Você está aqui:Home » Enem » 20 características do Romantismo

20 características do Romantismo

Olá, leitor!

A época dos vestibulares está chegando. Dentre os temas que mais caem nas provas estão os movimentos literários. Vocês já sabem tudo a respeito deles?

Prestando as provas ou não, sempre é importante saber diferenciar os períodos e o que cada um deles representa na história da literatura.

Que tal começarmos pelo Romantismo? Confira!

História

características do romantismo, romantismo

Fonte: Canal do Ensino

O período literário do Romantismo iniciou-se na Europa, no final do século XVIII, espalhando-se pelos outros continentes até o final do século XIX: os primeiros registros do movimento foram encontrados no livro Werther, de Goethe, lançado na Alemanha, em 1774.

No Brasil, o movimento iniciou-se por volta de 1836, com a publicação da Nictheroy – Revista Brasiliense, por Gonçalves de Magalhães, coincidindo-se com a Independência política do país, em 1822, com o Primeiro Reinado, com a Guerra do Paraguai e com a campanha abolicionista.

O movimento Romântico caracterizou-se como uma visão contrária ao Classicismo, Racionalismo e Iluminismo – buscando, especialmente, um nacionalismo: as obras, além de valorizarem o amor e a religiosidade, também abordavam a importância da natureza, formação e acontecimentos históricos do país e o cotidiano popular.

As obras do Romantismo designavam, também, toda uma visão de mundo centrada no indivíduo: retratavam o drama humano, amores trágicos e desejos de escapismo. Sendo assim, o período ficou marcado pelo lirismo, pela subjetividade, pela emoção e pelo eu.

Principais Características

1. Nacionalismo: os românticos pregam o nacionalismo, exaltam os valores e os heróis nacionais, incentivam a exaltação da natureza e ambientam seu passado histórico. Na Europa, os heróis costumam ser os cavaleiros medievais; enquanto no Brasil são os índios.

2. Sentimentalismo: exaltação de sentimento, todas as descrições revelam o estado emocional dos autores, que supervalorizam as emoções pessoais, o subjetivismo e o egocentrismo – eles eram o centro do universo.

3. Confessionalismo: sentimentos e visões pessoais dos autores, especialmente relacionados ao saudosismo, aparecem nas obras.

4. Pessimismo: melancolia constante, morte como última solução, escapismo e tédio em relação à vida também são temas constantes.

5. Valorização das fontes populares: inspiração em narrativas e vivências populares.

6. Subjetivismo: há uma valorização do pensamento e percepções individuais, tudo é descrito de acordo com a visão do autor em relação ao mundo.

7. Idealismo: as obras trazem a visão ideal das coisas, que muitas vezes não são vistas de forma verdadeira, mas sim idealizadas de acordo com os ideais do autor. Há uma forte tendência para a fantasia e a imaginação.

8. Byronismo: caracterizado pelo egocentrismo, narcisismo, pessimismo e angústia, reflete um estilo de vida boêmio, voltada para os vícios.

Outras Características

1. Oposição ao clássico;

2. O indivíduo passa a ser o centro das atenções;

3. Estrutura de texto em prosa, longo, com versos livres e brancos;

4. Desenvolvimento de um núcleo central, com narrativa refletindo uma sequência de tempo;

5. Supervalorização das emoções pessoais;

6. Egocentrismo e valorização do Eu;

7. Melancolia e saudades da infância e momentos que não voltam;

8. Fuga da realidade;

9. Idealização da vida, amor e sociedade;

10. Uso de metáforas;

11. Crítica social à época;

12. Liberdade de criação e expressão.

As gerações românticas

A escola literária do Romantismo pode ser dividida em três gerações.

Primeira geração

As principais características da primeira geração romântica são o Nacionalismo, Medievalismo e o Indianismo. Os autores costumavam abordar buscar um retorno ao passado histórico e abordar temas como heróis nacionais, natureza, religiosidade e sentimentalismo.

No Brasil, os principais autores dessa fase são José de Alencar, Gonçalves Dias, Teixeira e Souza e Gonçalves de Magalhães. Em Portugal, destacamos os autores: Almeida Garret, Alexandre Herculano e Antônio Feliciano de Castilho.

Segunda geração

A segunda fase é a marcada pelo ultrarromantismo, ou seja, exagero no subjetivismo e sentimentalismo. Conhecido como a geração “Mal do Século”, o período foi marcado por obras com aspectos negativos: egocentrismo, desilusão, morte, pessimismo, dúvidas e escapismo.

Os principais autores brasileiros dessa geração foram Álvares de Azevedo, Junqueira Freire, Casimiro de Abreu e Fagundes Varela. Em Portugal, Camilo Castelo Branco.

Terceira geração

Com características da Escola Realista, que sucede o Romantismo, a terceira geração possui obras já voltadas para debates sociais e políticos. Apelidada de “Geração Condoreira”, caracteriza-se por obras muito mais libertárias e sociais.

No Brasil, os principais representantes foram Sousândrade e Castro Alves. Em Portugal, Júlio Diniz.

Romantismo x Classicismo

O Romantismo foi a primeira escola literária a romper com as características do Classicismo. Por isso, é comum encontrar comparações entre as duas, especialmente em provas do Vestibular.

As diferenças são notáveis: o homem, no Classicismo, era equilibrado e tinha prazer em viver. Já no Romantismo, é possível observar o homem muito mais pessimista, individualista e instável. O amor, tema de muitas obras, era visto como algo racional no Classicismo, enquanto que no Romantismo o sentimento era muito mais palpável e real.

A Natureza, presente em tantas obras romancistas, que abordavam, especialmente, seu lado sombrio e melancólico, representava a alegria no Classicismo. Também é importante ressaltar que, enquanto no Classicismo as obras possuíam versificação e métricas regulares, no Romantismo era possível observar versos sem métricas, sem estrofação e sem rima.

Até logo!

Deixe um comentário

© 2012-2018 Canal do Ensino | Guia de Educação

Voltar para o topo