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Cyberbullying no período escolar

Olá, leitores do Canal do Ensino!

Conhece o cyberbullying? É o tipo de bullying feito através da internet, principalmente pelas redes sociais. Só que, ao contrário da intimidação mais conhecida que acontece no período letivo, a versão cyber não sai de férias e continua mesmo entre as aulas.

A advogada Ana Paula Siqueira Lazareschi de Mesquita, do SLM Advogados e responsável pelo programa Projeta-se do Prejuízos do Cyberbullying, escreveu sobre esse assunto para o site Info Escola.

Ela diz que é muito comum que a pressão psicológica ocorra no período de férias escolares, quando crianças e adolescente possuem mais tempo ocioso para agredir e intimidar, “preparando o terreno” para o retorno das aulas.

Como acontece o cyberbullying

O cyberbullying ocorre principalmente nos aplicativos de comunicação instantânea, pela facilidade e gratuidade de uso. Ao mesmo tempo, os pais deixam de vigiar os filhos, acreditando que a sua presença física inibirá comportamentos inadequados.

A cultura de paz digital inicia-se dentro das escolas. É fato de que os pais das crianças e adolescentes da geração atual tem em sua grande maioria conhecimentos mais rudimentares da Internet, seus usos e costumes, enquanto seus filhos são adeptos mais naturais da relação via digital.

Sem informação e consciência desta nova condição, pais e filhos estão à mercê de comportamentos ilícitos (que poderão ser praticados por eles próprios ou por terceiros). Segundo Ana Paula, os mais comuns são os crimes contra a honra (injúria, calúnia e difamação), ameaça, extorsão, falsa identidade e instigação ao suicídio.

Especialmente no período de férias verificamos que os bullies criam uma página pessoal na Internet sobre a vítima dos seus ataques, na qual insere todo o tipo de informações, fotos e vídeos, adulterados ou falsas, além de poder conter dados reais, como a residência, escola, cursos e dados pessoais da família do agredido. Essa página é enviada para vários usuários, para que o maior número de pessoas tenha acesso à humilhação virtual.

Como tudo se espalha facilmente na internet de forma fácil e muitas vezes viral, a vítima e sua família se tornam alvos fáceis de sequestro, chantagem e ameaças, on-line e off-line.

Nova lei sobre bullying

Em fevereiro de 2016 começa a vigência da Lei nº 13.185/2015 a lei explora a cultura da dependência, ou seja, diz o que é bullying afirma que deverão ser feitos projetos preventivos, mas não estipula sanções na ausência desses.

É aí que entram as instituições de ensino. Será de grande importância a intervenção direta das Delegacias de Ensino, bem como da Secretaria de Educação, para a o ideal da cultura de paz não se perca dentro da letra da lei.

Assim como, é essencial também a educação sobre o cyberbullying nas escolas; ensinar aos estudantes o que é, o que causa e como combater.

Pode não ser tudo, mas a maioria das coisas podem ser resolvidas por meio da educação!

Até mais!

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