte-americanas do Afeganistão, que culminou na completa tomada de poder pelo grupo islâmico fundamentalista Talibã, presenciamos chocantes imagens da população afegã. Nelas, o desespero de pessoas tentando fugir de Cabul, capital do país, sensibilizou o mundo e chamou a atenção sobre os perigos da decisão dos Estados Unidos da América — presente de forma ativa na região, em distintas operações, desde o atentado contra as Torres Gêmeas em 11 de setembro de 2001.  

O pavor sentido por parte da população do país envolve as políticas empregadas pelo Talibã, baseadas em uma leitura radical do islamismo. Nesse sentido, por exemplo, além de violentas abordagens contra opositores, as mulheres são proibidas de frequentar escolas, viajar sem seus maridos, entre outras coisas. Os acontecimentos que deram início a esses conflitos remontam à década de 1970, quando os EUA apoiaram grupos afegãos contra o governo vigente, favorecido na época pela antiga União Soviética — um dos principais rivais políticos da nação norte-americana.  

Entre os anos de 1980 e 2000, foi possível acompanhar o surgimento da Al-Qaeda, fundada por Osama Bin Laden, a saída dos soviéticos do país, a criação do Talibã e sua tomada de poder e, em 2001, o atentando liderado pela Al-Qaeda contra os Estados Unidos. Foi nesse período que o então presidente americano, George W. Bush, comandou o que seria conhecida como Operação Liberdade Duradoura, visando a captura de Bin Laden. Nos anos seguintes, que precederam o acordo com o Talibã e a saída de suas tropas da região, em 2021, eles apoiaram governos contrários ao grupo fundamentalista, com o intuito de diminuir seu poderio, mas sem sucesso.

2. Etiópia

Como já mencionado antes, não são todos os conflitos que geram revolta o suficiente para chamar a atenção de veículos de imprensa do mundo todo. O continente africano, por exemplo, não só é marcado por intensos confrontos civis, mas também por lutas para a independização de governos regidos sob a influência de séculos de colonização. Um exemplo recente, que não aparece com alarde em jornais e telas, é a guerra na Etiópia — parte oriental do continente africano e segunda nação mais populosa do território.  

Caminhando para quase 2 anos de disputa étnica, isto é, entre povos de características e crenças distintas, ela é vista pela Anistia Internacional como uma das mais cruéis da atualidade devido às acusações de numerosos assassinatos e crimes sexuais. O conflito eclodiu em 2020, quando o primeiro-ministro Abiy Ahmed declarou que as eleições realizadas na região do Tigré foram ilegais.   

Antes, é preciso entender que o sistema de governo, que vigora desde 1994, é federativo, o que significa que cada região do país é liderada por grupos étnicos distintos. Nesse sentido, Ahmed foi acusado de tentar centralizar o poder e destruir esse regime. Ainda em curso, não há indícios de quando esses embates terão fim, entretanto, estima-se que eles ocasionaram quase 1 milhão de pessoas em condições de extrema pobreza, que não têm com o que se alimentar.

3. Iêmen

Localizado na Ásia Ocidental, o Iêmen hoje apresenta o conflito mais devastador da humanidade de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU). Isso porque, de 2014 até agora, ele resultou na morte de quase 250 mil pessoas, entre as quais pelo menos 130 mil ocorreram de maneira indireta — seja pela falta de infraestrutura, péssimos serviços de saúde ou escassez de alimentos. 

Ainda, segundo a ONU, 5 milhões de pessoas estão prestes a passar fome intensa e cerca de 2,5 milhões de crianças entre 0 e 5 anos estão com desnutrição aguda. São inúmeros os desastres causados pela guerra iemenita, que teve início no final de 2014, após os houthis (rebeldes do movimento político e religioso Ansar Allah, que pode ser traduzido para “partidários de Deus”) dominarem a capital, Sanaa, e deporem o então presidente, Abd Rabbuh Mansur Al-Hadi.  

Em 2015, o país, conhecido por sua instabilidade política e também por conter perigosas facções terroristas, sofreu uma intervenção liderada pela Arábia Saudita em favor do governo deposto. Isso não apenas intensificou a violência dos confrontos, fazendo com que eles se mantivessem ativos até hoje, mas também contribuiu para que grupos como Al-Qaeda e Estado Islâmico aumentassem suas atuações no território.  

4. Israel e Palestina

Um dos conflitos mais antigos, que perdura até hoje, é travado por Israel e Palestina. Ambos localizados na região denominada como Oriente Médio, eles reivindicam, principalmente, o domínio territorial. O foco da disputa, que também envolve questões religiosas, é a cidade de Jerusalém.  

O confronto teve origem entre os séculos XIX e XX, a partir da migração de judeus para os territórios habitados por árabes e o nascimento do movimento sionista, cujo intuito era fundar um Estado judeu na Palestina. Isso ocorreu porque a comunidade judaica reivindicava a região, da qual fora expulsa na Antiguidade pelo então Império Romano, como sua.  

Com a Segunda Guerra Mundial, que provocou um dos maiores extermínios sofridos por judeus, as circunstâncias políticas favoreceram o estabelecimento do Estado judeu na Palestina e, assim, a divisão do território para árabes e judeus que culminou na criação do Estado de Israel. Isso gerou muitos problemas, porque, embora representassem uma contrastante maioria, os árabes ficaram com uma quantidade menor de terras. Desde então, esses povos vêm tendo constantes combates, com inúmeras violências e controvérsias.

5. Rússia e Ucrânia

Apesar de constantes ameaças, nunca se esperou que uma guerra entre a Ucrânia e a Rússia, nos dias atuais, fosse mesmo acontecer. Afinal, isso fere gravemente a diplomacia mundial. Em fevereiro de 2022, entretanto, veículos de informação no mundo todo relatavam com espanto a invasão militar da Rússia nas regiões de Donetsk e Lugansk, no leste da Ucrânia, poucos dias após reconhecer a independência delas.  

O que tem causado enorme repercussão diante desse acontecimento, além das mortes e condições às quais foram submetidos(as) os(as) ucranianos(as), é a possibilidade de uma Terceira Guerra Mundial, tendo em vista as sanções políticas e econômicas realizadas contra a Rússia por grandes potências, como os Estados Unidos. O conflito, que remonta à Revolução Russa, quando a Ucrânia foi à luta por independência, sustenta-se, principalmente, por uma questão territorial. 

Isso porque o trecho em que a Ucrânia se localiza é considerado um ponto estratégico entre Ocidente e Rússia, pois, a partir do seu domínio, possibilitará ao país presidido por Vladimir Putin consolidar sua influência sobre a região. O Estado da Ucrânia, instaurado apenas em 1991 com o declínio da União Soviética, não possui força armada capaz de oferecer resistência à Rússia. Por isso, até o momento, espera-se que as ações de países apoiadores surtam efeito e provoquem o fim da investida russa.

Conteúdo extra 

Para ajudar na expansão do repertório acerca de temas que envolvem questões geográficas e políticas, esta é uma excelente sugestão de leitura: Geografia e geopolítica da América do Sul: integração e conflitos (2021). Disponível gratuitamente no Portal de Livros Abertos da USP, o e-book compila textos de diversos(as) geógrafos(as) e não só apresenta diferentes abordagens da atualidade da América Latina, mas também traça projeções sobre o futuro da região. 

Organizada pelo professor doutor Wanderley Messias da Costa e o doutorando Daniel Bruno Vasconcelos, a obra direciona maior atenção para países como Brasil, Argentina, Chile e Colômbia. Nesse sentido, são discutidos temas como geografia das drogas, conflito armado na Colômbia, integração da Amazônia e muito mais. Para conferir o conteúdo, basta clicar aqui.  

Compreender o início dos conflitos que estão em curso no mundo e como eles se mantêm é muito importante, não é mesmo? Deixe nos comentários quais não foram abordados, mas podem cair em concursos e vestibulares!  

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Bons estudos e até logo!  

Texto fechado em 29/03/2022, às 21h40

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