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10 lugares para ensinar fora da sala de aula

Olá, professor!

Um estudo publicado pelo Instituto de Biociências, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, sobre aulas diferenciadas e os efeitos disso na aprendizagem dos estudantes, diz que o ambiente precisa favorecer à aquisição do conhecimento. Ele aponta que pouquíssimos professores alegam não encontrar dificuldades para realizar atividades fora da sala de aula, ainda que a maioria deles declare que ensinar de maneira diversificada é capaz de gerar um aprendizado mais satisfatório.

Desde o início da educação infantil até o término da educação básica, as instituições de ensino esperam fornecer a seus alunos condições para que eles adquiram conhecimento e desenvolvam suas habilidades voltadas para o ato de se comunicar, compreender o mundo e seu ambiente, raciocinar, solucionar problemas, fazer escolhas, entre outras potencialidades. Para isso, é preciso adequar os conteúdos de forma que sejam contextualizados e relacionados à vida dos estudantes.

O recordista brasileiro de memória, Renato Alves, fundador de um próprio método de estudo e aprendizagem, destaca que cada matéria exige um processo cognitivo, ou seja, uma sala de aula, lousa e deveres domésticos rotineiros não podem ser considerados, singularmente, a melhor forma de estímulo à aquisição de conhecimento, ainda mais de modo igual para todas as disciplinas.

Existe, comprovadamente, um maior envolvimento dos aprendizes quando o conteúdo que se ensina nas escolas é associado com algo exterior a ela. Portanto, as atividades curriculares fora do ambiente formal da sala de aula é um método que enriquece o processo de transmissão de conhecimento e assimilação deste, o que significa um melhor rendimento escolar.

Claro, que se faz necessário um estudo dos espaços não formais e que se obtenha um bom entendimento do quanto o ambiente selecionado pode fornecer de material educativo para ser absorvido, pois são as experiências sensoriais que levam ao processo reflexivo relacionado à obtenção de conhecimento.

A experiência vivida com o estudo promovido diretamente no meio aguça os sentidos, requer do aluno o desenvolvimento da observação, da pesquisa, da exploração, da curiosidade, da coleta e análise de dados, organização de ideias, exige uma autonomia diante dos fatos, isso prepara melhor o indivíduo para a vida cotidiana.

O uso de locais fora da instituição de ensino, por mais que gere estímulos e amplie o campo de informação, não exclui as salas de aula, pois é justamente a junção de conhecimentos já adquiridos com o conteúdo novo que fortalece o processo de aprendizagem. Quanto mais as atividades internas estiverem em concordância com as extracurriculares maior é a percepção de sentido e reflexão ao que é estudado, ou seja, maior aprendizado.

É importante questionar por que, mesmo cientes de todos os benefícios, as escolas desenvolvem tão poucas atividades fora das salas. Ainda mais quando não necessariamente precisam envolver recursos financeiros. Por isso, para incentivar essa atitude foram separados 10 locais que podem ser aproveitados para ensinar:

1 – Museus

O Instituto Brasileiro de Museus tem cadastrado mais 3200 instituições museológicas em todo o país. Possuem inclusive um guia na versão impressa e digital para consulta.

2 – Exposições

Diversas exposições de diferentes gêneros passam pelo país, seja por amostras de pinturas, objetos, artistas plásticos e música. Guias regionais ficam disponíveis na internet.

3 – Parques

Apesar de não serem muitos, existem bons os parques públicos que podem ser aproveitados. Zoológicos e jardins botânico são ótimas opções também.

4 – Feiras

Diferentes feiras acontecem durante todo ano, de livros, ciências, tecnologia, artesanato, alimentos e é muito legal mostrar aos alunos como explorá-las.

5 – Teatro

Não existem somente as grandes produções, muitos grupos de teatro fazem apresentações gratuitas ou por um preço bem acessível.

6 – Cinema

O cinema na maioria das vezes é associado apenas com o entretenimento, as escolas esquecem de associá-lo ao estudo. Existem muitos filmes históricos atuais e até antigos que ficam em cartaz em salas específicas.

7 – Laboratório

Algumas instituições de ensino pouco usam seus centros de pesquisa. É preciso incentivar o experimento, por em prática o conteúdo e aproveitar as demais instalações dos complexos educacionais.

8 – Ao ar livre

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Explorar o território como praças, centros históricos, comunidades (tribos indígenas, periferias, grupos religiosos) e bairros tradicionais.

9 – Reservas naturais

O Brasil é um país rico em natureza e em sua diversidade, conhecer as nascentes dos rios, cachoeiras, matas, fazendas – plantações, montanhas, praias, lagos. Todos esses ambientes possuem um tipo de vegetação, solo, animais, história, economia.

10 – Centros urbanos ou rurais

Quão diferente seria para um aluno entender física com uma visita a companhia de eletricidade/ hidrelétrica, estudar química e ciências sociais por meio da empresa de abastecimento de água, conhecer o processo de reciclagem participando do trabalho, entre tantos outros locais como redação de jornal, indústrias alimentícias, câmara dos poderes políticos, ONGs e etc. São atividades produtivas.

A educação formal também pode ocorrer fora da sala de aula e é uma estratégia de ensino-aprendizagem que deve ser mais compreendida e explorada por professores e pelas instituições.

Até logo!

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